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Conservação da água das chuvas para a lavoura do café

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 28/03/2008

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Esta dica foi enviada pelo Engº Agrônomo Alexandre Miranda Leão Teixeira.

Todos fazem comentários sobre os prejuízos causados pela seca, mas fica sempre uma pergunta em questão? Será que estamos aproveitando a água da chuva ou estamos o tempo todo desperdiçando este patrimônio da natureza.

Acredito fielmente que há várias soluções para este problema fora a irrigação, é nossa obrigação cuidarmos e aproveitarmos da água nos dada pela chuva. Temos que quebrar conceitos na técnica de produção e avaliarmos maneiras para mantermos esta água no solo por muito tempo.

Em vez de ficarmos lamentando pelas mudanças climáticas, vamos aproveitar toda a água nos dada pela chuva. Existem formas e maneiras para a solução deste problema basta largar o tradicionalismo e a mesmice e trabalharmos de forma racional e inovadora.

Estas fotos são de uma lavoura de 2 anos onde foi utilizado gesso agrícola. Houve um chegamento de terra até o colo da planta e depois o manejo da braquiária diminuindo o impacto das chuvas e do sol.

O gesso serve como uma caixa d´ água protegendo a evaporação da água das chuvas diminuindo a temperatura das radicelas, leva as raízes para baixo permitindo que encontre água no perfil mais baixo do solo, e traz a água do lençol freático um pouco mais para perto das radicelas. No caso da braquiária, cria-se uma cobertura que será roçada e espalhada em cima do gesso e do chegamento de terra. A braquiária também é adubada, pois aqui é um solo bem fraco. Se não fizer isso ela não desenvolve uma palhada suficiente para cobertura.

As fotos foram tiradas no período mais crítico da seca, logo após a florada, na Fazenda Curimba, em São Roque/MG. A última foto mostra o ótimo desenvolvimento radicular desta lavoura.





Já as figuras a seguir, são retratos recentes de uma lavoura de Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais. Vejam a diferença quando comparados manejo e produção "com" e "sem" gesso. As lavouras possuem mesma idade e mesma condição de solo. A diferença de uma para outra é que, além da aplicação de gesso, também foi feito chegamento de terra e manejo da braquiária na lavoura "com" gesso.

Produção de lavoura "sem" gesso:


Produção de lavoura "com" gesso:


Manejo de lavoura "sem" gesso:


Manejo de lavoura "com" gesso:


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ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/01/2017

Boa tarde. Brendon..se for só para o crescimento da braquiária pode utilizar uréia ou nitrato..
BRENDON

JACUÍ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 07/01/2017

Estou com um café com 30 dias já plantado queria adubar o meio das ruas para que a braquiaria crescesse rápido mais qual adubo VC me indica para jogar no meio da rua?
EGON P. BERTOLACCINI

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 22/10/2015

Alexandre, parabéns pelo trabalho!!

Me interessa saber mais sobre o manejo e se possivel a apostila para facilitar o plantio de um talhão novo de café.  

Trabalhamos com café orgânico se interessar tem algumas informações no site terrara.eco.br meu email é egonbertolaccini@gmail.com  algum telefone para conversar?

Grato, até

Egon Bertolaccini
PAULO AUGUSTO DE OLIVEIRA LOPES

SALVADOR - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/01/2013

Achei muito interessante os temas abordados e predendo aplicar na minha propriedade algumas sugestoes apontadas.estou plantando braquiara nas linhas do cafe e ptretendo usar gesso. Como posso calcular a quantidade de gesso por cova? Aguardo resposta. paulo lopes
ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/04/2009

Caro Anderson,

Obrigado pelo interesse.

Olha, a braquiária que deu mais certo é a Decumbens, pois promove uma maior palhada por hectare, além de possuir raízes profundas, ocasionando uma maior reciclagem de nutrientes perdidos no solo.

A capina na linha ficará a critério dos custos e modalidades utilizadas nas propriedades, a intenção de utilizar a braquiária na rua do cafeeiro é o aproveitamento dessa palhada após a roçagem para que cubra e proteja o solo das altas temperaturas e amortecer a chuva ocasionando uma melhor infiltração. Fazendo-se isto o banco de sementes na linha do cafeeiro ficará abafada diminuindo a germinação.

Sobre a apostila, favor entre em contato com o CaféPoint que o Julio lhe passará meu email.

