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Clima e doenças limitam safra 2012/13 de café da América Central

postado em 09/05/2012

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A oferta de café de qualidade pode não ser volumosa na temporada 2012/13, pois os cafezais começam a florir em meio a um clima desfavorável e a doenças na Colômbia, no México e na América Central. A produção total de café arábica lavado - cujos preços têm um prêmio em relação ao contratos futuros da ICE Futures US por causa do seu sabor suave e de um processamento mais refinado - deve permanecer estável, segundo traders e organizações da região. De acordo com a Organização Internacional de Café (OIC), tais países produziram juntos quase 26,6 milhões de sacas na temporada 2011/12.

A demanda por café deve continuar crescendo, pois as grandes redes de cafeterias, como Starbucks e Peet's Coffee & Tea, vendem misturas originais de alguns dos três maiores produtores de café arábica. "O mercado vai começar a voltar até o fim do ano", afirmou Rodrigo Costa, diretor financeiro da corretora Caturra Coffee. Os preços do arábica caíram quase 40% em Nova York neste ano ante as máximas do ano passado, de quase 300 cents/lb. Ontem, o contrato com vencimento em julho fechou a 175,20 cents/lb.

A Colômbia, principal produtor de café arábica lavado, está enfrentando muitas chuvas e a Federação Nacional de Produtores de Café (Fedecafé) afirmou que a produção não deve superar 8 milhões de sacas de 60 kg. A Colômbia costumava produzir mais de 11 milhões de sacas por ano. "Os solos estão segurando muita umidade. Não é um bom presságio para a safra do próximo ano", comentou o gerente da trading de café Ecom na Colômbia, Sam Grigg.

A Guatemala, segundo maior produtor da América Central, enfrenta problemas com o fungo roya, que levou a Associação Guatemalteca de Café (Anacafé) a reduzir sua estimativa de produção para 3,45 milhões de sacas. O presidente da associação, Ricardo Villanueva, disse que o pior ainda está por vir, pois os efeitos doroya são maiores no ciclo que sucedem um surto da doença. Thomas Nottebohm, diretor do grupo de exportadores Adec, acredita que a produção pode ser 5% a 10% menor na próxima temporada. "No melhor dos casos, a produção vai permanecer estável", declarou.

O México deve produzir menos, num ciclo sazonal de baixo rendimento. Embora a floração e o clima sejam favoráveis, segundo o presidente da União Nacional de Produtores de Café, Gabriel Barreda, a safra deve ser até 15% menor do que a atual estimativa, de 4,3 milhões de sacas.

Honduras, que se tornou o maior produtor da América Central, com produtividade maior, afirmou que faltou chuva neste ano. A floração começou em algumas áreas, mas na maioria a produção é incerta. Autoridades esperam, no entanto, que o rendimento seja "pelo menos o mesmo da colheita passada", comentou o gerente técnico do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafé). As informações são da Dow Jones.

A reportagem é da Agência Estado, adaptada pela Equipe CaféPoint.

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