Grandes demais para respeitar as leis do mercado
A Petrobras é um escândalo enorme, é verdade, mas há inúmeros outros enredos que mereceriam maior atenção do público. Por Bruno Varella Miranda
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A Petrobras é um escândalo enorme, é verdade, mas há inúmeros outros enredos que mereceriam maior atenção do público. Por Bruno Varella Miranda
Espaço Aberto: Importante tendência ideológica anda se esforçando para dominar o ambientalismo brasileiro. Sua mais recente tacada se materializou com o lançamento, pelo governo federal, do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Verdadeiro anticapitalismo no campo. Por Xico Graziano
No momento em que ler este texto, você, leitor(a), provavelmente já terá recebido uma série de notícias sobre o desfecho das eleições na Grécia. O motivo: o seu resultado poderia ter definido o futuro do país na Zona do Euro. Muito do que foi escrito nas últimas semanas aponta, uma eventual vitória do partido de "extrema esquerda", o Syriza, o que representaria um desastre para o país e, quem sabe, para a Europa. Assim, é como se o futuro do capitalismo ocidental no curto prazo dependesse da decisão de um Estado com cerca de 11 milhões de habitantes.
"É um bom modelo, acredito eu, que temos aqui no cerrado. Uma federação que representa várias associações de produtores. Esse modelo, extrapolado para todas as regiões produtoras do país, conseguiria promover uma integração interessante."
"É um bom modelo, acredito eu, que temos aqui no cerrado. Uma federação que representa várias associações de produtores. Esse modelo, extrapolado para todas as regiões produtoras do país, conseguiria promover uma integração interessante."
Em entrevista ao Estadão no mês passado, um conhecido cientista político afirmou que, entre outros setores, "o capitalismo agrário foi para dentro do governo", ou seja, não faz oposição ao governo Lula. Melhor dito: não tem agenda própria. É uma afirmação que a mim incita discussão e merece análise mais detalhada, não somente do seu significado, mas também das suas implicações, caso ela esteja correta. Afinal, o "capitalismo agrário" brasileiro dança apenas a música do governo?
A natureza e causas da formação da riqueza das nações, de sua população, empresas e instituições originou a ciência econômica. Ainda que filósofos tenham se preocupado com a temática, foi somente com Adam Smith ao publicar em 1776 o clássico: "A Riqueza das Nações", que se constituiu efetivamente o que atualmente conhecemos como economia ou economia política. Aliando-se essa nova riqueza com as novas exigências de sustentabilidade sócio-ambiental, temos diante de nós a verdadeira cafeicultura competitiva do século 21.
Quando o executivo da Abic diz "esta é a contribuição de uma entidade responsável e comprometida com os negócios do café", acredito ter sido um lapso, mas concordo com o executivo, quando diz dos "negócios do café", pois é o que lhe interessa: os negócios. Se pensasse no todo falaria agronegócio, que compreendesse: agro (atividade primária) e negócios (indústria e comércio).
Um livro esquecido na estante há alguns meses tem se mostrado uma leitura das mais interessantes. Escrito por uma dupla de peso, <i>Animal Spirits</i> concorreu a uma série de prêmios em 2009. Em parte, os autores, foram ajudados pelo fato de tratarem de questões fundamentais para a compreensão da grave crise de 2008 e as suas consequências. <i>Animal Spirits</i>, porém, vai além disso: apresenta uma série de pontos cuja influência sobre a análise econômica deve ser revista.
No capitalismo, nada é imutável. Uma vez criado pelos humanos, são as ações desses mesmos agentes que podem alterá-lo. No dia a dia, tendemos a pensar que não possuímos o poder de mudar o destino desse complexo arranjo, sobrando a cada um de nós um roteiro pré-estabelecido. Entretanto, podemos sim sermos todos protagonistas, desde que nos lancemos a explorar o novo.
Como acontece em outras áreas - tais como as de tecnologia, de padrões de consumo e até da moralidade pública -, as grandes inovações que marcaram os avanços da civilização demoram a chegar ao Brasil. Essa é uma característica geral de países periféricos que ainda têm um peso relativamente pequeno no cenário internacional.