Agradeço sua atenção,
ANDERSON DANIQUEN VIANA DA CRUZ

DIVISÓPOLIS - MINAS GERAIS

EM 21/04/2009

Boa noite Alexandre,

Adorei ler a sua matéria, achei muito interessante.

Queria saber se posso plantar qualquer braquiária, e também e em relação as sementes do capim, tenho que está sempre combatendo no pé do café com a enxada ou posso usar herbicida?

"Com relação a apostila gostaria que entrasse em contato comigo por email, onde tentarei montar este processo de uma maneira didática para possibilitar o sucesso em seu empreendimeto que por sinal é conduzido com o coração e muito amor. Pessoas como o Sr. tenho o prazer de ajudar pois a principal funçao de minha profissão é ver o sucesso das pessoas que sobrevivem da agricultura"

Baseado nisso gostaria que me ajudasse também.







ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/02/2009

Caro Leandro,

Obrigado pelo interesse, realmente estas são tecnologias novas não só em sua região como em todas as produtoras de café, a base deste manejo existe em bibliografias antigas mais cada processo está separado um do outro, este manejo é a junção de todos estes processos que por sinal tiveram sucessos separados.

Temos a tendência de dar preferência por tudo o que está pronto como a irrigação não demonstrando interesse pela conservação ou conceituando melhor aproveitarmos melhor o que é dado pela natureza, as chuvas são geralmente irregulares durante o ano no entretanto se soubermos criar um banco de reservas que é proteger está água no solo fazendo uma poupança para ser utilizadas durante o ano teremos um diferencial. Esta metodologia tem como a principal função de proteger a evaporação da água e terá outro benefício com o gesso de aprofundar as raízes fazendo com que busquem água nas partes mais profundas do solo.

Outro benefício é a braquiária que consegue amortecer a velocidade das chuvas criando uma absorção maior da água e diminuindo a temperatura do solo amenizando a mortalidade de raízes superficiais, esta mortalidade ocorre principalmente nos meses de seca pois geralmente os solos estão desprotegidos de cobertura morta e ocorre o ressecamento e endurecimento do solo ocasionando a mortalidade das raízes resultando no travamento do desenvolvimento das plantas neste período ao contrário quando utiliza-se este processo pois neste período acha-se umidade nesta camada aonde estão as raízes e com a proteção da braquiária tanto as remanescentes vivas como a cobertura seca que produz durante o ano.

São tantos os benefícios que a diferença no campo é demosntrado em um relativo curto espaço de tempo.

Com relação a apostila gostaria que entrasse em contato comigo por email, onde tentarei montar este processo de uma maneira didática para possibilitar o sucesso em seu empreendimeto que por sinal é conduzido com o coração e muito amor. Pessoas como o Sr. tenho o prazer de ajudar pois a principal funçao de minha profissão é ver o sucesso das pessoas que sobrevivem da agricultura.
LEANDRO

ITAGUAÇÚ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/01/2009

Caro Alexandre,

Infelizmente, até entao, não conhecia esse site, que por sinal merece muitos elogios pela maneira séria e profissional que tem tratado nosso querido CAFÉ, portanto peço-lhe desculpas pela demora.

Na região onde cultivo o Cafe as técnicas não são inovadoras e tampouco possuímos pessoas gabaritadas como você, o que nos faz ficar um pouco atrás na tecnologia. Aqui procura-se cada vez mais técnicas de irrigação, deixando um pouco de lado trabalhos tao reluzentes quanto o seu.

Tendo em vista esses comentários, gostaria de fazer um teste desse seu método. Entretanto, para tanto, gostaria, se possivel for, que você elaborasse uma "apostila" dando dicas "passo a passo", desde o plantio ate o manejo, pois na nossa região nem se fala nesse "gesso".
EDERSON OLIVEIRA

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 17/10/2008

Caro Alexandre, gostei muito do seu artigo, tenho uma pequena lavoura de cafe na regiao de Itaipe, MG- no momento nao sou eu quem cuida, pois trabalho fora do Brasil, fiquei muito interessado nessa tecnica do gesso, porque nesse periodo floral, temos muita seca na regiao. Nos nunca usamos esse metodo. gostaria por favor que nos desse mais detalhado como faço para usar na minha propriedade, uma vez que o cafezal esta em uma regiao muito montanhosa. É muito comun na regiao, alguns cafecultores fazerem poços entre os pés de cafe, para reter a agua da chuva, mas nao usam gesso, comente por favor, desde ja muito obrigado ...meu email, edersonoliv@bol.com.br.
ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 24/06/2008

