Especialistas indicam aplicação de defensivos para os próximos dias
Alta na umidade durante outono pode facilitar a proliferação de pragas e janela sem chuva nos próximos dias deve ser ideal para a prevenção na lavoura.
8 resultados para "Pseudomonas syringae pv Garcae"
Alta na umidade durante outono pode facilitar a proliferação de pragas e janela sem chuva nos próximos dias deve ser ideal para a prevenção na lavoura.
Uma das maiores preocupações dos cafeicultores atualmente são as bacterioses do cafeeiro, principalmente a mancha aureolada, doença que se espalha rapidamente causando grandes prejuízos em viveiros e no campo. Nos últimos meses a incidência do problema aumentou e já pode ser observado em várias regiões produtoras de Minas Gerais. Por Fabio Alvarenga, com participação do coordenador do INCT Café, Mário Lúcio Vilela de Resende.
A mancha aureolada, causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae, tornou-se uma doença muito importante da cafeicultura, especialmente em algumas regiões, como o sul e o cerrado mineiro, além dos estados de São Paulo e Paraná. Por isso, a pesquisadora do Instituto Biológico de Campinas (SP), Flávia Rodrigues Alves Patrício, tem ministrado palestras com o intuito de difundir as informações e peculiaridades da doença por toda a comunidade cafeeira.
Uma doença pouco conhecida e muito favorecida pelo tempo chuvoso e de temperatura amena tirou o sono dos cafeicultores da região da Alta Mogiana, em São Paulo: a mancha aureolada. A doença ataca todas as partes da planta (ramos, flores, frutos e folhas), causando necrose e até a morte do pé de café. Segundo o agrônomo da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), Saulo Faleiros, a doença causou grandes perdas para os produtores de café da região.
O manejo pré e pós-colheita influencia no desenvolvimento de doenças nos cafezais. Entenda quais são os impactos das operações de manejo e as estratégias de mitigação para a ocorrência de doenças
A mancha aureolada, causada pela bactéria <i>Pseudomonas syringae</i> pv. <i>garcae</i> tem-se tornado uma preocupação em lavouras em formação ou podadas, especialmente as situadas em regiões cafeeiras mais frias, de altitude, em faces expostas a ventos. Pesquisadores do Instituto Biológico (IB) e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) alertam para a ocorrência da doença em importantes regiões produtoras e para as dificuldades em reconhecê-la.
No início de janeiro, pesquisadores do Instituto Biológico (IB) - Flávia Patrício, Irene Almeida e Luís Beriam, com a parceria dos pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), Luiz Carlos Fazuoli e Masako Braghini, lançaram um comunicado técnico sobre a incidência da mancha aureolada e as formas de controle. O alerta é justificado devido ao ataque severo aos cafezais, sendo a doença constatada recentemente em diversas regiões, principalmente do Estado de São Paulo, do Cerrado e do Sul de Minas Gerais.
A cercosporiose, também conhecida por mancha-de-olho-pardo, é causada pelo fungo <i>Cercospora coffeicola</i>, e está presente em todas as regiões cafeeiras do Brasil. Atualmente, com a implantação de lavouras nos cerrados ou em áreas de baixa fertilidade natural, os prejuízos com a doença ganharam maior importância econômica.