Café: chuvas favorecem lavouras, mas pressionam preços do produto
As chuvas que estão chegando não farão com que o país tenha uma safra recorde em 2018.
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As chuvas que estão chegando não farão com que o país tenha uma safra recorde em 2018.
A oferta restrita e problemas com a safra de café da Colômbia não foram suficientes para sustentar as cotações em alta. Realizações de lucro por parte de investidores fizeram com que o mercado encerrasse o dia em baixa. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 527,65, com valorização de R$ 9,20 segundo o indicador Cepea/Esalq.
Após atingir preços recordes na quinta-feira (21), as cotações do arábica encerraram a sexta-feira (22) em queda em função da alta do dólar e realização de lucro por parte dos fundos. Em Nova York o primeiro vencimento dezembro/10, teve desvalorização de 215 pontos, fechando a 198,85 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 336,47, com desvalorização de R$ 2,08, segundo o indicador Cepea/Esalq. Porém, no acumulado do mês a valorização é de R$ 16,17/saca.
Rodrigo Costa fez uma análise sobre as reações do mercado de café na última semana de maio
Os bancos centrais das principais economias declararam durante a semana que tomarão medidas para estimular o crescimento (EUA) e também para garantir recursos necessários para recapitalizar os bancos que estão frágeis (zona do Euro).
As indústrias de fertilizantes com operações no Brasil solicitaram ao Ministério do Desenvolvimento a reabertura do processo antidumping contra as importações de nitrato de amônio originárias da Rússia e da Ucrânia. Em novembro de 2008, ministros da Camex aprovaram a imposição de tarifas, mas a decisão foi imediatamente suspensa em nome do "interesse nacional", já que os preços dos fertilizantes haviam dobrado de preço em alguns casos, por conta da crise internacional.