Cafeicultura familiar: evolução com a certificação fairtrade
Pesquisadora desenvolve trabalho com a associação de agricultores familiares e aponta os benefícios da certificação FairTrade para a cafeicultura familiar de montanhas.
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Pesquisadora desenvolve trabalho com a associação de agricultores familiares e aponta os benefícios da certificação FairTrade para a cafeicultura familiar de montanhas.
Com iniciativa de pequenos cafeicultores e com apoio e supervisão do Sebrae e de entidade certificadora Fairtrade, o município de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, transformou-se recentemente na primeira cidade com status Fairtrade, ou Fairtrade Town, de todo o Hemisfério Sul do planeta. Confira como foi o desenvolvimento deste projeto de sucesso e suas vantagens.
De forma bem sucinta espero contribuir para o entendimento dessa certificação e orientar os nossos amigos produtores na busca pela certificação. Por Ulisses Ferreira, especialista em cafeicultura sustentável e consultor de associações e certificações agrícolas.
Saiba o que tem que ser feito para obter a licença para o uso da "marca" FairTrade. Por Ulisses Ferreira, especialista em cafeicultura sustentável e consultor de associações e certificações agrícolas.
Segundo Federica Carraro, da importadora espanhola Sodepaz, estão sendo aplicadas ao comércio justo as regras do mercado neoliberal. Em seu livro, define o comércio justo como um oximoro, ou seja, uma figura de retórica que ocorre quando se unem duas palavras de significado oposto, como em "um silêncio estrondoso", portanto, uma contradição. Mas ao unir as duas palavras, diz o dicionário, pode-se criar um novo significado.
Durante 2009, o Peru exportou 352,66 mil sacas de 60 quilos de café com selo de Comércio Justo por um valor de mais de US$ 73 milhões, com o que se constituiu, pelo sexto ano consecutivo, como o maior exportador desse produto, informou a Junta Nacional de Café (JNC). O café é o principal produto de exportação peruano vendido através desse mercado.
USAID, Walmart, TransFair USA e SEBRAE uniram forças numa parceria público-privada de três anos que visa fomentar o Fornecimento Responsável. De 2007 a 2010, os parceiros investirão US$ 1,9 milhão e darão suporte técnico a 5 mil agricultores dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, para que melhorem a qualidade do café, a gestão das cooperativas e os esforços de marketing.
Há dez anos a queda do preço do café colocou em estado de crise centenas de cooperativas e pequenos cafeicultores em países em desenvolvimento. Muitos deles conseguiram se manter graças a um sistema de pagamento de bonificação denominado fair trade (comércio justo), que nasceu há 25 anos. Naquela difícil situação se pagou às cooperativas 90 centavos de dólar por libra de café, ou seja, o dobro do preço de mercado, então situado no seu nível histórico mais baixo.
A organização Fair Trade USA vai expandir a certificação de cafés com um novo rótulo reconhecido internacionalmente a partir do primeiro trimestre de 2012.
O Simpósio acontecerá em Poços de Caldas/MG no mês de novembro, durante o "Nosso Café & Cultura". A ideia principal é abordar temas ligados a sustentabilidade no agronegócio café, com foco na viabilidade econômica. Participe da construção desse evento!
A agência de padrões do Quênia (Kebs) informou na quinta-feira (22), que a proposta de certificação para orientar a indústria de café do país estava esperando somente a aprovação dos investidores antes de ser anunciada. Ela irá definir um novo modelo nas práticas comerciais e de produção com base nos padrões de certificação.
A Starbucks Coffee Company anunciou em 29 de junho seu próximo passo na solidificação da relação com a Fairtrade. A meta da empresa é ter todo seu expresso vendido nas lojas do Reino Unido com duas marcas, Starbucks Shared Planet e Fairtrade Certified, até o final de 2009. Além disso, a Starbucks fará seu primeiro café 100% certificado como Fairtrade da Ruanda disponível no Reino Unido como uma edição limitada de café no começo de 2010.
A McDonald´s, líder no segmento de serviço rápido de alimentação, sondou preços e qualidade do café Fair Trade produzido por oito cooperativas e associações do Sul e da Zona da Mata mineira durante a exposição anual da Specialty Coffee Association of America (SCAA), em Atlanta, nos EUA.
