Chuva pode atingir regiões produtoras nos próximos dias

No Paraná deve ultrapassar 70 milímetros e, a partir do dia 15, o tempo seco deve voltar a predominar, favorecendo novamente as atividades em campo

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A Somar Meteorologia aponta que a onda de frio perde força, o que diminui o risco de geadas para as áreas produtoras de café. Nos próximos cinco dias, deve chover em decorrência da formação de uma frente fria e um ciclone extratropical, no norte do Paraná e em boa parte de São Paulo, porém, com acumulados inferiores a 50 milímetros na soma total. Isso deve paralisar momentaneamente as atividades de colheita na região.

Nessas áreas, a chuva ganha mais força entre 10 e 14 de junho, com acumulados podendo ultrapassar 70 milímetros no norte do Paraná. A partir do dia 15, o tempo seco deve permanecer, o que favorece as atividades em campo.

No sul de Minas Gerais, Espírito Santo e Rondônia, há previsão de pouca chuva nos próximos 15 dias, sendo que as pancadas devem ocorrer de forma isolada, sem prejudicar as atividades de colheita do café. O ar polar vai predominar novamente ao longo dos próximos dias, mas dessa vez com menos intensidade, sendo os próximos 15 dias menos frios do que foi a última semana de maio, sem riscos para geadas nas lavouras.

Os últimos dias foram marcados pela passagem de uma frente fria que trouxe novas pancadas de chuva para o Paraná e para boa parte de São Paulo nos dias 1º e 2 de junho, mas sem volumes significativos. No sul de Minas Gerais e Espírito Santo, a presença de um sistema de alta pressão favoreceu o tempo mais seco nos últimos 7 dias, colaborando com as atividades em campo. Em Rondônia, a situação não foi muito diferente, com o predomínio de tempo seco na metade sul do estado e poucas precipitações sendo registradas na metade norte. De modo geral, sem a presença de chuva volumosa e persistente, as atividades de colheita nas áreas produtoras de café foram favorecidas pelas condições de tempo.

Andamento da colheita

A colheita da safra 2020/2021, que já passou dos 13%, ainda apresenta atraso em relação ao ano passado, em que os produtores já haviam colhido 16%. As restrições à circulação de pessoas devido às medidas de isolamento impactaram os trabalhos de campo, sobretudo no Espírito Santo.

A colheita inicial em Minas Gerais, maior produtor de café arábica do Brasil, também passa por atrasos pelas restrições de locomoção e ao número menor de trabalhadores nas lavouras.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a colheita de café arábica 2020/2021 do Brasil passou a ganhar maior ritmo só no fim de maio, com grande parte dos cafeicultores iniciando de forma efetiva os trabalhos.

As informações são do Canal Rural (Por Pryscilla Paiva).

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Equipe CaféPoint

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