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Amostragem de solo: como separar e enviar ao laboratório

POR EQUIPE CAFÉPOINT

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EM 10/01/2019

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O Manual do Café – Manejo de Cafezais em Produção, produzido pela EMATER – MG conta com explicações sobre os cuidados no cafezal. Separamos algumas dicas em relação a amostragem de solos. 

Além de ser necessária como uma prática rotineira na atividade cafeeira, a amostragem de solo para análise química exige critérios para descobrir as qualidades do solo. Caso contrário, poderá resultar em adubação e calagem incorretas, com prejuízos econômicos e ambientais.

O que é a amostra de solos 

É uma pequena porção de 500 gramas de terra, enviada ao laboratório, que representa um volume de solo milhares de vezes maior, daí o cuidado na sua obtenção. É constituída de várias amostras simples, de acordo com o tamanho da gleba, a qual deve representar áreas homogêneas.

Época e frequência

É importante realizar a amostragem de solos na cultura do café em produção, antes da arruação e pelo menos 60 dias após a última adubação. Isso deve ser repetido anualmente.

Divisão da área 

Por área homogênea deve-se entender uma gleba, definida não só pelo seu tamanho, mas, principalmente, por características que determinam a sua homogeneidade. Recomenda-se que o seu tamanho não ultrapasse 10 ha. Para ser representativa da área amostrada, a amostra do solo deve ser retirada, levando-se em conta o histórico de uso e manejo (vegetação, cultura anterior, etc.), localização, exposição do terreno ao sol (face) e as características perceptíveis do solo (cor, textura, etc.).

Local da amostragem 

Considerando que as raízes absorventes do cafeeiro exploram, predominantemente, o solo sob a copa e por ser este o lugar onde são feitas as adubações, é recomendado que a amostragem seja feita neste local. Quando se pretende conhecer, também, a condição do solo nas entrelinhas, pode-se fazer uma amostragem no meio da rua do cafezal. São duas situações distintas que requerem duas amostras que devem ser analisadas separadamente.

Número de subamostras ou amostras simples

A amostra composta deve ser constituída de, pelo menos, 20 amostras simples, em cada gleba, retiradas na camada de 0 a 20 cm (camada arável), percorrendo toda a área em zigue- -zague. Caso o volume de cada amostra simples seja reduzido, em função do tipo de ferramenta usada, recomenda- -se aumentar o número de subamostras, de modo a obter, pelo menos, 500 gramas de terra.

Procedimentos 

Caso haja necessidade, recomenda-se fazer apenas a retirada do cisco no ponto de amostragem, sem a remoção da camada superficial do solo. Evitar locais próximos de cupinzeiros, formigueiros, árvores, caminhos, locais de descarga de corretivos e fertilizantes, manchas de solo, enfim, qualquer ponto discrepante das características predominantes do terreno.

Com o auxílio de uma cavadeira de boca ou enxadão estreito, cavar um buraco retirando toda a terra. A seguir, retirar uma fatia uniforme, de cima em baixo, e recolher em um balde de plástico limpo. Deve-se usar sempre a mesma ferramenta, cavando na mesma profundidade e recolhendo a mesma quantidade de terra nos diversos pontos amostrados, gerando, assim, uma boa representatividade da gleba. Na amostragem, na camada de 20 a 40 cm, deve-se aproveitar o mesmo buraco já feito para a amostra de 0 a 20 cm, utilizando-se, porém, de outro balde para o recolhimento da terra.

A sonda e o trado são também recomendados para se fazer a amostragem do solo, seguindo os mesmos procedimentos. 

Identificação da amostra 

Para ser enviada ao laboratório, não se esqueça de colocar o nome do produtor, da propriedade e da lavoura ou talhão. Outras informações de interesse do agrônomo para interpretação e recomendações técnicas, como número de plantas, espaçamento e produção esperada, deverão complementar a identificação.

Parâmetros a serem analisados 

Para a elaboração de um plano de calagem, gessagem e adubação do solo que possibilite atingir uma produção economicamente viável, deve-se fazer a análise química completa de macro e micronutrientes, matéria orgânica e a análise física, para avaliar a textura do solo.

As informações são do Manual do Café – Manejo de Cafezais em Produção, produzido pela EMATER – MG 2016

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