MAPA adia avaliação sensorial para torrado e moído
Ministério da Agricultura deve adiar, pela segunda vez, o início da análise sensorial para avaliação da qualidade do café produzido no país. O novo prazo deve ser estendido por até dois anos.
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Ministério da Agricultura deve adiar, pela segunda vez, o início da análise sensorial para avaliação da qualidade do café produzido no país. O novo prazo deve ser estendido por até dois anos.
O setor cafeeiro reclamou que critérios definidos em instrução normativa são "subjetivos" e que falta técnico treinado. Diante disso, o Ministério da Agricultura suspendeu, por seis meses, uma das formas de avaliação da produção de café. A análise sensorial criada pela instrução normativa nº 16, com início previsto inicialmente para fevereiro, estabelece condições para o governo avaliar a qualidade do café torrado e moído. O governo manteve a data para o início da fiscalização sobre impurezas e umidade -17 de fevereiro-, também prevista na instrução.
Pesquisa do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, demonstrou o potencial de uma substância extraída do óleo do grão do café, o caveol, capaz de bloquear raios ultravioleta. O uso da substância não se restringe à aplicação na pele e pode ser aproveitada em qualquer tipo de equipamento que necessite de proteção conta a radiação solar.
O mercado cafeeiro do país já admite a falta do produto -e o consequente aumento do seu preço- na safra 2011/ 2012, que começa em maio. Os motivos são as previsões de quebra acentuada da produção e a bienalidade natural do café (que intercala ciclos produtivos altos -como em 2010- e baixos).