Pouca liquidez no mercado interno
Para o café, a terça-feira (5/4) foi de negatividade no mercado, aponta consultor.
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Para o café, a terça-feira (5/4) foi de negatividade no mercado, aponta consultor.
O fenômeno La Niña acabará até o meio do ano, aumentando a chance de ondas de frio continentais avançarem pelo país. Estas ondas de frio são as que costumam provocar geadas. Entretanto, entre a chance das ondas de frio continentais aumentar e acontecer a geada na área de café, existe uma grande distância.
Durante as operações de ontem, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 1,699. Fechou a R$ 1,701, após recuar 1,05%. Essa é a menor cotação desde o R$ 1,70 cravado em 15 de outubro, quando a moeda foi negociada no preço mais baixo desde setembro de 2008. No mês, o dólar acumula desvalorização de 3,19%. Em 2009, a moeda americana tem perdas de 27,12% diante do real.
O Conselho Nacional do Café (CNC) finalizou a semana reiterando a luta contra boatos de importações de toneladas de café verde para abastecer nosso consumo
Com a chegada de 2007, crescem as expectativas com relação aos possíveis rumos da cafeicultura nos próximos 12 meses. Em alguns meses terá início um novo ciclo para os produtores brasileiros, com a colheita da safra 2007/2008, e muito se especula acerca do futuro dessa atividade ao longo do próximo ano.
Lideranças cafeeiras do País permanecem como que anestesiados pela gloriosa história da economia cafeeira pregressa. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador Científico do Instituto de Economia Agrícola.
Preço mínimo de R$307,00/saca deveria ser anunciado nesta quinta-feita pelo Ministro da Agricultura, mas coletiva foi cancelada. Falta de consenso sobre o valor teria sido o motivo do cancelamento do anúncio. Na versão oficial faltavam as assinaturas dos Ministros para validar decisão. "Mais uma vez o governo não aprendeu, não ajuda o produtor, não tem a mínima sensibilidade e não faz o dever de casa", afirma Carlos Melles, presidente da Cooparaíso.
Antes do início da colheita, previa-se que a safra 2008/09 ficaria na casa de 12,2 milhões de sacas, já com redução de pouco mais de 2% em relação a 2007/08, por conta de excesso de chuvas à época das floradas. Acontece que as perdas na colheita principal, colhida de outubro de 2008 a janeiro de 2009, foram maiores que o esperado. A produção na safra principal da Colômbia somou apenas 3,85 milhões de sacas, nível próximo ao produzido em 1999/00.
Tradings nacionais e internacionais divulgaram projeções que apontam a colheita brasileira de 50 milhões a até 55 milhões de sacas de 60 kg, com o motivo principal para um volume tão elevado sendo justificado, principalmente, pela ocorrência das recentes e volumosas chuvas. No entanto, para o engenheiro agrônomo Mapa/Procafé, José Braz Matiello, o qual visita constantemente as zonas cafeeiras do país, as precipitações atuais não interferirão de forma a gerar um aumento no tamanho da safra. "As chuvas de agora servem para evitar perdas e não para gerar elevação. Elas evitam perdas porque ajudam a granar o café, mas não acarretam ganhos de produção, uma vez que o crescimento do ramo foi feito em função do ano anterior, quando o cafezal enfrentou uma seca por aproximadamente dois meses", explicou ele, acrescentando que a safra nacional deve se situar no intervalo entre 40 milhões e 45 milhões de sacas.
Num primeiro momento após a liberação do drawback, a chance de queda ou limitação dos preços do conilon seria muito grande, pois, mesmo com cotas e com a idéia de que a importação se destinaria apenas a utilizar capacidade ociosa da indústria de solúvel, o fato é que haveria mais produto disponível e a imperfeição no uso da informação e na consequente formação do preço se encarregariam de puxar as cotações para baixo.