Envolvimento de empresas multinacionais na produção de café é cada vez maior
Segundo equipe da Ufla, cresce o envolvimento da iniciativa privada na pesquisa cafeeira.
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Segundo equipe da Ufla, cresce o envolvimento da iniciativa privada na pesquisa cafeeira.
Não interessando de que lado do debate da reforma do Código Florestal se está, pelo menos um consenso existe entre os interessados no assunto: tanto o código vigente quanto o novo, em discussão no Congresso Nacional, carecem de ciência que dê suporte às obrigações impostas sobre o setor produtivo. Já passou da hora de deixar os argumentos emotivos de lado - do tipo "coitados dos produtores de café do sul de Minas Gerais, porque agora todos eles são bandidos" e "coitados dos cientistas bonzinhos que ficaram alijados do processo de discussão da reforma porque nem sequer foram consultados" - e partir para um debate com base mais em fatos do que em crenças, no qual as segundas intenções "saem do armário".
Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) carecem de um movimento de realização de lucro, mas o ambiente macroeconômico ainda guarda forte relação com as commodities, interferindo nos preços. No pregão desta quarta, o mercado de moedas, com valorização do euro em relação ao dólar, impediu significativa perda no café.
A recente decisão da Bolsa de Nova York (ICE Futures US Inc.), em maio passado, de retomar o exame sobre a inclusão do despolpado brasileiro no Contrato "C", suscitou mais uma vez forte reação de entidades de países como Colômbia, México e Guatemala sob o costumeiro argumento de que o Brasil, uma vez incluído no contrato, se tornaria um grande produtor desses cafés, o que acarretaria em queda dos preços negociados na Bolsa. Devido a isso, segundo essas entidades, os seus pequenos produtores seriam levados à ruína e, consequentemente, conduzidos ao cultivo de drogas.
Segundo o professor Bryant Simon, pesquisador da Temple University, na Filadélfia (EUA), a maior rede de cafeterias do mundo carece de um sentido de comunidade. Para ele, que acaba de lançar um livro sobre como o consumo interfere em nossas vidas, a Starbucks ganha muito financeiramente aproveitando a "frágil cultura cívica" dos norte-americanos e sua popularidade não ajuda a construir comunidades melhores ao redor do mundo.
O café do Oeste da Bahia é conhecido pelo seu alto nível tecnológico e produzido em grande escala. No entanto, um novo cenário desponta, abrindo espaço para a pequena produção. Na região do vale ou em assentamentos, a agricultura familiar é predominante, fato que está impulsionando a busca por alternativas para promover este segmento. Neste ambiente, o café está surgindo como cultura para otimizar a mão-de-obra.
Diretora-executiva de cafés da Nestlé Brasil, Valéria Pardal, detalha as ações de sustentabilidade da companhia e as novas tendências de consumo de cafés
O Direito Agrário nasce na Roma antiga. As questões relativas à posse e ao uso da terra acabam consolidando um capítulo especial da ciência jurídica. Nele reside a função social da propriedade rural. Teoria da reforma agrária. Alguns malandros no campo, é verdade, fazem dívidas para nunca as honrar. Mas os agricultores brasileiros não querem dar o cano em ninguém. Carecem, isso sim, de apoio para solucionar seus problemas, gerados no mercado globalizado, sem reforçar sua antiga imagem de latifundiários. Procuram saídas dentro da lei, modernas, democráticas.
Projeto pretende ser um documento vivo e será atualizado à medida que mais informações ou pesquisas se tornem disponíveis para as espécies de árvores incluída
Presidente Trump, ao invés de construir um muro, assine o acordo de Paris e incentive suas grandes corporações a comprar cafés sustentáveis da agricultura familiar
Segundo representante da Associação de Exportadores de Café da Etiópia, agregação de valor ao café não é aparente no continente africano.
Cafeicultores do departamento ao norte colombiano de Risaralda exigiram na sexta-feira (29/03) a renúncia do presidente da Federação Nacional de Cafeicultores, Genaro Muñoz, a quem imputam sua falta de liderança no manejo da crise do setor.
Qual o sentido de adjetivos eleitorais, como o de gerente ou administrador competente? Bruno Miranda e Sylvia Saes discutem a seguinte questão.
Em nosso último artigo, apresentamos algumas das conclusões de um relatório organizado pela FAO e pela OCDE. Entre outros dados, o texto apresenta uma projeção de quanto a produção agrícola deve crescer nas próximas décadas para saciar uma demanda crescente. A resposta para o desafio, ali mesmo é encontrada: aumentar a produtividade nos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que é garantido o respeito a técnicas mais verdes no campo. Pois bem, nos próximos parágrafos queremos tratar da primeira parte da solução, qual seja: o aumento da produtividade nos países em desenvolvimento. Mais especificamente, queremos promover a reflexão sobre possíveis obstáculos a tal desfecho.
Um estudo publicado pela revista <i>Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)</i>, desenvolvido pela equipe do Departamento de Biotecnologia e Entomologia no Centro Nacional de Pesquisas de Café da Colômbia, chegou à conclusão de que uma "transferência horizontal de genes" da bactéria para a broca-do-café permite ao inseto produzir uma proteína que absorve um carboidrato-chave presente nos grãos de café.
Os cafeicultores brasileiros, especialmente os de arábica, experimentam um já longo ciclo de cotações próximas da insuficiência para cobrir seus custos com a atividade. Diversas comparações entre produtos (óleo diesel, salário mínimo, fertilizantes, etc..) sob períodos mais ou menos elásticos (desde o lançamento do real, na atual década, etc..) confirmam que os preços recebidos pelos cafeicultores foram aqueles que tiveram modesto crescimento. Essa constatação tem mobilizado os lobbies que se concentram na atividade em defesa corporativa de seus representados. Ecos desse movimento alcançam o setor público que, felizmente, não se eximiu em desenvolver políticas de apoio à lavoura cafeeira.
Ao não relacionar ações mitigadoras do impacto social da exclusão econômica, o relatório "Análise Estrutural da Cafeicultura Brasileira" torna-se um documento de limitada aplicabilidade política. Os cafeicultores situados na franja de exclusão demandam ações públicas que propiciem sua reconversão produtiva, capazes de mantê-los dignamente enquanto produtores rurais, empregando inclusive conceitos como a multifuncionalidade da agricultura, como a preservação da paisagem e produção de água, por exemplo.
É perfeitamente lógico que exista um diferencial de preços entre os cafés colhidos em cereja, preparados via despolpamento e os naturais brasileiros, colhidos por derriça e processados em terreiros, diante dos custos envolvidos. Do mesmo modo, há também uma diferença a considerar de cerca de US$ 4/5 por saca no custo do ex-dock do Brasil, superior aos demais, nada obviamente que se aproxime dos US$ 135.00 mencionados pela produção.
Ao afirmar que os EUA adotarão uma nova trajetória, o presidente Obama manda um recado não apenas para o restante da comunidade internacional, que ao longo das últimas décadas tentou desfrutar da melhor forma a ânsia por consumo dos norte-americanos. As palavras de Obama trazem impactos diretos também para a sociedade dos EUA, tão acostumada a um ritmo irreal de busca por crédito.
A grande possibilidade dos estabelecimentos do ramo da alimentação incrementarem alternativas frente à impossibilidade de (dirigir após) consumo das bebidas alcoólicas no país, imitando os estabelecimentos especializados já existentes na oferta de café de qualidade, sem sombra de dúvidas, contribuirá com o aumento do consumo desta bebida no território brasileiro.