Peru perde 15.000 hectares de café por baixos preços internacionais
Produtores estão migrando para outros setores por conta dos elevados custos de produção.
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Produtores estão migrando para outros setores por conta dos elevados custos de produção.
Iniciativa visa posicionar o grão em diferentes mercados estrangeiros que exigem alta qualidade que não afete o meio-ambiente.
Variedade Castillo é resistente a doença conhecida como Coffee Berry Disease. Este e outros destaques estão no último Relatório Internacional de Tendências do Café.
Produtividade fator em que o produtor mais podem influir para melhorar sua rentabilidade.
Plantas da variedade castillo, desenvolvida no país pelo Centro Nacional de Pesquisas de Café (Cenicafé), são distribuídas gratuitamente.
O café é o principal cultivo agrário exportável no Peru, país que está atrás do Brasil e da Colômbia como produtor do grão na América do Sul e é um dos 10 principais do mundo, destacando-se no setor de café orgânico como o maior produtor e exportador global.
O Conselho Nacional de Café (Conacafé) do país centro-americano estima que 30% dos 172.000 hectares de café que lá existem estão afetados de alguma maneira pela ferrugem, doença causada pelo fungo roya, que chegou ao país por meio de de Honduras. Estimativas variam entre 15% e 23% de perdas ante números oficiais anteriormente divulgados.
Ao cumprir o primeiro ano como diretor para a Ásia da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia (Federacafé), Santiago Pardo garantiu que a qualidade e especialização do café do país tem impulsionado a consolidação em um mercado que se considera muito exigente.
Crescimento é impulsionado por clima favorável e programa de renovação de cultivos.
Terceiro maior produtor de café da América do Sul, o Peru fechará o ano com um balanço negativo em sua colheita, causado por escassez de mão de obra, alterações climáticas, avanço de doenças no cafezal, esgotamento natural das plantações e baixo nível tecnológico.
A produção de café do Peru em 2011 deve ser menor do que a do ano passado se o clima e os problemas trabalhistas persistirem, afirmou hoje o presidente da comissão de café do país, Lorenzo Castillo. "Tem chovido e isso nos preocupa", declarou. A previsão para este ano é de que a safra totalize 4,22 milhões de sacas de 60 kg, elevação de 5% ante o ano passado.
As exportações de café durante 2011 poderão superar o recorde de US$ 880 milhões alcançados no ano passado e chegar próximo a US$ 1 bilhão, de acordo com o gerente da Junta Nacional de Café (JNC), Lorenzo Castillo.
A Junta Nacional de Café (JNC) do Peru informou que espera uma produção de café de cerca de 3,83 milhões de sacas de 60 quilos durante 2011, similar à do ano passado. O gerente da JNC, Lorenzo Castillo, disse que, devido à bianualidade na produtividade do café, a produção este ano deveria cair. No entanto, o volume deverá se manter próximo ao de 2010, porque os produtores, organizadores em cooperativas e associações investiram na fertilização e programas para rejuvenescer os cafezais.
Apesar de o consumo de café no Peru ser de aproximadamente 70 xícaras por pessoa/ano, volume menor que a média regional, que é de quase 400, sua produção está aumentando, pois o mercado está começando a apreciar esse produto.
Algumas das maiores companhias de café do mundo avaliam que os preços elevados da commodity não são suficientes para aumentar a produção. Executivos dizem que é essencial garantir a oferta de café no longo prazo, mesmo com preços mais altos. Embora os preços do café estejam perto do recorde, as companhias avaliam que muitos produtores estão cautelosos com relação aos ciclos da cultura e se preocupam com a possibilidade de que os preços caiam quando novas plantas produzirem frutos.
As exportações de café da Colômbia podem sofrer uma forte desaceleração caso a greve de caminhoneiros, iniciada nesta terça-feira, 21, não seja interrompida. "Dentro de uma semana, se a greve continuar, os embarques de café da Colômbia vão parar, ou desacelerar dramaticamente", disse Jorge Lozano, presidente da Asoexport, associação nacional de exportadores de café.
Autoridades do Peru esperam uma safra recorde de café no país, de mais de 4,3 milhões de sacas de 60 kg neste ano, apesar da disputa por mão de obra com as lavouras de coca.
As exportações de café do Peru, um dos maiores exportadores mundiais, devem aumentar 25% em termos de valor neste ano, enquanto os preços devem permanecer estáveis. Contudo, tais previsões podem ser discutíveis se fortes chuvas e uma possível escassez de mão-de-obra nas lavouras impedirem a colheita da safra peruana.
A FNC está encorajando os produtores a plantarem ou replantarem variedades comprovadamente resistentes a doenças
Entre os brasileiros, o primeiro lugar ficou com a Fazenda Água Viva, seguida pela Fazenda Fonte Alta, em segundo, e pelo Sítio Danella I, em terceiro
Café vencedor obteve pontuação de 91.80. Segundo lugar marcou 90.42 pontos
Objetivo é que o café aumente na cadeia de valor e os produtores obtenham preços lucrativos para eles e suas famílias
O personagem Juan Valdez há mais de 50 anos é um dos grandes responsáveis pela popularização do Café de Colômbia e está realmente em toda a parte do país e hoje em mais 16 outros.
USDA declara que surtos de ferrugem do café na América Central causaram perdas ainda maiores à produção da Guatemala do que se pensava originalmente