Starbucks aumenta compras de café à medida que preços caem

Com os futuros em Nova York em cerca de 30% a menos que o pico, diretor financeiro da empresa disse aos investidores que grupo recomeçou a comprar.

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A Starbucks aproveitou a queda nos preços do café para seu menor valor em 11 meses no mercado futuro de Nova York para aumentar as compras de grãos, deixando a companhia com apenas 6% de suas demandas sem estimativas de preços para o atual ano financeiro.

A gigante do setor de café disse há três meses que ainda precisava cobrir um terço de seus requerimentos para o ano financeiro, após ter reduzido as compras à medida que os preços aumentaram no começo do ano passado, impulsionados pela seca no Brasil.

“Nós saímos do mercado nesse ano onde os preços do café aumentaram”, disse o diretor financeiro da Starbucks, Scott Maw. Entretanto, no último dia 22 ele disse aos investidores que o grupo recomeçou a comprar à medida que os preços recuaram com relação ao pico alcançado no começo de outubro, com os futuros em Nova York agora em cerca de 30% a menos que o pico, reduzidos pelas chuvas no Brasil, que diminuíram as preocupações com a seca.

Os futuros do café arábica para março fecharam na última sessão (22/1) em 159,95 centavos por livra, seu menor valor desde fevereiro.

“Recentemente nós avaliamos uma quantidade significativa de café, à medida que os preços caíram para dentro da faixa que era nossa meta nas últimas seis semanas. Dessa forma, agora temos 94% de nossas demandas de café de 2015 com preço determinado”.

Graças a isso, “esperamos que os custos das commodities fiquem aproximadamente estáveis” com relação ao ano anterior, disse Maw, apesar de essa previsão não implicar em aumentos nos custos do café, compensados pelos menores preços de algumas de outras matérias-primas, como leite e combustível.

A reportagem é do Agrimoney / Tradução por Juliana Santin
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Nelson Barrizzelli
NELSON BARRIZZELLI

ANDRADAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 30/01/2015

Apesar desta notícia não ter comentários dos colegas cafeicultores ela confirma o que eu tenho escrito há meses. Os preços caem porque as tradings com a conivência das nossas autoridades econômicas e do MAPA fazem previsões de safra irreais e infladas, provocando a queda das cotações no mercado físico e futuro, justamente para favorecer os grandes compradores (que são pouquíssimos) no mundo inteiro. O nosso trabalho, os nossos gastos e a nossa paciência vai para o "ralo". Fico com a sensação que os produtores pequenos e médios como eu, apenas estão focados no seu "quintal" e continuam esperando que "alguém" resolva seus problemas. Mas de quem nada se espera (CONAB, MAPA, CNA, CNC, COOPERATIVAS, etc.) nada virá mesmo. A única defesa é segurar o máximo possível a safra, evitando dar oportunidade para que os compradores consigam comprar, pelo menos, no mercado físico. As perspectivas são estas: ES - Esperada quebra de 40% na safra este ano. MG - esperada quebra de 30% este ano. SP e ES emergência contra a broca do café. Frutos secando no pé por falta de água. E a CONAB vem com previsão de 44 milhões de sacas. Só se eles descobriram plantações até então desconhecidas de todos.