Caro Sr. Vinícius,

Concordo em parte com suas palavras ainda mais quando cita esta frase: "Pois, conceitos não são objetos e sim conjuntos de propriedades abstraídas por meio da observação humana da natureza, com o objetivo de torná-la inteligível e comunicável via linguagem, a qual se serve de símbolos estruturados gramaticalmente. Acreditando nisso, procuro formar meus conhecimentos embasados na teoria, complementados com a prática, por isso confio em experimentos sérios que buscam ordenar os fenômenos naturais, tornando-os acessíveis e úteis à cafeicultura. Penso ser isto o que fazem as pesquisas no caso do manejo com o gesso, e pelo o que se publica ainda não chegaram a uma resposta conclusiva sobre o assunto".

Estamos em um país em que quase não existe investimento em pesquisas a não serem as pagas por empresas particulares. Temos que combater o Analfabetismo Científico e incentivar o brasileiro pelo interesse à ciência.

Sou um Engenheiro prático, acredito muito na observação humana, nos resultados do sistema, não preciso ficar parado na frente de um livro para avaliar um resultado observado no campo. Estamos parados no tempo, o Arábica está ficando para trás, fiquei sabendo que as pesquisas de desenvolvimento do conillon estão em constante avanço, pois eles não perdem tempo em gastar uma eternidade para analisar os resultados, deu certo eles já põe em prática isso que eu chamo de "aceleração prática de soluções". No caso do arábica a maioria dos pesquisadores e técnicos parecem que ficam em rixas pessoais para ver quem sabe mais enquanto isso a cafeicultura e os cafeicultores que se danem!

Quando digo que traz a água do lençol freático para mais perto das radicelas estou falando que na época de seca em que esta água percorre por capilaridade os grânulos da terra indo para a superfície (Dependendo da distribuição das argilas no solo, a ascensão de água no perfil, por capilaridade, em direção a superfície onde ocorre a evaporação, pode ser facilitada". Este trecho está no livro do Dr. Bernardo van Raij, 2007. Havendo está água por capilaridade na superfície do solo, o gesso impede, ou melhor, dificulta sua evaporação, daí o nome de "irrigação branca".), o gesso tem a função de tamponamento bloquear a evaporação e assim a água do lençol freático e a água dos horizontes mais profundos do solo ficam retidas mais perto das raízes.

Quando o Sr. Disse que: só ainda não vi estudos conclusivos sobre seus efeitos na fertilidade do solo quando usado em períodos prolongados e em grandes quantidades. O mesmo acontece em relação a resultados comprovando sua superioridade em relação a outros tratamentos visando à retenção de água no solo.
Em relação aos estudos eu acredito que é por ser um produto barato o motivo no qual os órgãos de pesquisa ainda não deram tanta importância. Agora sobre os resultados essas fazendas vem utilizando o sistema há mais de 8 anos estamos seguindo e sabemos dos seus benefícios.

Estas fazendas estão abertas a visitantes.

Atenciosamente,
VINÍCIUS T. ANDRADE

EM 18/06/2008

Boa noite Alexandre.

Gostaria de agradecer as informações, que foram muito válidas. Quanto ao intuito de eu ter lhe escrito, pois creio não ter sido claro, meu objetivo foi questionar algo que não havia compreendido, não duvidar de uma nova técnica que tem se apresentado promissora e muito menos questionar suas palavras no artigo.

Em relação à sua resposta, concordo com tudo que disse: "temos que começar a buscar informações práticas para inovar e melhorar nossa produção e condução; temos que desmamar da Faculdade e Universidade e buscar práticas que façam a diferença para o bolso dos produtores; a agricultura está precisando de profissionais inovadores que não tenham medo de errar".

Entretanto, quando disse que "Temos que buscar conceitos práticos, pois teoricamente estamos saturados de estudos que nem saíram ainda da gaveta." fico em dúvida, pois não vejo conceitos práticos sem algum embasamento teórico, estando ambos interligados. Pois, conceitos não são objetos e sim conjuntos de propriedades abstraídas por meio da observação humana da natureza, com o objetivo de torná-la inteligível e comunicável via linguagem, a qual se serve de símbolos estruturados gramaticalmente.

