Projeções divergentes para a safra de robusta afetam preço do arábica
Números "inflam" a previsão para a produção total de café do país.
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Números "inflam" a previsão para a produção total de café do país.
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com perdas expressivas e café arábica na ICE Futures US (Bolsa de Nova York) testa uma vez mais o patamar de US$1,60/lb. Valorização do dólar e preocupações com a economia européia seriam os principais fatores da queda.
A movimentação dos fundos no mercado de café fez os preços subirem ontem na Bolsa de Nova York. O contrato do produto com entrega em dezembro avançou 6,50%, fechando a 173,65 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, os fundos de investimento detinham um grande saldo de posições vendidas - o maior desde 2007, segundo o banco Commerzbank.
Os preços do café caíram com força ontem na Bolsa de Nova York, pressionados por um clima mais favorável nas áreas produtoras do Brasil, maior produtor da commodity. A chuva em excesso prejudicava a colheita há algumas semanas, atrasando a chegada do produto ao mercado.
Rodrigo Correa da Costa é socio diretor da Newedge. Durante entrevista ao CaféPoint, Rodrigo fala sobre as tendências para os preços no mercado de café. Acesse e confira a entrevista na íntegra.
Rodrigo Correa da Newedge (palestrante), Celso Vegro do IEA (moderador) e Octávio Pires, da Louis Dreyfus Commodities Brasil (debatedor) estiveram presentes no evento "Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012", realizado pela BM&FBovespa e o MAPA, para falar sobre as perspectivas do mercado de café. Rodrigo que acredita que o mercado já se ajustou.
O Seminário Internacional de Café de Santos reuniu especialistas e líderes do setor, nos dias 18 e 19 de maio, para retomar conceitos e propor novas estratégias e caminhos para aprimorar técnicas de produção sustentável e de comercialização de café; avaliar as mudanças no comportamento do mercado consumidor, nas mais diferentes regiões do mundo, na expectativa permanente de ampliar as exportações do café brasileiro. Especialistas trataram dos assuntos mais importantes atualmente como entrega de cafés brasileiros na bolsa de NY, estoques, levantamentos estatísticos, custo de produção, entre outros.
O colaborador do CaféPoint Rodrigo Corrêa da Costa, vice-presidente da Corretora Newedge, em New York/USA e colaborador da Archer Consulting - assessoria especializada em mercados de Futuros, Opções e Derivativos, no Brasil, enviou um comentário ao artigo "Café brasileiro de boa qualidade recebe ágio", falando sobre o motivo do deságio do café arábica brasileiro frente a bolsa de Nova York. Acesse e leia a carta na íntegra.
O mercado internacional de café está perto de registrar um evento que não ocorre desde o início de 2003. Os estoques certificados da bolsa de Nova York estão perto de romper o patamar de 3 milhões de sacas e com a perspectiva de continuar caindo pelo menos até o mês de julho, quando começa a entrar no mercado a safra brasileira.
Não é tão comum as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior apresentarem mais ou menos o mesmo comportamento de preços ao longo de um mês no mercado internacional. Quando isso acontece, dificilmente a explicação deixa de ter alguma relação com as variações do dólar. Pois em outubro, a erosão da moeda americana se aprofundou e ofereceu sustentação às cotações de açúcar, café, cacau, suco de laranja, algodão, soja, milho e trigo nas bolsas de Nova York e Chicago.
Os contratos futuros do café registraram ontem a maior queda em mais de cinco semanas na bolsa de Nova York, diante da diminuição das compras de investidores e torrefadores. "O mercado caiu no vácuo, na apostas menores dos fundos", disse à agência Bloomberg o presidente institucional da Newedge USA LLC, Rodrigo Costa.
O vice-presidente da Newedge Group, Rodrigo Costa, diz que "estamos construtivos para o médio e longo prazos. Mas é difícil imaginar que os preços do café venham a trabalhar muito acima de 140 cents e 150 cents este ano". Segundo ele, isso é resultado de uma série de fatores, como os diferenciais do Brasil, que não devem se fortalecer e a situação do crédito, que ainda está retraído.
