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Vantagem econômica no uso de variedades de café resistentes e produtivas

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 06/11/2019

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As variedades de café mais cultivadas no Brasil são a catuaí e a mundo novo, materiais de boas características vegetativas e produtivas, porém suscetíveis às principais doenças do cafeeiro, exigindo práticas de controle químico.

Nos últimos anos cresceu bastante o uso de variedades de café resistentes, especialmente daquelas que mostram resistência à ferrugem e combinam boa capacidade produtiva. Essas variedades apresentam vantagens de viabilizar o controle da doença em condições adversas, como em áreas montanhosas e pequenas propriedades, onde as pulverizações com fungicidas são dificultadas. Além disso, elas permitem diminuir o uso de defensivos, reduzindo desequilíbrios ambientais.

A vantagem maior, no entanto, está no aspecto econômico, pois uma variedade resistente e produtiva diminui o custo de produção do café e melhora a rentabilidade da lavoura. Um exemplo disso pode ser observado no caso da cultivar Arara, cujos dados foram obtidos de parcelas experimentais conduzidas na Fda Experimental de Varginha (MG). Os resultados produtivos, nas nove primeiras safras, em comparação com o padrão catuaí, estão colocados na tabela 1.

Tabela 1 - Produtividade nas nove primeiras safras da cultivar arara em relação ao padrão catuaí, em ensaio na FEX Varginha (MG), 2019.

Verifica-se que a cultivar arara produziu, em média de nove safras, 56.8 scs/há, enquanto a catuaí produziu 35,1 scs.

Para a questão de custo, deve-se considerar que a manutenção da lavoura anualmente, para tratar e colher, ou seja, o custeio tem sido na base de cerca de 12000,00 por hectare. Para o arara pode reduzir cerca de 800,00, que são gastos não necessários nele, pois correspondem ao tratamento de doenças, para as quais o arara é resistente.

Então teríamos 12000,00 dividido por 35.1 scs, correspondendo a um custo de produção de R$ 349,90 por saca, isto para o catuaí, e 11200,00 divididos por 56.8 scs, o que resultaria em R$ 197,20 por saca para o arara. Com relação à margem teórica de receita, teríamos ainda de acrescer algo pela melhor qualidade (peneira e bebida) do café do arara uns 30,00 reais a mais por saca.

Assim, para um preço padrão de 400,00 por saca vezes 35,1 teríamos uma receita bruta de 14.040,00 por há para o catuaí e ao preço de 430,00 por saca vezes 56,8 teríamos 24.424,00 para o arara. A receita líquida seria de 14.040,00 menos 12000,00 ou de 2040,00 por há para o catuaí e para o arara seria de 24424,00 menos 11200,00 ou de RS$13.224,00 por há.

Conclui-se, deste modo, que cultivar uma boa variedade, resistente, significa, além de tudo, uma vantagem econômica significativa, cujos ganhos podem variar dependendo das condições locais.


Cafeeiro da cultivar arara na 2ª safra, na Zona da Mata de MG (esq.), e na 1ª safra, no Norte de MG (dir.), neste um ramo com 22 rosetas e, com média de 25 frutos cada, daria um litro de frutos por ramo.

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