Queda acentuada no dólar e preços baixos para o café marcam início da semana

Cotações registram um dia de realização de lucros após altas motivadas pela seca severa no parque cafeeiro do Brasil

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A segunda-feira (12) foi de queda acentuada para o dólar contra o real, quebrando uma longa sequência de altas diárias consecutivas, em meio à redução dos receios em torno da reforma tributária e à perspectiva de juros mais altos no Brasil.

A moeda norte-americana à vista caiu 1,61%, a 5,1736 reais na venda, sua maior desvalorização diária desde 6 de maio deste ano (-1,612%). Mais cedo, na mínima do pregão, o dólar chegou a tocar 5,1639 reais na venda.

Mesmo com a desvalorização desta segunda-feira, o dólar ainda acumula ganho de 5,45% contra a moeda brasileira desde que fechou o dia 24 de junho numa mínima em mais de um ano de 4,9062 reais.

Em relação aos preços do café, a terça-feira (13) aponta baixas nos principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Por volta das 11h55 (horário de Brasília), setembro/2021 teve queda de 120 pontos, negociado por 152,80 cents/lbp; dezembro/2021 tinha baixa de 120 pontos, cotado por 155,60 cents/lbp; março/2022 tinha queda de 115 pontos, valendo 158,20 cents/lbp; e maio/2022 tinha baixa de 120 pontos, valendo 159,45 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o café canéfora (conilon) também segue com desvalorização. Setembro/2021 tinha queda de US$ 16 por tonelada, valendo US$ 1728; novembro/2021 registrava baixa de US$ 8 por tonelada, cotado a US$ 1718; janeiro/2022 tinha queda de US$ 4 por tonelada, valendo US$ 1709; e março/2022 era negociado sem variações, valendo US$ 1696.

As cotações registram um dia de realização de lucros após altas motivadas pela seca severa no parque cafeeiro do Brasil. Além disso, os preços operam no negativo depois que o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou que o Brasil exportou 3,012 milhões de sacas de 60 kg em junho, gerando US$ 423,2 milhões.

"Com o desempenho, o País registrou novo recorde no fechamento das remessas cafeeiras no acumulado da safra 2020/2021, que alcançaram 45,599 milhões de sacas, apresentando alta de 13,3% em relação à temporada 2019/2020 e de 10,1% sobre as 41,426 milhões de sacas de 2018/19, até então o melhor desempenho", afirma o relatório do Cecafé.

As informações são do Notícias Agrícolas.

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Equipe CaféPoint

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