De acordo com o Escritório Carvalhaes, os fundamentos do mercado de café têm dado certa sustentação aos preços nas bolsas de futuro, mas agentes do comércio e do mercado consumidor tentam insistentemente lançar notícias negativas e abalar a convicção de produtores e analistas quanto à solidez dos fundamentos, principalmente quando se analisa a situação estatística, com queda na produção e também nos estoques de café.
Os preços futuros do café registraram na maior alta desde de agosto na bolsa de NY. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o mercado refletiu os sinais de aumento na demanda pela grão.
Considerada uma das commodities mais sensíveis a turbulências econômicas, o café caiu 4,96% na bolsa de NY por conta das preocupações com a saúde financeira global. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2,70 por libra-peso.
Os futuros de café atingiram o maior nível desde junho em Nova York, com sinais de que a demanda forte está reduzindo os estoques. Dezembro fechou em alta de 325 pontos, a US$ 2,7160 a libra-peso.
Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, os preços da commodity podem sofrer alguma correção após subirem 14% em duas semanas sem que houvesse qualquer novidade do ponto de vista dos fundamentos. Fundos de investimento, que haviam apostado contra o café, cobriram suas posições nos últimos dias e deram impulso às cotações.
Após começar a semana com feriado em Nova York, o mercado de café se mantém firme e registra novas altas nesta terça-feira (22) tanto nos mercado futuros como no físico. Na bolsa de Nova York o vencimento maio/11 teve valorização de 135 pontos, fechando a 274,35 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 519,36, com valorização de R$ 6,37, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a variação acumula alta de R$ 58,45/saca.
O México está enfrentando aquela que poderia ser a pior colheita de café em quase 20 anos. As chuvas fora de época e o clima frio resultaram em uma colheita que está amadurecendo a um ritmo irregular. Essas irregularidades na colheita do café são exacerbadas por uma escassez de mão-de-obra nas fazendas onde os trabalhadores, pagos por balde, não têm encontrado grãos de café suficientes para colher de forma a valer seu tempo.
As cotações do café arábica fecharam em alta na sexta-feira (21), acumulando valorização na semana em função dos fundamentos altistas de oferta restrita e demanda aquecida no mercado mundial. Com reflexos da previsão, na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 860 pontos, fechando a 240,40 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 442,48, com forte valorização de R$ 11,94, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a variação já acumula alta de R$ 29,49/saca.
As cotações do café arábica encerram a sexta-feira (17) com fortes valorizações tanto nos mercados futuros como no físico. Na bolsa de Nova York, o primeiro vencimento dezembro/10, teve valorização de 910 pontos, fechando a 225,25 centavos de dólar por libra-peso. A oferta global de café arábica permanece muito apertada depois do clima desfavorável que afetou as colheitas na América Central e na Colômbia. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 398,44, com valorização de R$ 15,68, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês a variação acumula alta de R$ 37,71/saca.
Com rumores de que seus estoques de café arábica estão muito abaixo da perfeição, a bolsa ICE Futures US afirmou que vai proibir grãos antigos de serem entregues por meio dos contratos futuros negociados em Nova York. É a primeira vez que tal medida é tomada.
As cotações do arábica seguem em movimento de queda, registrando fortes desvalorizações nesta segunda-feira (04) tanto nas bolsas de futuros como no mercado interno. Em Nova York, o primeiro vencimento dezembro/10, teve queda de 860 pontos, fechando a 172,50 centavos de dólar por libra-peso. A recente desvalorização é atribuída à melhora nas condições climáticas no Brasil. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 309,39, com desvalorização de R$ 10,91 (Cepea/Esalq). Segundo Edson Koshiba, da Pleno Corretora, a queda nas cotações de NY deixou o mercado com poucos negócios.
Os preços do café arábica despencaram nessa terça-feira (24) nos mercados futuros e físico. Em Nova York, os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 168,45 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1.480 pontos. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 304,11, com desvalorização de 6,49%, segundo o indicador Cepea/Esalq. Mercado despencou acompanhando a queda nos mercados de commodities, após divulgação de dados negativos da economia norte-americana, além de ser puxado também pelo grande número de vendas por parte de fundos.