Cepea aponta lentidão no mercado por conta do clima

Produtores seguraram as vendas por conta do preço. Falta de chuvas alerta para uma próxima safra menor

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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta ritmo lento nas negociações do café arábica. Produtores se ausentaram de negócios com pagamento à vista e pronta entrega de mercadoria, já que estão preocupados com o clima no Brasil.

A região que mais negociou até o momento é o Noroeste do Paraná, com cerca de 55 a 70% da safra 2019/20 vendida até o dia 18 deste mês. Na Zona da Mata, cerca de 50 a 65% dos grãos também já foram adquiridos.

Na Mogiana, Sul de Minas e Cerrado Mineiro, a comercialização do café arábica está entre 40 e 60% do total da safra 2019/2020. Em Garça, de 45 a 50% dos grãos produzidos nesta safra foram vendidos até a semana passada.

Após a abertura das floradas em meados de setembro, muitos cafeicultores se mostraram apreensivos com as altas temperaturas e poucas chuvas registradas nas semanas seguintes.

Nas regiões da Mogiana (SP), Zona da Mata (MG), Sul de Minas e Cerrado Mineiro, mais precipitações são essenciais para o pegamento das flores. Já em Garça (SP) e no Noroeste do Paraná, as flores abertas em setembro já tiveram o pegamento adequado, devido ao auxílio das chuvas no final daquele mês. A continuidade das precipitações, entretanto, ainda é necessária para o bom desenvolvimento dos chumbinhos.

De modo geral, a maior parte das lavouras de arábica necessita de bons volumes de chuvas para a melhor recuperação fisiológica das plantas. Uma parcela dos cafezais está desfolhada, o que pode comprometer o enchimento dos grãos nestes pés. O clima poderá prejudicar o desenvolvimento da safra 2020/2021 e influenciar nos preços.

Em relação ao canéfora, a maior parte das flores da safra 2020/2021 já teve o pegamento no Espírito Santo e em Rondônia, agora os cafezais estão em fase de desenvolvimento do chumbinho. Neste momento, as chuvas são necessárias para a formação dos chumbinhos em ambos os estados. No caso do Espírito Santo, as precipitações também são essenciais para a formação de novas folhas nos cafezais.

Com produtores afastados do mercado, o volume comercializado de canéfora (robusta) em outubro não apresentou variação em relação a setembro. No Espírito Santo, a quantidade de café da safra 2019/2020 vendida até o dia 18 deste mês segue entre 40 e 55% do total. Em Rondônia, entre 70 e 80% foi negociado.

As informações são da Agência Estado (Análise Equipe Café CEPEA/ESALQ).

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Equipe CaféPoint

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