Presidente da CNA quer ampliar exportações de café para a China

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, reuniu-se nesta quarta-feira (23/10) com representantes da cadeia produtiva do café para discutir estratégias de promoção comercial e ampliação das exportações do produto para a China. Esta é uma das prioridades da agenda a ser discutida com os chineses em missão empresarial liderada pela entidade, de 5 a 15 de novembro, quando a comitiva estará em Pequim e Xangai.

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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, reuniu-se nesta quarta-feira (23/10) com representantes da cadeia produtiva do café para discutir estratégias de promoção comercial e ampliação das exportações do produto para a China. Esta é uma das prioridades da agenda a ser discutida com os chineses em missão empresarial liderada pela entidade, de 5 a 15 de novembro, quando a comitiva estará em Pequim e Xangai.

“Precisamos buscar a abertura de mercado, vendendo mais produto para melhorar os preços para os nossos produtores. Por isso, precisamos definir nossas prioridades para sermos mais competitivos”, afirmou a senadora, lembrando as dificuldades enfrentadas pelo setor, como os altos custos de produção.

Para as indústrias, a principal barreira é a tarifa de exportação do café solúvel para país asiático, hoje fixada em 17%. O segmento defendeu, também, estímulos do governo para a instalação de indústrias no mercado chinês.

Uma das propostas apresentadas pela senadora seria a criação de uma rede brasileira que vendesse o café nacional na China. Hoje, o Brasil exporta café verde e café solúvel para aquele país e o consumo do produto vem crescendo na Ásia, o que reforça a necessidade de melhorar a competitividade do setor produtivo brasileiro. Enquanto a média mundial de consumo de café é de 250 xícaras/ano, os chineses bebem apenas três xícaras anualmente. “Ou somos competitivos ou não abriremos mercado”, alertou a senadora Kátia Abreu.

O café é um dos produtos da lista de prioridades dentro da proposta de ampliação das exportações para o mercado chinês, além das carnes bovina, suína e de aves, suco de laranja, açúcar e álcool e produtos florestais. A CNA também tem defendido a busca de parcerias para atrair investimentos chineses em segmentos como aquicultura, lácteos e caprinos e ovinos.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Roberto Simões, um dos pontos fundamentais neste processo de ampliação das vendas externas é a promoção comercial dos produtos do agronegócio. “Produzimos muito de vários produtos, mas pecamos no momento de vendê-los”, frisou. Na avaliação do presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, é necessário agregar valor ao café brasileiro.

Participaram do encontro o vice-presidente diretor da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), Júlio da Silva Rocha Júnior, o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG), o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga Abreu, e diretores da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS).

As informações são da CNA, adaptadas pelo CafePoint
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Roberto Rosa Machado
ROBERTO ROSA MACHADO

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE

EM 26/10/2013

As estimativas do consumo de café na China são dificultadas pela falta de estatísticas confiáveis, principalmente sobre produção e estoques. Com base nas informações disponíveis, estima-se que o consumo no país saiu de 199 mil sacas em 1998 para cerca de 1,1 milhão em 2012, uma taxa anual de crescimento de 12,8%. Estudo da Euromonitor aponta que o consumo era de 1,6 milhão de sacas em 2011, ante 1 milhão de sacas em 2006, aumento de 9,5% por ano, informou o relatório da OIC.Se a taxa média anual de crescimento de 12,8% for mantida, o consumo na China alcançará 2,8 milhões de sacas em 2020.As cafeterias ainda são frequentadas sobretudo por um grupo relativamente pequeno de pessoas da classe média urbana. Assim, o aumento do consumo per capita depende muito de fatores socioeconômicos.

Fonte: COOXUPE