45 anos com a ferrugem do cafeeiro
Disso tudo tiramos uma lição. Para enfrentarmos um problema grave precisamos investir com seriedade. Por José Braz Matiello e Saulo R.de Almeida, engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.
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Disso tudo tiramos uma lição. Para enfrentarmos um problema grave precisamos investir com seriedade. Por José Braz Matiello e Saulo R.de Almeida, engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.
Está clara a forte desaceleração da economia brasileira, ficando mais provável que, tanto em 2011 como em 2012, o crescimento do PIB fique até abaixo de 3%, com influência negativa do setor industrial e, mais recentemente, do de serviços. O desemprego, depois de um longo tempo, volta a preocupar, aumentando o custo social de trazer a inflação para próximo da meta.
Este ano os cafeicultores estão investindo na produtividade, preparando os cafezais para garantir a safra 2011/2012 que está iniciando. Ainda não se tem um levantamento oficial, mas no campo já se fala em uma safra de 50 milhões de sacas.
O México está enfrentando aquela que poderia ser a pior colheita de café em quase 20 anos. As chuvas fora de época e o clima frio resultaram em uma colheita que está amadurecendo a um ritmo irregular. Essas irregularidades na colheita do café são exacerbadas por uma escassez de mão-de-obra nas fazendas onde os trabalhadores, pagos por balde, não têm encontrado grãos de café suficientes para colher de forma a valer seu tempo.
O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano, na primeira importante decisão econômica do novo governo. A deliberação do comitê, em reunião ontem (19), foi por unanimidade e em linha com as expectativas do mercado, representando o início de um ciclo de aperto monetário que deve ser estender por todo este ano.
Os preços do café arábica encerraram essa quarta-feira (05) em queda na bolsa de Nova York. O primeiro vencimento, maio/10, teve queda de 15 pontos, fechando a 137,25 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 288,56, com leve valorização de 0,09%, segundo o indicador Cepea/Esalq. O mercado segue com poucos negócios.
Aconteceu de tudo na grande conferência ambiental promovida pela ONU, em dezembro, na Dinamarca. Chefes de Estado fazendo cartaz, ONGs mostrando força, lobistas exibindo poder, cientistas ostentando categoria, diplomatas negociando, jornalistas aparecendo. Mistura de séria reflexão com festa ecológica.
O retorno do caramujo gigante africano aos cafezais, com ataques severos a plantas adultas e mudas, reacende o alerta para prejuízos produtivos e riscos à sanidade das lavouras
A ocorrência do capim branco em cafezais ainda é pouco conhecida, porém, com sua resistência ao herbicida mais usado nas lavouras, sua importância cresce
A partir de 2020, foi observado o ataque do caramujo gigante africano em cafeeiros, com os danos registrados na região Norte do estado do Espírito Santo
Doroteia Renno, de Santa Rita do Sapucaí, nos contou que a família está ali desde 1960 e nunca tinham visto uma chuva como essa. Segundo ela sua plantação de café foi afetada
A Terra Forte, uma das maiores exportadoras de café do Brasil, revisou para baixo sua estimativa para a produção nacional do grão em 2014. A safra, que começa a ser colhida entre abril e maio, deve alcançar, em média, 47,4 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 53,7 milhões de sacas na previsão anterior, de dezembro, o que corresponde a uma queda de 11,7%.
Cerca de 350 cafeicultores foram prejudicados pela geada na região da Mandaguari. As lavouras de café do município, no norte do Paraná, foram devastadas pela geada negra que atingiu o município na madrugada desta quinta-feira (25/07), segundo a cooperativa Cocari. A estimativa é de que quase metade da safra, que seria colhida em 2014, foi destruída pelo fenômeno climático.
No país das jabuticabas, ninguém presta atenção nas carambolas. Eis um caso perverso da burra unanimidade. A jabuticaba (árvore e fruto), cantadíssima em verso e prosa, alcançou notoriedade pelo exotismo, singularidade e exclusividade das terras tupiniquins. A carambola, embora reúna todas as características para ser ainda mais esquisita (fruto ovóide que em seção transversal tem formato de estrela), permanece relegada. Curiosamente, o contrário dessa evidência acontece quando consideramos o sentido figurado de "carambola": tramóia, trapaça, trambique... Nisso o Brasil é imbatível, pois somos, verdadeiramente, o país das interruptas carambolas públicas e privadas.
Em meio ao mais violento colapso financeiro global que, a cada dia dilapida mais um bocadinho o tesouro público brasileiro, as lideranças dos cafeicultores não se dão por satisfeitos com a substancial majoração dos preços mínimos. A cafeicultura carece ser abatida por uma tsunami de destruição criadora, visando desmantelar as colunas do atraso, concedendo luz para o refulgir das formidáveis inovações e das práticas gerenciais modernas que a criatividade humana é capaz de imaginar e pôr a funcionar.