O produtor brasileiro, como diz o ditado, é como boi no pasto, se soubesse a força que tem não haveria cerca que o segurasse. Temos que entender que o produtor primário tem que ser elo forte na cadeia. A Indústria tem direito de defender seus interesses, e ela é competente para isso. Nós não queremos destruir nada, só queremos o nosso lugar na história do Brasil.
No Brasil, entre 2007 e 2008, foi registrada a venda de 7,8 milhões de hectares a estrangeiros. Os investimentos vindos de fora do país devem contribuir para o aumento da produtividade no campo, o que levará a uma queda dos preços dos produtos agrícolas. Neste cenário, os médios agricultores constituirão o grupo mais sensível a essas alterações.
É interessante observar que, no contexto da turbulência econômica mundial, a agropecuária tenha ocupado lugar de destaque no resultado do PIB brasileiro em 2008. Avançou 5,8%, enquanto a alta acumulada da indústria foi de 4,3%, seguida pelos serviços (4,8%), conforme divulgou recentemente o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Até mesmo nos últimos três meses de 2008, quando se verificou a internacionalização da crise e a manufatura caiu 2,1%, o setor cresceu 2,2% em relação ao mesmo período de 2007. A análise desses números mostra ser a produção do campo decisiva para que o Brasil supere a presente conjuntura negativa, uma das mais graves da história do capitalismo.
É crescente a preocupação com os potenciais "efeitos colaterais" do aparecimento de sistemas de inteligência artificial
Diretor geral e gestora de sustentabilidade do Cecafé destacam a importância da ESG (Ambiental, Social e Governança, sigla em português)
Se a economia brasileira cresceu 5,7% no último trimestre, este recorde se deve, sem dúvida, ao desempenho da agropecuária. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um aumento de 9,2% do setor no período. Um resultado, em grande parte, fruto do trabalho das mais de 1,5 mil cooperativas agropecuárias do País. A busca constante é pela distribuição mais equilibrada dos ganhos. O cooperativismo tornou-se uma maneira de fazer o socialismo moderno. Isto porque o sistema permite sociabilizar o ganho em contraposição ao capitalismo selvagem.
Com tema "Cafés do Brasil: Qualidade com Sustentabilidade", evento contou com a presença de 30 entidades do setor cafeeiro
Antes de avaliar o impacto do relatório Bitter Coffee e da nova legislação estadunidense, convém destacar que ambos refletem uma tendência que vai muito além da agricultura. Por Eduardo Cesar Silva, Luiz Gonzaga de Castro Junior e Angélica da Silva Azevedo.
A somatória de todas as incertezas relacionadas determina, no mercado de commodities, prevalência de viés baixista. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, Eng. Agr., M.S., Pesquisador Científico do IEA; e Paulo Sérgio Caldeira Franco, Analista de Sistemas, agente de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do IEA .
Nesse contexto de instabilidades a adoção de estratégias medidas preventivas são crucialmente importantes. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do Instituto de Economia Agrícola.
O ano de 2013 termina com a luz de alerta acesa para os médios produtores rurais ligados à cafeicultura. Afinal, o preço não ajuda e os custos tampouco. Infelizmente, a tendência é que a luz de alerta siga acesa em 2014, 2015, 2016... Embora um alívio momentâneo seja possível no futuro - as forças do mercado se encarregarão disso - a tendência de médio prazo é preocupante.
A exumação do corpo do ex-presidente João Goulart atiça o passado político. Naquela época, quando se buscava um caminho alternativo para o desenvolvimento, estava na moda xingar o latifúndio. Sem reforma agrária o Brasil não progrediria. A História, porém, desmentiu a pregação nacionalista. Por Xico Graziano
Após enviar semana passada artigo, com repercussões interessantes, oferecendo sugestões de estratégias comerciais e cobrando atitudes dos representantes do setor, o leitor e profissional do café Marco Antonio Jacob renova seu arsenal de ideias para o mercado em novo texto, explorando a relação custo de produção - preço de venda aos cafés grão cru. Confira