Acreditando nisso, procuro formar meus conhecimentos embasados na teoria, complementados com a prática, por isso confio em experimentos sérios que buscam ordenar os fenômenos naturais, tornando-os acessíveis e úteis à cafeicultura. Penso ser isto o que fazem as pesquisas no caso do manejo com o gesso, e pelo o que se publica ainda não chegaram a uma resposta conclusiva sobre o assunto.

Não discordo dos efeitos benéficos do gesso, só ainda não vi estudos conclusivos sobre seus efeitos na fertilidade do solo quando usado em períodos prolongados e em grandes quantidades. O mesmo acontece em relação a resultados comprovando sua superioridade em relação a outros tratamentos visando à retenção de água no solo.

Quanto ao teste que me sugeriu, ele demonstra perfeitamente a capacidade de retenção de água do gesso, mas não que "traz a água do lençol freático um pouco mais para perto das radicelas". Esse teste não se faz necessário, já que, como dito anteriormente, acredito no que o senhor afirma. Porém, minha pergunta refere-se a uma explicação do fenômeno, ou seja, "o porquê?".

Obrigado pela disposição
VINÍCIUS T. ANDRADE

EM 18/06/2008

Boa noite Alexandre,
Gostaria de agradecer as informações, que foram muito válidas.
Quanto ao intuito de eu ter lhe escrito, pois creio não ter sido claro, meu objetivo foi questionar algo que não havia compreendido, não duvidar de uma nova técnica que tem se apresentado promissora e muito menos questionar suas palavras no artigo.
Em relação à sua resposta, concordo com tudo que disse: "temos que começar a buscar informações práticas para inovar e melhorar nossa produção e condução; temos que desmamar da Faculdade e Universidade e buscar práticas que façam a diferença para o bolso dos produtores; a agricultura está precisando de profissionais inovadores que não tenham medo de errar. Entretanto, quando disse que "Temos que buscar conceitos práticos, pois teoricamente estamos saturados de estudos que nem saíram ainda da gaveta." fico em dúvida, pois não vejo conceitos práticos sem algum embasamento teórico, estando os dois interligados. Pois, conceitos não são objetos e sim conjuntos de propriedades abstraídas por meio da observação humana da natureza, com o objetivo de torná-la inteligível e comunicável via linguagem, a qual se serve de símbolos estruturados gramaticalmente.
Acreditando nisso, procuro formar meus conhecimentos embasados na teoria, complementados com a prática, por isso confio em experimentos sérios que buscam ordenar os fenômenos naturais, tornando-os acessíveis e úteis à cafeicultura. Penso ser isto o que fazem as pesquisas no caso do manejo com o gesso, e pelo o que se publica ainda não chegaram a uma resposta conclusiva sobre o assunto. Não discordo dos efeitos benéficos do gesso, só ainda não vi estudos conclusivos sobre seus efeitos na fertilidade do solo quando usado em períodos prolongados e em grandes quantidades. O mesmo acontece em relação a resultados comprovando sua superioridade em relação a outros tratamentos visando à retenção de água no solo.
Quanto ao teste que me sugeriu, ele demonstra perfeitamente a capacidade de retenção de água do gesso , mas não que "traz a água do lençol freático um pouco mais para perto das radicelas". Esse teste não se faz necessário, já que, como dito anteriormente, acredito no que o senhor afirma. Porém, minha pergunta refere-se a uma explicação do fenômeno, ou seja, "o porquê?".

Obrigado pela disposição.












ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/06/2008

Caro Clotter,

Obrigado pelas palavras, tenho muito prazer em conhecer pessoas como você, interessadas nesta nova modalidade de trabalho. A utilização do gesso é bem antiga mas acho que por ser um material mais barato, as pessoas não davam tanta importância como agora. As pesquisas estavam cada vez menos interessadas em estudar os benefícios obtidos com o sistema.

Antigos conceitos só são quebrados em época de crise; estamos entrando numa era onde não sabemos como o clima vai continuar, mas estamos cuidando de achar soluções para diminuir os impactos na cafeeicultura.