Após dois anos de trabalho, a Cooperativa de Café Especiais e Certificados do Norte Pioneiro do Paraná (Cocenpp) conquistou permissão para comercializar sua produção de café especial com o selo Fair Trade, que significa comércio justo. A modalidade agrega valor ao produto e ajuda a estabelecer preços justos e padrões sociais e ambientais equilibrados. O grupo tem agora como meta adquirir o selo de Indicação Geográfica.
Após receberem o certificado para o Fair Trade (comércio justo, do inglês), emitido pelo FLO-CERT, órgão independente de certificação internacional com sede na Alemanha, os integrantes da Associação dos Produtores de Café de Dois Córregos já vendem o grão para os Estados Unidos e pretendem alcançar mais mercados lá fora, como os países árabes.
Ousadia que chama atenção em Varginha. A União de Pequenos Produtores de Cafés Especiais dos Martins - Unipcafem - decidiu se unir em uma cooperativa independente. Segundo o presidente da associação, Guido Reghim, a ideia inicial é a de apenas começar o cooperativismo, sem, necessariamente, ter que construir galpões ou armazéns. Tudo a fim de conseguirem a emissão de nota fiscal para facilitar os processos de comercialização e terceirização do armazém. A cooperativa, por sua vez, vai poder proporcionar facilidade na compra e venda do café Fairtrade, diminuindo custo e agregando valor, respectivamente.
A Equipe CaféPoint selecionou os 20 artigos mais lidos do mês de novembro, proporcionando ao leitor atualização e acompanhamento sobre os principais fatos ocorridos no período. Acesse as matérias e confira!
Trabalho realizado pela consultoria Schneider & Associados e encomendada pela Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional, mostra o Comércio Justo cresce em torno de 20% ao ano no mundo. Um dos principais produtos comercializados que levam o selo de certificação da entidade internacional FLO (Fair Trade Labelling Organization International) é o café, com 26,9% e grande potencial para liderar a lista de preferências.
De 7 a 9 de dezembro, Paraty (RJ) sediará a primeira Seleção de Cafés Especiais Responsáveis - Taste of The Harvest 2007 -, da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês). O evento intercalará turismo, sessões de provas, palestras, debates e rodadas de negócios, da qual participarão representantes da área de compra de torrefadoras e lojas de diversos países. Os produtores que quiserem participar devem inscrever seus lotes até 13 de novembro. Obrigatoriamente, esses cafés deverão ter ao menos uma das seguintes certificações: BSCA, Utz Kapeh, ISO 9000 / 9001 /14000, Rainforfest Alliance, Eurogap, Imaflora, IBD, USDA, IFOAM, SAT, ou FLO internacional.
Soren Knudsen, da SKG Sustainable Solutions ressalta a importância de certificação, para os grandes players do trade cafeeiro mundial.
Agricultores familiares brasileiros que se dedicam a cultivar alimentos orgânicos poderão compartilhar com o mundo seu processo de produção. A apresentação ocorrerá por meio de vídeos, que serão exibidos nos diversos eventos organizados para comemorar o Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014 (AIAF).
A produção registrada de café da Colômbia, maior produtor mundial de café arábica suave lavado, superou 10,3 milhões de sacas de 60 quilos durante os últimos doze meses, resultado de um programa de renovação que busca elevar a produtividade e a sanidade vegetal dos cafezais.
"Porteira pra dentro" e "porteira pra fora" se reuniram durante os três dias do 7° Espaço Café Brasil: produtores, empresas de insumos, certificadores, traders, torrefadores, baristas, empresad de maquinás de café, chefs de cuisine, exportadores...muitos foram os "Coffeeaholics" que honraram com suas presenças o maior evento internacional de café da América Latina.
Segue o balanço e as considerações finais a respeito do I Simpósio de Certificação de Cafés Sustentáveis, que promoveu ampla discussão entre a comunidade científica e os representantes dos diversos setores do agronegócio café sobre produção, comercialização e consumo de cafés sustentáveis certificados. O documento é assinado por Sérgio Parreiras Pereira, Pesquisador Científico do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e Coordenador da Comissão Organizadora do evento.