O relatório propõe o cultivo da variedade robusta, uma das mais produzidas no mundo, na região da Orinoquia. Porém, a simples ideia foi descartada pelo dirigente. "Queria conhecer o primeiro membro relevante no mundo do café ao qual ocorra essa ideia. Nem os brasileiros, nem os vietnamitas (seus principais competidores) conseguiram tecnificar o cultivo de robustas".
Esse contraponto se deve à queda da produção colombiana de café, que passou de mais de 12 milhões de sacas de 60 quilos em 2007 para cerca de 8 milhões em 2011. Nesse período, a produtividade passou de 16,4 sacas por hectare para 10,8 sacas.
Para a Federação, as razões dessa queda obedecem às três condições: o inverno, agravado pela onda invernal do último ano e meio; a crise da Europa, que levou o país a investir em commodities (bens naturais) e, agora, estão vendendo seus inventários; e uma terceira que se soma à disputa. "Alguns respeitados membros se esquecem do fenômeno da valorização", disse Muñoz, que solicitou a compra de mais dólares para estabilizar a taxa de câmbio.
Em médio prazo, a Federacafé espera que a melhora no clima ajude a melhorar a colheita, tal como ocorreu em maio, quando foram colhidas 550.000 sacas, o melhor resultado dos últimos quatro anos para esse mês. Segundo Muñoz, se o bom tempo continuar, é possível que a colheita de café de 2012 conclua com 7,8 milhões de sacas. Por isso, a Federação traçou o objetivo de aumentar a produtividade para mais de 15 sacas por hectare.
A reportagem é do Elespectador.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.












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