Agradeço muito aos Engenheiros Agrônomos: José Peres Homero, que começou com o estudo da utilização de gesso em sua propriedade, e também ao Alessandro Oliveira que acreditou no trabalho e o aprimorou com várias outras técnicas, nos ensinando que este trabalho iria dar certo. Hoje posso dizer que o sistema é um sucesso!

Fico à disposição para tentar responder qualquer dúvida e mostrar com mais detalhes como nosso trabalho vem sendo feito em nossa região. As fazendas de São Roque estão abertas à visitação.
Precisamos de pessoas como você e seu pai para agregar conhecimentos para este sistema tão pouco estudado. Chega de copiar práticas de outros países, temos que ter nossa própria técnica, já que o Brasil tem clima e solo diferentes dos outros países.

Obrigado pela atenção,
Abraços
CLOTTER GUSMÃO SERAFIM

TEÓFILO OTONI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 09/06/2008

Caro Alexandre,

Minha dúvida foi respondida quando das suas dicas ao Fábio. Somos produtores em Teófilo Otoni (leste de Minas) sempre sujeita a invernos e primaveras secos e quentes; Por isso, há mais de 20 anos adensamos e usamos gesso. Até agora, usamos gesso somente no fundo da cova (20 cm mais funda que o normal e chunchada com a chibanca para incorporar o gesso).

O nosso receio era de não carriar outros elementos indisponibilizando-os para a planta jovem. Só este trabalho já nos dava muita satisfação quanto à conservação da lavoura. Essa técnica foi vislumbrada pelo meu pai que também se chama Clotter e que vem pregando a todos que lá já foram nos vizitar ou em encontros de café em Manhuaçu.

Agora vou levar este seu trabalho para apreciação dele e garanto que ele vai gostar muito. Aqui somos autodidatas por falta de profissionais inteligentes como você;

Meus parabéns e agradeço seu interesse!
ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/06/2008

Caro Vanilton,

Realmente o que temos observado das regiões produtoras de café é que estamos tendo chuvas com muita intensidade em épocas e quantidades que não nos ajudam a aumentar a produção ou vingamento floral. Um dos fatores que atrapalham nossa produção são lavouras totalmente sem a proteção de mato entre está época de pouca chuva, tendo uma evapotranspiração do solo muito elevada e alta mortalidade de raízes. Não estamos fazendo nada para melhorar este processo que vem sendo realizado há mais de século.

Uma coisa a se considerar deste sistema é a parte física do solo: se este é arenoso, médio ou argiloso. Este sistema tem um ótimo aproveitamento em solos de textura média e argilosa, pois além de trazer todos os benefícios ditos anteriormente, ainda proporciona descompactação dos grânulos, ocorrendo um arejamento e aumento da absorção de água e nutrientes pelo solo.

Respondendo à sua pergunta: Há várias fórmulas de se calcular a quantidade de gesso, mas nós utilizamos a seguinte:
o primeiro passo é entre os meses de agosto e setembro - fazemos uma amostragem para ver se existe umidade e em qual altura ela se encontra na lavoura (talhão por talhão). Com o trado de pedreiro, ou até mesmo uma cavadeira, cavamos até encontrá-la. a partir disto, recomendamos uma dosagem que seja coerente com cada gleba ou talhão.
Como observar esta amostragem, sabemos que nestes meses a terra está bem seca? A partir do momento que começamos a cavar, é necessário ficar atento à umidade no solo. Quando encontrá-la, remova um pouco de terra e coloque no meio da mão amassando-a. Faça o teste: se esta amostra unir sem esfarinhar, foi constatado que há umidade - meça a altura do perfil, portanto.

Estamos com várias dosagens em campo, como por exemplo, 2kg/m até 12Kg/m linear. A verdade é que todas apresentaram resultados satisfatórios, pois variam conforme as condições de cada lavoura.

Abraço
ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/06/2008

Caro Fábio,

Obrigado pelo comentário, temos que buscar soluções práticas para diminuirmos os impactos da seca no pegamento da florada. Ontem estava em reunião com o Engº Agrônomo Dr. Carlos Piccin, que afirmou: se chover 200 mm entre os meses de abril a setembro, o pegamento da florada está garantida, mas sabemos que está cada vez mais difícil observarmos essa quantidade de água em muitas regiões durante estes meses. Temos, portanto, que proporcionar à planta um sistema radicular bem espalhado e profundo, protegido da ação da temperatura.

