Rede brasileira de cafeterias chega aos EUA

A filial da cafeteria paulistana Sofá Café será instalada em Boston. "Iniciaremos em um local como se fosse a Oscar Freire daqui. Vamos fazer uma adaptação no cardápio. Lá, eles adoram muffins, mas vamos levar o nosso pão de queijo e a broa de fubá", conta o empreendedor. Sócios brasileiros contam com dois investidores dispostos a dar suporte à operação.

Publicado por: CaféPoint

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O engenheiro florestal Diego Gonzales, de 32 anos, imaginava administrar uma cafeteria apenas depois de se aposentar. Mas por questão de oportunidade, o desejo foi antecipado e ele criou há cerca de um ano e meio o Sofá Café. A rede já conta com três unidades em São Paulo e planeja a expansão por meio de franquias a partir do ano que vem. Nesse meio tempo, a empresa inaugura em maio uma filial em Boston, nos Estados Unidos.

"Sempre tive vontade de ter uma cafeteria. Desde a faculdade eu ia para um café, não ia para bar", lembra Gonzales. Foi durante uma dessas visitas às cafeterias que o engenheiro florestal encontrou uma pequena casa no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A casinha era perfeita para Gonzales antecipar seus planos.

"Vi que esse era o lugar. Tinha um amigo que também queria abrir um negócio e ele entrou como investidor", conta. A dupla investiu R$ 400 mil para inaugurar a unidade, que hoje registra um faturamento médio mensal de R$ 55 mil.

A cafeteria logo ganhou aceitação do público e Gonzales recebe com frequência convites para sociedades e abertura de unidades franqueadas. Foi esse assédio que motivou o plano de expansão que agora será colocado em prática.

A franquia da marca, porém, deve seguir o modelo da loja localizada nos Jardins, que é focada em cafés, comidinhas e outros produtos - a primeira unidade, que funciona em Pinheiros, também serve pratos na hora do almoço.

O modelo de franquias do Sofá Café está em processo de formatação e Gonzales estima que o investimento, para quem desejar adquirir uma loja, fique em torno de R$ 200 mil.

Para garantir a qualidade do produto principal da rede, o empreendedor também vai começar a torrar e distribuir o café para os franqueados. A torra será feita na unidade de Pinheiros e o procedimento começa no fim do mês.

Uma forma de aumentar o lucro das lojas, segundo o empreendedor, será vender o próprio café para viagem assim como já se faz com canecas e equipamentos para o preparo da bebida.

Internacional. A ideia inicial era abrir uma filial em Nova York. "Percebemos que a cultura do café em copão é muito forte. Como esse não é o nosso serviço, escolhemos Boston, onde a aceitação das xícaras pequenas é maior. Lá, também tem muito brasileiro e muitos universitários, um pessoal que vive à base de café", destaca Gonzales.

Foram investidos US$ 100 mil no projeto inicial. Após a inauguração nos Estados Unidos, o plano é fazer a empresa crescer e iniciar o processo de torra também em terras norte-americanas. Para isso, Gonzales e seu sócio brasileiro contam com dois investidores dispostos a dar suporte à operação - um é aposentado e outro é pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A filial do Sofá Café será instalada na Newbury Street. "É uma rua como se fosse a Oscar Freire daqui. Vamos fazer uma adaptação no cardápio. Lá, eles adoram muffins, mas vamos levar o nosso pão de queijo e a broa de fubá", conta Gonzales.

Na avaliação do coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa, a opção de abrir um unidade no exterior é interessante porque agrega um diferencial para a marca no Brasil, já que a empresa atuará em um mercado mais competitivo. "O franqueado brasileiro vai perceber a marca como algo mundial. Ao competir com outra cafeteria brasileira, o Sofá Café vai aparecer como uma marca globalizada", pontua.

Nagakawa aponta que o Sofá Café segue uma tendência de sofisticação do mercado de alimentação no Brasil. "Durante muito tempo tínhamos soluções simples. A chegada da Starbucks no Brasil movimentou o mercado e abriu caminho para cafeterias diferenciadas; existe uma preocupação não só com o produto, mas com o atendimento, com o local e a experiência de consumo", completa.

As informações são de O Estado de São Paulo, adaptadas pelo CaféPoint.
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