Em mesa redonda, que contou com as contribuições do diretor de Negócios da Santos Port Authority, Bruno Stupello, e mediação do sócio da RMM, Rafael Ferreira, o diretor Técnico do Cecafé, Eduardo Heron, fez considerações a respeito dos entraves logísticos, que se intensificaram nos últimos anos, e enalteceu o trabalho hercúleo realizado pelas empresas exportadoras brasileiras para permitir que o país siga honrando, de maneira profissional e “just in time”, seus compromissos com os parceiros internacionais.
Segundo ele, quando se compara o crescimento de 60% na produção de grãos do Brasil, nos últimos 10 anos, com o aumento de 50% na movimentação de contêineres no porto de Santos, nota-se uma assimetria entre a carga e o porto. Em relação ao café, por exemplo, as exportações saltaram de 23,1 milhões de sacas, em 2001, para 44,7 milhões em 2020, incremento de 91%, sendo o porto de Santos o principal embarcador do produto.
“Tais resultados, somados à aprovação para a entrada de embarcações de 366 metros no canal santista, demonstram que o porto de Santos possui grandes desafios no que se refere a modernização, eficiência e manutenção adequada do calado para o recebimento dos grandes navios, visando ampliar sua capacidade na movimentação de carga, evitar gargalos logísticos, que onerem os embarques, e ao atendimento do desempenho exemplar dos exportadores para honrar os compromissos internacionais do Brasil”, comenta Heron.
No evento, também foram apresentados números e análises sobre o impacto da pandemia da Covid-19 nos embarques, realizados debates sobre a “ginástica logística” posta em prática pelos exportadores diante dos desafios existentes, além de contribuições a respeito do plano de desestatização do porto de Santos e do impacto econômico ao empresário e ao consumidor final.
As informações são do Cecafé.