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Aumento da temperatura deve reduzir área de cultivo de café

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 01/04/2014

2 MIN DE LEITURA

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Vai sobrar até para o cafezinho. Nas estimativas dos cientistas sobre os impactos de um planeta mais quente, a bebida mais popular dos brasileiros também está na lista das culturas agrícolas que podem sofrer impactos com as mudanças climáticas.

O alerta aparece em pelo menos dois capítulos da segunda parte do quinto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Nesta semana, cientistas e representantes de governos estão reunidos em Yokohama para chancelar o documento e concluir a parte não técnica do trabalho - o "Sumário para Formuladores de Políticas".

No capítulo sobre áreas rurais, o painel de cientistas destacam estudos publicados nos últimos anos que mostram que aumentos não muito altos de temperatura, a partir de 2°C, e mudanças nos padrões de chuva podem afetar a cultura na América do Sul e Central e na África. "No mínimo, as mudanças climáticas vão causar modificações consideráveis na distribuição das plantações, rompendo com o modo de vida de milhões de pequenos produtores", concluem os autores.

Essa bola está sendo cantada por pesquisadores brasileiros pelo menos desde 2001, e alguns desses trabalhos são citados agora no relatório. É o caso do cálculo dos pesquisadores Hilton Pinto, da Unicamp, e Eduardo Assad, da Embrapa, divulgado em 2007. O trabalho estimou que um aumento médio de 3ºC na temperatura e redução de 15% nas chuvas poderia diminuir a área potencial para a produção de café nos dois principais Estados produtores de café: São Paulo e Minas Gerais.

Um mapeamento feito por eles tinha mostrado que atualmente de 70% a 75% da áreas dos dois Estados é apta para o cultivo do café. Com o aumento da temperatura e queda na chuva, essa área potencial cairia para 20% a 25% das áreas. Essa perda de cerca de 30% poderia resultar em perdas econômicas, só para São Paulo, de cerca de US$ 300 milhões, apontam os autores do IPCC.

Projeções. Os trabalhos citados levaram em conta projeções antigas de mudanças climáticas, contidas no relatório de 2001 do IPCC, mas a dupla afirma que cálculos posteriores, que não chegaram a ser incluídos no compilado atual do painel científico, e observações de campo vêm confirmando a estimativa anterior.

"Infelizmente nossos estudos feitos em 2001 e posteriormente repetidos em 2008 e 2012, parecem confirmar que o café faz parte de uma das culturas mais vulneráveis ao aquecimento global, depois do milho e da soja", afirma Assad. "E o que estamos vendo no clima de 2013 e início de 2014 estão sendo uma excelente amostra do que podemos esperar para 2030 com relação ao aumento das temperaturas e fenômenos extremos", complementa Pinto.

Ele se refere ao verão com temperaturas acima da média e reduzido nível de chuvas que o Sudeste vivenciou neste ano. "Tivemos ondas de calor com temperaturas acima dos 32 °C, 33 °C. Por conta disso e da falta de chuva, os grãos de café ficaram menores, com baixa densidade. São Paulo e Minas deverão ter um decréscimo acentuado na produção e o que restar deverá ficar com a qualidade bem baixa. Particularmente, acho que a quebra poderá ser equivalente a uns 20% ou 25%", afirma o pesquisador.

Terras frias. Os estudos mostram que a cultura pode se deslocar mais para terras mais frias ao sul do País. Outra alternativa estudada é o plantio do café à sombra de outras árvores. "A Embrapa tem trabalhado na busca de novas variedades mais tolerantes as altas temperaturas. Fizemos o primeiro alerta em 2001, já deveríamos ter algum material resistente. Esperamos ter em breve, mas a verdade é que essas coisas levam tempo", comenta Assad.

As informações são do o Estado de São Paulo, adaptadas pelo CaféPoint
 

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CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/04/2014

Existe um estado entre São Paulo e Minas que também produz café, ele é atualmente o segundo maior produtor Brasileiro, a não ser que o senhor não considere o robusta café, mas mesmo assim não esqueça de dois fatos relevantes: O ES também produz arábica e o robusta. O mundo está cada vez mais consumindo robusta, seja no solúvel, nos Blends e até só robusta se o mesmo for de qualidade e para terminar o robusta também sente e muito essa mudança climática que o senhor citou anteriormente.

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