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Recuperação dos cafeeiros pós-poda depende do vigor das plantas

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 09/03/2016

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Por José Braz Matiello e S.R. Almeida- engenheiros agrônomos da Fundação Procafé e Cesar A. Krohling – engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura

A adoção das podas em cafezais tem aumentado muito nos últimos anos, visando promover a recuperação de lavouras e facilitar o manejo dos tratos e da colheita. E, neste processo, a boa brotação e recomposição da ramagem das plantas podadas é essencial, para o retorno mais rápido da produção e, assim, para o sucesso da poda.

A capacidade de rebrota dos cafeeiros está ligada ao vigor das plantas, influenciado, principalmente, pela característica genética da variedade/cultivar e pelo estado nutricional da lavoura.

O vigor é a característica do cafeeiro definida como sua faculdade de recuperação após situações de estresse, seja por carga alta, seja por falta d’água, seja por ataque de pragas/doenças, seja por maltratos na lavoura. A condição da planta podada de início é, também, uma situação de estresse, pois, com a poda ocorre a perda de reservas, pelo corte da folhagem e ramagem dos cafeeiros e, verifica-se, ainda, a morte significativa de raízes das plantas podadas.

No aspecto da genética, existem cultivares/variedades de cafeeiros que possuem maior ou menor vigor, verificando-se, na prática, que respondem de forma diferenciada na sua capacidade de brotação pós – poda.

São exemplos de cultivares muito vigorosos o Mundo Novo, o Conilon, e ligeiramente inferior o Catuai. Nas cultivares novas existe o temor quanto ao vigor das plantas, pois muitas delas tem origem em cruzamentos com materiais menos vigorosos, como o Caturra e o Villa Sarchi (um Caturra da América Central), apesar de retro-cruzamentos com materiais mais vigorosos.

Na pesquisa, o vigor das plantas tem sido avaliado mediante o acompanhamento da produtividade média, por um número maior de safras e através da execução de podas drásticas nas parcelas, para avaliar a recuperação da brotação e da produção em seguida.

Dos novos materiais com tolerância à ferrugem, temos avaliado várias cultivares, tendo evidenciado menor recuperação pós-poda de Sarchimores e Catimores. No caso dos Catucais verifica-se que, provavelmente, pela origem no Icatu (hibrido de arábica x robusta) cruzado com Catuai, a sua capacidade de recuperação pós-poda drástica, seja na recepa, seja no esqueletamento, tem sido bastante superior ao Catuai.

 



Efeito do vigor da cultivar sobre a recuperação de plantas recepadas. Parcela de cafeeiros com baixo vigor e com alto vigor. Ensaio em Marechal Floriano-ES, fevereiro de 2016 



Recuperação de cafeeiros esqueletados três meses pós poda. Planta de Catuai vermelho/81, mostrando ramos laterais inferiores pouco brotados e planta de Catucai amarelo 2 SL com boa brotação. Marechal Floriano-ES, fevereiro de 2016.

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JOSE BRAZ MATIELLO

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 08/11/2016

Sobre o comentário no sentido de esperar o período chuvoso e primeiro recuperar as raizes e então podar, todos os trabalhos de pesquisa, inclusive na Zona da Mata, onde se localiza a área do comentarista,, mostram que quanto mais cedo se podar maior será a safra no pós-poda. Contra dados não se pode argumentar. Matiello
PEDRO DIAS MOREIRA

DIVINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 08/11/2016

Aqui temos orientado aos nossos produtores que para podas de esqueletamento/ recepa a planta tem que ser conduzida sem brotos laterais e bem nutrida e aguardar a chegada da primavera que é quando inicia o período chuvoso na região, para as plantas recuperem mais rápido possível as raízes e  a brotação venha vigorosa. Tem se estendido podas com sucesso até no mês de Outubro...
MARCOS CHARLES UHLIG

SANTA MARIA DE JETIBÁ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/03/2016

eu tenho dois tipos de café no meu sitio. IAPAR 59 e Catucai 2SL. Algumas experiencias que fizemos o IAPAR 59 rebrotou até bem, porém demorou muito para produzir novamente e se formar como planta formada novamente, já o catucaí 2SL rapidamente se formou arvore novamente e produziu bem já no segundo ano após a poda total do pé.
ADELBER VILHENA BRAGA

CAMPESTRE - MINAS GERAIS

EM 10/03/2016

        Vigor é uma questão intrínseca a cada variedade de café. No entanto, alguns produtores ainda tem o hábito de reduzir adubações ou mesmo cessá-las no ano em que antecede podas por recepa ou esqueletamento.

        Isso tem causado um grave esgotamento e posterior depauperamento das lavouras, o que dificulta seriamente a reforma da lavoura.

        Muitas plantas acabam morrendo, e as que brotam ficam fracas e sujeitas a todo tipo de doença, postergando sua formação e consequentemente comprometendo a rentabilidade da lavoura.

        Isso pra não citar que lavouras mau nutridas apresentam maior percentual de frutos chochos, peneira menor e maior catação, causando prejuízos quantitativos e qualitativos.
DARWIN PARRAGA

ESTUDANTE

EM 10/03/2016

Exelente