Clima influencia nos preços do café arábica
Déficit hídrico, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar castigaram os cafezais nos últimos meses. Mercado segue acompanhando as condições do clima no Brasil que podem voltar a movimentar a Bolsa
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Déficit hídrico, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar castigaram os cafezais nos últimos meses. Mercado segue acompanhando as condições do clima no Brasil que podem voltar a movimentar a Bolsa
"Os agentes financeiros mudam de posição com rapidez e agressividade a cada qualquer novo sinal, tanto do exterior como do Banco Central e do governo brasileiro", destacou o analista de mercado Eduardo Carvalhaes
Pesquisa realizada pela Embrapa explica como funciona este processo
A Somar Meterologia afirmou que uma frente fria no início da próxima semana pode ameaçar as lavouras de café nas regiões produtoras de café do Brasil
Metade do ano se passou e o período levou embora a sensação do fim do mundo que pairava no ar no começo de 2009. O último trimestre foi responsável pela recuperação das bolsas de ações ao redor do mundo depois dos resultados ruins do 1º trimestre. Os resultados são mistos já que os países "maduros" tiveram perdas acumuladas de até 5% enquanto os mercados emergentes se destacaram com ganhos substanciais.
Por José Braz Matiello e Saulo R. de Almeida, engenheiros agrônomos do Mapa e Fundação Procafé.
A cafeicultura no México compreende o cultivo de cerca de 480 mil ha de cafezais e a produção média anual tem sido em torno de 4,0 milhões de sacas, com tendência a reduções nos últimos anos, devido aos preços baixos, segundo relatório enviado ao CaféPoint por José Braz Matiello sobre a viagem feita ao México - patrocinada pela OCEMG - Organização de Cooperativas do Estado de Minas Gerais. Existe maior sustentabilidade no manejo e na preservação do ambiente, na cafeicultura do México em relação à brasileira, pelos melhores solos e pelo sistema sombreado.
A cafeicultura na Costa Rica possui um bom nível tecnológico, no manejo das lavouras e na produção de qualidade superior de cafés. Dentre os destaques, estão o plantio adensado, as podas bem definidas, a evolução nas variedades, a conservação de solo, as práticas de arborização e manutenção ecológica das regiões cafeeiras. Muitas práticas, atualmente usadas no manejo de cafezais na Costa Rica, podem ser adaptadas às regiões cafeeiras montanhosas no Brasil e vice-versa. As práticas que podem ser indicadas para adaptação são: a arborização, as podas (visando facilitar a colheita), a conservação dos solos e o preparo do café por via úmida.
A produção de café cereja descascado não significa, simplesmente, produzir um café de qualidade, mas sim, produzir um café de qualidade com menor custo. Pelos custos de implantação e facilidade de construção, as tecnologias (terreiro híbrido, leiras ventiladas e secagem em silos) têm grande potencial de aplicação na cafeicultura familiar. A não utilização da secagem em silos para o café natural se deve a inviabilidade econômica. Estaríamos utilizando energia elétrica para a secagem da palha e aumentando o número de silos para comportar o grande volume de café natural. Após secagem, os volumes necessários de café natural (coco) e de cereja descascado para gerar um saco de café beneficiado são, respectivamente, 296 e 180 litros.