FAEMG e CNC se reúnem para debater os rumos da cafeicultura
O meteorologista Luiz Carlos Molion falou sobre ciclos climáticos e alternância de intempéries, como períodos de estiagem e chuvas de granizo.
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O meteorologista Luiz Carlos Molion falou sobre ciclos climáticos e alternância de intempéries, como períodos de estiagem e chuvas de granizo.
O leitor e colaborador do CaféPoint Fernando de Souza Barros Jr., corretor de café de São Paulo, enviou um comentário que aborda alguns fatores que contribuem para que o preço do café não melhore ao produtor.
Com aproximadamente 6 mil hectares plantados e 18 milhões de pés de café em produção, a Ipanema Coffees viu suas terras se valorizarem nos últimos anos. Nem tanto pela recente alta dos preços, mas devido às circunstâncias econômicas favoráveis ao próprio mercado de terras para fins agrícolas.
A crise do café em Minas Gerais começa a ficar ainda mais insustentável. Agora, bancos começam a executar garantias dos endividados tomando terras e cafezais de quem não consegue pagar custeios e investimentos das suas dívidas.
Audiência organizada para discutir um novo modelo de gestão pública para a cafeicultura brasileira trata questões como custo de produção, contratos de opções, Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), custeio, colheita e endividamento. "Qualquer medida política passa pelo reequacionamento da dívida dos cafeicultores", declarou o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles.
Apesar de desejarmos um recuo maior, a redução aprovada hoje é importante porque implica que o produtor endividado pagará menos em função do menor juro nos empréstimos do Funcafé. Essa é uma possibilidade para que, efetivamente, haja participação em uma política de renda, a qual deve passar, exatamente, por juros menores, uma vez que há necessidade de administração dos recursos; e como a rentabilidade está baixa, quanto menos juros melhor.
Julia Bastos analisa as políticas adotadas para reduzir o custo do produtor rural
Carta assinada por representantes da Faes, Fetaes, OCB/ES e Unicafes foi enviada ao Mapa em novembro de 2015. Pedido segue em análise no Ministério da Fazenda.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou em setembro a terceira estimativa de safra de café 2013. As pesquisas indicam um decréscimo de 6,44% na produção geral do Espírito Santo, que deve colher 11.697 mil sacas de 60kg do produto beneficiado, sendo 3.486 mil para o arábica e 8.211 mil para o tipo conilon.
Após ampliar de 7% para 10% a fatia dos depósitos bancários à vista destinada ao crédito rural, no início da temporada, os financiamentos concedidos aos médios produtores rurais cresceram 49,4% desde o início da safra 2011/12, em julho. Ao todo, foram desembolsados R$ 4,6 bilhões em empréstimos para custeio e comercialização por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
O deputado federal Carlos Melles fez uma análise do setor cafeeiro nos oito anos do governo Lula e questionou aqueles que apontam o ano de 2010 como um dos melhores para a cafeicultura. Para o deputado, o café foi "esquecido" nesse período e que é necessário um diagnóstico profundo do setor para que não haja distorções de notícias. "Esse momento para o café merece uma análise com muita profundidade e sobre vários aspectos, entre eles a sustentabilidade econômica do produtor de café, o que aconteceu na área social da cafeicultura e no ambiental, nesses oito anos de governo do presidente Lula", ponderou ele.
Uma crise está assombrando os produtores da única associação de café orgânico do Espírito Santo, que fica na região do Caparaó. Nos armazéns de café as sacas se acumulam: da safra 2008 são 650 sacas e deste ano, 250, um prejuízo calculado em mais de R$ 400 mil. Sem ter para quem vender o café, a preocupação dos agricultores é que o produto perca a qualidade e o preço de mercado.
O Direito Agrário nasce na Roma antiga. As questões relativas à posse e ao uso da terra acabam consolidando um capítulo especial da ciência jurídica. Nele reside a função social da propriedade rural. Teoria da reforma agrária. Alguns malandros no campo, é verdade, fazem dívidas para nunca as honrar. Mas os agricultores brasileiros não querem dar o cano em ninguém. Carecem, isso sim, de apoio para solucionar seus problemas, gerados no mercado globalizado, sem reforçar sua antiga imagem de latifundiários. Procuram saídas dentro da lei, modernas, democráticas.
Em entrevista à BBC Brasil, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes afirmou que o bioma amazônico "tem que ser intocável" e que não é preciso cortar nenhuma árvore da região para aumentar a produção agrícola brasileira. Segundo o ministro, falta "racionalidade" a muitos projetos para proteger o meio ambiente no Brasil e há medidas de cunho ambiental que estão punindo agricultores brasileiros de forma injusta.
O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), reunido ontem, em Brasília, decidiu formar uma comissão para estudar o trabalho apresentado pela Agroconsult sobre as condições de rentabilidade, endividamento e capacidade de pagamento dos cafeicultores de Minas Gerais.
Com produção média de 500 mil sacas por ano, segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e de Extensão Rural (Emater-MG), Três Pontas sustenta o título de maior produtor de café do mundo.
Início de safra é um momento de apreensão para a cafeicultura. Estimada pela Conab em 40,6 milhões de sacas, a safra 2006/2007 de café do Brasil começa a ser colhida neste mês.