Café: "mercado brasileiro tem tradição, mas perdeu a hegemonia", diz Abic
Com países produtores ganhando espaço, mercado global está cada vez mais competitivo.
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Com países produtores ganhando espaço, mercado global está cada vez mais competitivo.
O avanço de tarifas, sanções e pressões diplomáticas dos EUA reacende o debate sobre soberania, hegemonia e os impactos da disputa geopolítica sobre o café brasileiro
Xico Graziano é agrônomo, foi secretário de Agricultura e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Em seu mais novo artigo, Xico faz uma breve análise da história e transição do poderio político cafeeiro às mãos da nova burguesia brasileira, destacando neste processo - e questionando sua eficácia - o antigo hábito político-econômico de queima de excedentes de café por parte do governo.
No acumulado fechado dos doze meses da temporada 2011/12, outubro/setembro, o Brasil exportou 28,797 milhões de sacas, com queda de 16,21% em relação a igual período da temporada 2010. Vietnã, Colômbia, Indonésia, Honduras e Índia fecham o grupo dos 6 maiores exportadores da safra 2011/12.
"É um bom modelo, acredito eu, que temos aqui no cerrado. Uma federação que representa várias associações de produtores. Esse modelo, extrapolado para todas as regiões produtoras do país, conseguiria promover uma integração interessante."
"É um bom modelo, acredito eu, que temos aqui no cerrado. Uma federação que representa várias associações de produtores. Esse modelo, extrapolado para todas as regiões produtoras do país, conseguiria promover uma integração interessante."
O crescimento da 3Corações no mercado doméstico nos últimos anos começa a ameaçar a hegemonia da americana Sara Lee, que se tornou a primeira no ranking brasileiro em 2000 ao comprar as marcas Pilão e Caboclo da antiga Companhia União. O grupo americano chegou ao Brasil em julho de 1998, quando adquiriu o Café do Ponto. Três meses depois comprou o Café Seleto, assumindo assim a segunda colocação do mercado. Porém, a liderança do mercado de café pode trocar de mãos. A trajetória das vendas e do faturamento da 3Corações retrata um desempenho superior ao do mercado de café.
O Conselho Nacional do Café (CNC) comemorou a notícia de que o Comitê do Café da Bolsa de Nova York aprovou na noite de quarta-feira o início das negociações com os cafés lavado e semi-lavados do Brasil. Para o presidente do CNC Gílson Ximenes, vai diminuir o deságio dos cafés brasileiros em relação ao que hoje ocorre na Bolsa de NY, no comparativo com cafés colombianos e centrais, por exemplo.
O melhor café da safra foi produzido por Ricardo Bacellar Wuerkert, de Amparo, que concorreu na categoria "Cereja Descascado". Foram pagos R$ 1.507 pela saca do vencedor. Na categoria "Café Natural", destaque para Fábio Colletti Barbosa, de Espírito Santo do Pinhal, que teve a saca comprada por R$ 600,11.
Nas últimas semanas, vivenciamos a escalada das tensões tarifárias impostas pelo presidente Donald Trump a aliados e adversários dos Estados Unidos ao redor do mundo.
Exportações atingiram um volume de 23,73 milhões de sacas, que equivalem a um aumento de 2,2% em relação aos sete primeiros meses de 2020
Coriolano Xavier analisa as mudanças que ocorreram na agricultura e como a tecnologia é uma aliada neste momento
Projeto focou na identificação de intervenções com maior potencial para mudanças sistêmicas de longo prazo
Coriolano ministrará um curso com o tema "Ângulos Estratégicos de Comunicação e Outros Serviços de Marketing, no Agro", em janeiro
Evento abordará melhores estratégias entre iniciativa pública e privada para reduzir os efeitos das barreiras tarifárias.
Uma das palestras mais esperadas da Fenicafé 2013 - Feira Nacional de Irrigação de Cafeicultura, que ocorre entre os dias 20 e 22 de março no Cerrado Mineiro, é a da ex-jogadora de basquete Hortência Marcari que irá abordar o tema 'Lições de uma vida. Estratégias, valores e atitudes de uma campeã'.
O ano de 2011 foi de reflexão para a subsidiária brasileira da Starbucks. E não só por causa da crise financeira global - a rede também precisava reorganizar a própria casa. Para este ano as metas da gigante americana para o País são bem mais ambiciosas: a ordem é dobrar a operação local, que chegará a 64 unidades até o fim de 2012.
Devido ao prolongamento da crise e ao mau gerenciamento, os recursos se esgotaram, os cafeicultores ficaram endividados ou sem possibilidades para novos investimentos - e ainda desestimulados, pedem auxílio. Nunca devemos fazer críticas sem propostas, por isso a APAC elaborou uma série de propostas para valorizar o café, evitar oscilações e especulações.
A quebra da bolsa de Nova York, em 1929, dá a medida das incertezas históricas que marcaram o comércio de café. As exportações brasileiras, que haviam alcançado o recorde de 13,5 milhões de sacas em 1909, não ficaram imunes e encolheram para 9,3 milhões de sacas no ano do "crash" e no seguinte, com sérias sequelas para a economia do país.
O câmbio, por exemplo, é um tema do qual os cafeicultores certamente gostariam de receber melhores notícias em 2008. De acordo com o USDA, serão produzidos 122,9 milhões de sacas, um número 11,4 milhões de sacas inferior à safra 2006/2007. Os baixos estoques no Brasil refletirão nos dados de estoque mundial de café para a safra 2007/2008. Para o próximo ano, o USDA prevê que o mesmo caia a 18,3 milhões de sacas, um número considerado extremamente baixo. O Vietnã exportará menos em 2007/2008, porém não é claro o que poderia ser esperado dos próximos anos. A Colômbia segue na terceira posição, ao passo que os países da América Central, se mantém imersos na incerteza derivada de um delicado quadro institucional.
Por vias distintas e após mais de 60 anos de divórcio, o hábito de consumir café e o tráfego pelas ferrovias, presenciam um movimento de reglamurização. A febre que tomou conta dos países europeus, assim que a bebida foi introduzida em meados do século XVIII, retorna agora com ares de requinte e perfeição, implementada por estabelecimentos preocupados com a qualidade e esmero do serviço, conquistando por meio dessa postura, crescente aceitação e preferência dos consumidores, especialmente naqueles cujo carro chefe é o café expresso.
Sob o ponto de vista dos produtores de café, a diferenciação pode emergir como uma importante alternativa para o aumento das receitas, ao garantir preços mais altos e consumidores mais fieis.
Nos últimos dias, o mercado do café robusta tem observado uma significativa elevação na cotação do produto, a mais alta em 6 anos. Analistas presentes em Londres creditaram este quadro aos problemas climáticos ocorridos no Vietnã, responsáveis por uma queda na produção deste país asiático.