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Projeto Unidades Demonstrativas de Café para o Cerrado Mineiro revela resultados em novembro

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 17/09/2021

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Uma parceria entre a Fundação do Desenvolvimento do Cerrado Mineiro (Fundaccer) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) levou ao projeto Unidades Demonstrativas de Cultivares de Café, que chegou à terceira colheita de safra em 2021. Os resultados desta etapa serão apresentados no 6º Encontro de Inovação e Tecnologia para a Cafeicultura do Cerrado Mineiro, no dia 25 de novembro, a partir das 10h, com programação presencial e on-line.

O trabalho conta experimentos implantados no ano de 2016 em 25 propriedades comerciais, de 12 municípios do Cerrado Mineiro, além de uma unidade no Campo Experimental da Epamig em Patrocínio (MG). O objetivo é avaliar o desempenho de variedades de café desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético da Empresa e, após a colheita de dois biênios (2019/2020 e 2021/2022), disponibilizar um software com os dados coletados.

Segundo o pesquisador da Epamig, Gladyston Carvalho, a ideia é oferecer ao cafeicultor a recomendação de cultivares que apresentem produtividade aliada a outra característica de interesse, como qualidade, resistência, adaptação à colheita mecanizada, dentre outras, contemplando as diferentes condições de clima, solo e disponibilidade hídrica das macrorregiões do Cerrado Mineiro.

“Até esse momento, algumas cultivares já estão consolidas, como é o caso da MGS Paraíso 2, que tem se destacado em produção e qualidade, tanto nas unidades experimentais, quanto em escala comercial. Em função dos resultados já alcançados e dos aspectos das plantas em campo, acreditamos que após a quarta colheita, em 2022, outras cultivares também entrarão na lista de recomendação, casos da MGS Ametista, da MGS Epamig 1194 e da MGS Aranãs”, explica Gladyston.

Para o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, mantenedora da Fundaccer, Juliano Tarabal, o trabalho desenvolvido em parceria com a Epamig demonstra o compromisso da Região do Cerrado Mineiro em apoiar os cafeicultores e tornar a atividade sustentável, tecnológica e resistente às adversidades.

“Os resultados deste projeto são muito aguardados pelos cafeicultores de toda a região e chegam em um momento muito oportuno que é o pós-geada, em que muitos cafeicultores irão renovar suas áreas, tendo, portanto, a oportunidade de recomeçar com novos materiais. Estamos felizes em podermos oportunizar aos cafeicultores esta possibilidade e temos certeza que os novos materiais irão elevar a produtividade e qualidade em nossa região. Tudo isso é possível quando se tem investimento em pesquisa e parceria, e, aqui, incluímos a Epamig, a Embrapa, as cooperativas e associações do Sistema Região do Cerrado Mineiro e, principalmente, os cafeicultores”, avalia.

O produtor de Monte Carmelo, Acácio Dianin, destaca que é necessário pesquisa e condições para analisar as variedades que se adaptam a cada microrregião, com produtividade e com qualidade. Já o cafeicultor de Patrocínio (MG), Osmar Nunes Júnior, proprietário da Fazenda Freitas, e seu filho, Gabriel Nunes, também destacam a importância do projeto. “A partir de um campo experimental, podemos ver quais materiais estão se desenvolvendo melhor, bem como as novas variedades genéticas que estão vindo e o melhoramento do café. Isso é de grande importância, pois uma variedade pode se comportar de formas diferentes em cada microrregião”, avalia Gabriel.

Na Fazenda Rio Brilhante, situada no município de Coromandel (MG), a cafeicultura é irrigada por gotejamento. A propriedade encontra-se a 1.100 metros de altitude e colhe sua terceira safra após o início da pesquisa. “O café é uma cultura perene, que na região do Cerrado Mineiro ficará entre 15 a 20 anos, por isso não podemos errar. O cenário do clima tem mudado bastante nos últimos oito anos. Então vemos a importância de um campo com uma gama de variedades, dentro de microrregiões, para que possamos analisar, profunda e assertivamente, todo o nosso plantio futuro e também o nosso plantio de reposição de área”, analisa Noé Bartholomei, diretor da propriedade.

Gladyston Carvalho reforça esse compromisso da pesquisa. “Fica o convite para que o cafeicultor continue acompanhando nossos eventos e fazendo visitas às áreas experimentais e ao Campo da Epamig em Patrocínio. Pois nós continuamos buscando novas informações para gerar conteúdos que possam atender o maior número de áreas de sistemas produtivos no Cerrado Mineiro”, conclui.

As informações são da Agência Minas.

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