Consumo moderado de café pode prevenir Alzheimer, afirma estudo
De acordo com o relatório, os efeitos positivos do consumo de café foram particularmente relevantes em homens idosos.
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De acordo com o relatório, os efeitos positivos do consumo de café foram particularmente relevantes em homens idosos.
Consumir cafeína pode ajudar a reduzir as chances de idosos com comprometimento cognitivo leve desenvolverem doença de Alzheimer, de acordo com uma pesquisa feita nas universidades do Sul da Flórida e de Miami, nos Estados Unidos. Os resultados, que foram publicados nesta terça-feira no periódico Journal of Alzheimer's Disease, mostraram que nenhum dos participantes do estudo que beberam ao menos três xícaras de café ao dia foi acometido pela doença durante o período da pesquisa.
A cafeína pode ajudar mulheres idosas a adiarem a deterioração mental, sugere uma pesquisa francesa recém-publicada. Pesquisadores compararam mulheres com 65 anos de idade ou mais que bebem mais de três xícaras de café por dia a outras que bebem uma xícara ou menos. As mulheres que beberam mais café apresentaram menor deterioração da memória em testes num período de quatro anos.
Cientistas finlandeses e suecos descobriram que o consumo regular de café na idade adulta pode ser eficaz no combate à evolução da demência e do mal de Alzheimer na velhice. Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, 14, pela revista Journal of Alzheimer´s Disease, os pesquisadores da Universidade de Kuopio, na Finlândia, e do Instituto Karolinska, na Suécia, indicam que a descoberta pode contribuir nos esforços para frear o impacto desses males.
Novas evidências, com base em estudos feitos com animais, sugerem que a cafeína protege contra o declínio cognitivo decorrente da demência e do mal de Alzheimer. Os resultados mostram múltiplas perspectivas sobre tópicos que vão de alvos moleculares da cafeína, adaptações e modificações neurofisiológicas, a potenciais mecanismos por trás das ações comportamentais e neuroprotetoras da cafeína em distintas patologias do cérebro.
Pesquisas anteriores sobre os benefícios para a saúde do café descobriram uma forte ligação entre o consumo de café e a prevenção à demência. Agora, uma equipe da Universidade de Illinois encontra pistas deste fenômeno, publicado no Journal of Neuroscience, revelando as descobertas de seu último estudo.
Novos dados de uma pesquisa feita pelo NPD Group, que analisa as tendências sobre o que hábito alimentar dos americanos, descobriu que os jovens de 18 a 24 anos estão procurando café como estimulante, ao invés de refrigerantes com cafeína. Segundo estudo, em 10 anos, a estatística de consumo de café por jovens desta faixa etária em um período de duas semana nos EUA saiu de 15% para 39%.
"Uma evidência, citada em outros estudos e confirmada em nosso trabalho, nos chamou atenção: o café previne e protege contra o diabetes tipo 2. Até os indivíduos que já desenvolveram a doença e tomam café controlam mais as taxas e morrem menos de problemas desencadeados pelo mal", garante Bruno Nahler Mioto, cardiologista pesquisador do Incor.
O cafezinho de cada dia pode favorecer a saúde mental no processo de envelhecimento. Essa é a conclusão da primeira fase da pesquisa "A cafeína como estratégia de prevenção do declínio cognitivo no envelhecimento e em modelo experimental da Doença de Alzheimer", recém-publicada pela pesquisadora Lisiane Porciúncula, neurocientista do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.