Expectativa de baixa produção na safra 2017 limita negócio antecipado, afirma Cepea
"Produtores preferem aguardar o desenvolvimento das floradas e um maior volume de chuva para terem uma definição mais clara da próxima safra".
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"Produtores preferem aguardar o desenvolvimento das floradas e um maior volume de chuva para terem uma definição mais clara da próxima safra".
Alguns contratos foram antecipados por compradores, que temiam um possível desabastecimento de café
Em clima de pleno otimismo com o cenário futuro, os produtores de café têm aproveitado a alta histórica das cotações internacionais da commodity para quitar suas dívidas. A estratégia, incomum e até aqui inédita no setor, ajuda os cafeicultores a abrir novos limites de crédito bancário e a reduzir encargos financeiros dos empréstimos. O mais comum no segmento eram prorrogações e rolagens de dívidas somadas a novos pedidos de socorro e repactuação.
O Banco do Brasil (BB) destinará R$ 45,7 bilhões para operações de crédito rural na safra agrícola 2001/12, montante 17% maior do que o verificado na safra anterior 2010/11, que se encerrou em 30 de junho. Desse total, R$ 35,2 bilhões serão disponibilizados para agricultores empresariais e cooperativas rurais, o que representa 16% a mais do que no ciclo anterior. Os R$ 10,5 bilhões restantes vão atender a agricultura familiar - um aumento de 20% ante a safra 2010/11.
Neste início de ano, diversas manchetes comunicaram que os alimentos foram os vilões da inflação de 2010. A sociedade que leu essas notícias tendeu imediatamente a culpar os produtores rurais, agroindústrias e indústrias de alimentos pela valorização desses produtos. Na verdade, o agricultor atuou justamente do lado oposto, pois controlou a inflação.
Marco Valério de Araújo Brito explica, com exclusividade, os motivos peculiares da safra atual que resultaram em um grande volume de cafés nas cooperativas, o que ele define como "tempestade perfeita". Presidente da Coccamig e Cocatrel garante que os armazéns estavam preparados para o cenário e que não há colapso
Convidados concluíram que o importante é que as informações cheguem para todos e que o consumidor conheça os grãos diferenciados que o Brasil produz
A ausência de chuvas nos últimos 20 dias vem causando a redução das vazões dos principais rios capixabas.
Comitê Diretor de Planejamento Estratégico do Agronegócio Café (CDPE/Café) aprovou mesmos valores de 2014 para as demais linhas de financiamento do Funcafé.
Foram negociadas no Brasil apenas 36,75 milhões de sacas de 60 quilos da safra 2012/13. A comercialização desta safra chegou a 67% até o dia 8 de fevereiro. O dado faz parte de levantamento de Safras & Mercado. Em igual período do ano passado, 79% da safra 2011/12 estavam comercializadas.
A variação entre as cotações do café arábica e robusta tem aumentado em 2014, atingindo, em abril, R$ 192,68/saca de 60 kg na comparação entre os tipos 6, o maior patamar mensal desde janeiro/12. Em relação ao robusta tipo 7/8, a diferença foi de R$ 201,65/sc.
A confirmação das perdas provocadas pela estiagem na produção do café estimulou os negócios envolvendo o grão ao longo de março e alavancou os preços no país. Em março, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 436 no Estado, valor que ficou 17,43% superior ao praticado em fevereiro.
A confusão que a mídia tem noticiado sobre a reforma do Código Florestal e novas catástrofes, como a vivida na região serrana do Rio de Janeiro, é tendenciosa e superficial. É muito fácil dizer que a mudança do clima, a ocupação irregular de áreas de risco e a agricultura são responsáveis pelos deslizamentos, como ressaltado por várias reportagens nos últimos dias. No entanto, em vez de fomentar mudanças concretas e sérias em diferentes níveis governamentais e também na sociedade, casos como o de Santa Catarina (2008), Angra dos Reis (2010) e agora da região serrana geram uma infinidade de desculpas e um empurra-empurra abominável para definir quem é culpado. Será o Código Florestal?
Para tentar amenizar a escassez de linhas de financiamento externas para o setor agrícola, o governo decidiu antecipar a liberação de R$ 5 bilhões que o Banco do Brasil previa usar somente no Plano de Safra do ano que vem.