Enquanto a chuva não vem
Especialista Marcelo Fraga Moreira analisa como os preços do mercado têm se comportado diante da falta de chuva e da expectativa da safra do próximo ano
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Especialista Marcelo Fraga Moreira analisa como os preços do mercado têm se comportado diante da falta de chuva e da expectativa da safra do próximo ano
Rodrigo Costa analisa como os valores do café têm se comportado com a pandemia
A Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia considera o Japão um mercado "bastante estável e muito exigente" e um "eixo estratégico" para reforçar sua expansão na Ásia. O Japão, terceiro importador mundial de café com sete milhões de quilos por ano, é o segundo mercado desse produto para a Colômbia, que em 2010 exportou 1,4 milhão de sacas a esse país.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, conclamou o setor produtivo rural a participar de forma mais ativa do debate sobre as propostas de alteração do Código Florestal. O assunto está tramitando no Congresso Nacional, com prazo até 11 de dezembro. "Está na hora de o setor rural participar das decisões", afirmou a representantes do setor canavieiro reunidos no Ministério para debater problemas relacionados ao setor.
A desaceleração no crescimento do consumo mundial de café não vai anular a estratégia de produtores e de algumas torrefadoras no Brasil. Até mesmo entre as empresas que atuam no nicho de cafés especiais, denominados gourmet, a expectativa é que a taxa de compra de matéria-prima brasileira continue em expansão, na casa dos dois dígitos.
Segundo dados da Conab, o Brasil deve produzir entre 41,3 e 44,2 milhões de sacas de 60 quilos nesta safra (média de 42,75 milhões), quase 3 milhões a menos que a demanda estimada, que chega a 45,6 milhões de sacas. O problema é a falta de estoques. Segundo Luiz Hafers, diretor do Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira, pela primeira vez, o mercado vai trabalhar sem produto administrado pelo governo. No segundo semestre não haverá leilões governamentais para as indústrias obterem matéria-prima. Gilson Ximenes diz que certas referências "precisam ser quebradas". Enquanto outras commodities batem recordes, os preços do café seguem num ritmo bem comportado. "O valor da saca sempre correspondeu ao salário mínimo (hoje em R$ 380)", afirma.
As observações de campo mostram que em regiões cafeeiras mais sujeitas a stress hídrico, a adoção de variedades adequadas e o uso de podas auxiliam na redução dos efeitos da falta de água
Eu já fui contra o marketing, hoje sou a favor. O café colombiano é comercializado 100 dólares acima do café brasileiro e não vale isso. Isso acontece porque eles conseguem vender por opinião e nós estamos vendendo por precisão. Nós temos de copiar o vinho. Até pouco tempo atrás, tomávamos café por hábito, ainda que fosse ruim. O segredo do café não é esse. É um café que lhe dê prazer. O que é útil tem preço, mas o que dá prazer tem valor.
O potencial de produção de cada safra não foi obtido em nenhum dos anos de 1999 a 2001, apesar do uso de fertilizantes e pesticidas ter ficado bem acima da safra recorde de 2002, que conseguiu atingir o potencial produtivo apesar do reduzido uso de insumos. Pelo menos uma parte deste fenômeno pode ser explicado, sujeito à confirmação por agrometeorologistas, pelo nível insuficiente de chuvas nos anos de 1999 e 2001, ao contrário do nível pluviométrico normal verificado em 2002.