De acordo com os estudos, o gesso tem a característica de abaixar o alumínio tóxico e cálcio e lixiviar o magnésio. Sendo assim, ao abaixar o alumínio e mover o cálcio, as raízes ficam livres para buscar o cálcio que se aprofundou, o que leva a um super desenvolvimento radicular. Sobre o magnésio que foi lixiviado, fazemos uma reposição com adubações para regularmos este nutriente. O memo ocorre com o molibidênio.

A decisão de utilizar a braquiária possibilita que ocorra a reciclagem dos nutrientes, pois suas raízes são profundas e buscam estes nutrientes que não são utilizados no solo e os trazem para a superfície, promovendo um melhor aproveitamento das condições do mesmo.

Este sistema está sendo testado com resultados satisfatórios há 9 anos, sem que ocorram riscos à natureza, trazendo lucros aos produtores que não tem condição de irrigar suas lavouras.

Atenciosamente,
VANILTON ROSSI

TUPI PAULISTA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/06/2008

Caro Alexandre,

Também estou tendo problemas com o déficit hídrico nos meses cruciais do pegamento da florada. Minha lavoura é em Osvaldo Cruz, oeste de SP, e gostaria de uma breve esplanação sobre a dosagem correta de gesso e como calcular esse valor.

Abraço
FÁBIO LÚCIO MARTINS NETO

VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/06/2008

Caro Alexandre,

Achei o manejo apresentado muito interessante, prático e útil. Cada vez mais precisaremos buscar estas tecnologias alternativas, pois nem sempre encontramos as condições técnicas e financeiras para a utilização da irrigação.

Nas regiões tradicionais de café na Bahia (Planalto de Vitória da Conquista e Chapada Diamantina) as lavouras são em geral cultivadas sob o regime de sequeiro, mas alguns agricultores estão irrigando.

Parece que a irrigação será uma tendência irreversível, pois as chuvas estão apresentando comportamento anormal nos últimos anos. Em Vitória da Conquista, por exemplo, choveu apenas 15,25 mm nos meses de abril e maio.

Dessa forma, reafirmo a necessidade de se buscar este tipo de técnica. Porém, com relação ao artigo, gostaria que comentasse mais sobre o fato do gesso carrear os nutrientes para camadas mais profundas do perfil do solo.

Abraço
ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/05/2008

Caro Vinícius,

Mais um adendo, a respeito da foto: trata-se de mesma lavoura, o gesso é que está em 3 ruas, apenas.
As fotos foram tiradas numa grande fazenda da região, bastante produtiva. Fico à disposição caso você tenha algo novo para mostrar aos produtores: o que você está fazendo para conservar a água no solo e melhorar o sistema radicular das plantas?

Atenciosamente,

Alexandre Miranda Leão Teixeira
Engº Agrônomo
ALEXANDRE MIRANDA LEÃO TEIXEIRA

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/05/2008

Caro Vinícius,

Primeiramente agradeço por ter comentado. Nós Engenheiros Agrônomos temos que começar a buscar informações práticas para inovar e melhorar nossa produção e condução; temos que desmamar da Faculdade e Universidade e buscar práticas que façam a diferença para o bolso dos produtores, temos áreas na região centro-oeste de Minas que se não for manejado desta forma ou irrigado, quase não terá produção por apresentar um índice pluviométrico de mais ou menos 60 milímetros (entre os meses de Abril a Setembro). Como você conseguiria chegar a uma produção sem esse manejo ou irrigação? E estes meses são cruciais para o pegamento floral! Hoje a agricultura está precisando de profissionais inovadores que não tenham medo de errar, pois todo este sistema vem da junção de teorias antigas, mas que só agora estão postas em prática.

Respondendo com a prática à sua pergunta: pegue mais ou menos 5 KG de gesso agrícola e sobreponha a uma terra seca, pegue um monte de terra e aplique em cima do gesso cubrindo totalmente. Após feito isso pegue um pouco de braquiária e cubra este monte, espere por mais ou menos 15 dias e cave este monte até a parte do gesso. Escolha um período realmente seco para não camuflar este experimento, e com certeza você terá a sua resposta.

Temos que buscar conceitos práticos, pois teoricamente estamos saturados de estudos que nem saíram ainda da gaveta.

Obrigado,
CaféPoint AgriPoint