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Influências externas param recuperação do café

Os investidores se animaram com as pesquisas apontando Emmanuel Macron com 61% das intenções de votos na França, puxando os índices acionários durante a semana e causando uma valorização do Euro.

Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora


No debate entre os candidatos franceses o ponto culminante foi Marine Le Pen dizer que a França será comandada por uma mulher independentemente do resultado das urnas neste domingo – ironizando que se o jovem Macron, de 39 anos, se tornar presidente será controlado por Ângela Merkel, chanceler alemã.

O S&P500 fez uma nova alta histórica empurrado pela criação de postos de trabalhos em abril nos Estados Unidos e pela vitória apertada da reforma do sistema de saúde de Trump no congresso.

O índice do dólar caiu para as mínimas de novembro influenciado pelo quadro político francês e não conseguindo reagir nem mesmo a sinalização do FED em manter outros dois aumentos dos juros até o fim do ano.

A fraqueza da moeda americana não conseguiu evitar que os três principais índices das commodities despencassem, tendo o CRB testado o ponto mais baixo desde agosto de 2016.

Os contratos de café em Nova Iorque e Londres estavam recuperando da queda do fim de abril, mas na quinta-feira não aguentaram a liquidação das matérias-primas, lideradas pela perda de 5% do petróleo, e devolveram parte dos ganhos.

O fluxo de venda nas origens que estão colhendo café, como Peru, Indonésia e Brasil melhorava com os diferenciais permitindo um encontro com compradores, mas firmou novamente nos dois últimos dias.

A demanda entres os países consumidores continua retraída, fruto de um pipeline ainda “cheio” o suficiente para não causar uma necessidade de torradores em pagar o custo alto de reposição dos exportadores.

Acredito termos no máximo mais dois meses para ver uma aproximação entre compradores e vendedores, quando então não haverá mais ofertas “baratas” no spot e os agentes que hoje ainda estão comprados em diferenciais terão escoado seus cafés. Se os embarques de Brasil nos próximos três meses não ultrapassarem um total de 6.5 milhões de sacas a sensação de abundância de café no destino sofrerá uma alteração, justamente quando estaremos no pico do inverno brasileiro.

Fundamentalmente falando, considerando inclusive a performance praticamente lateral das moedas dos principais produtores de arábica, o quadro deveria favorecer um terminal mais próximo de US$ 150.00 centavos por libra peso. O problema, ou regra natural, é a influência externa no curto-prazo que o mercado sofre, seja por uma movimentação intraday do Real ou mesmo uma diminuição de apetite dos investidores por commodities em geral.

O clima no Brasil entra no radar dos operadores, tanto no monitoramento das chuvas durante o período de colheita como também das temperaturas no cinturão de café. Uma perda de qualidade causada por precipitações tem um potencial altista para as cotações, assim como chegadas de frentes-frias a partir de junho desencorajarão uma venda agressiva por parte dos especuladores.

No Commitments Of Traders de sexta-feira os fundos apareceram com uma posição liquida vendida em 12,654 lotes, ou seja, aumentaram as vendas líquidas em 3,909 contratos sendo que a posição de Julho2017 subiu US$ 3.85 centavos por libra no período computado. Os comerciais compraram 2,975 lotes e os fundos de índice 1,095 lotes, o último provavelmente refletindo estratégias de balcão.

O fechamento semanal não foi tão ruim tecnicamente. Basta Nova Iorque se manter acima de US$ 132.95 centavos por libra para não fazer com que algumas novas compras colocadas nos livros pelos especuladores sejam devolvidas ao mercado.

Uma abertura acima de US$ 135.00 centavos por libra na segunda-feira, nível praticamente inalterado, já é o suficiente para animar o pessoal de curto-prazo a testar US$ 137.75 centavos por libra e então empurrar as cotações para cima de US$ 140.00 centavos por libra, onde stops de compra devem acelerar novas altas.

O comportamento de venda dos produtores ditará a sustentação ou não dos preços no curto-prazo. No médio prazo acredito que sem novas influências externas podemos eventualmente já ter visto as mínimas do atual trimestre e também do terceiro trimestre de 2017 (julho a setembro).

Uma ótima semana e bom negócio a todos,


*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting 

RODRIGO CORREA DA COSTA

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