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Necessidade de calagem para a cultura do café

POR ANDRÉ GUARÇONI M.

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 12/07/2006

8 MIN DE LEITURA

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A maioria dos solos utilizados para o cultivo do café no Brasil, apresenta características químicas inadequadas para o pleno desenvolvimento das plantas e para a obtenção de elevadas produtividades.

Dentre essas características, podem-se citar: elevada acidez, altos teores de Al trocável (Al3+) e deficiência dos nutrientes Ca e Mg, as quais são inadequadas por efeitos diretos ou indiretos sobre as plantas. A elevada acidez do solo (baixo pH) se caracteriza por efeito direto dos íons H+ sobre as raízes, além de reduzir a disponibilidade de diversos nutrientes e aumentar o efeito da toxidez de alumínio, como demonstrado na Figura 1; altos teores de Al3+ no solo são tóxicos para as plantas e a deficiência de Ca e Mg por si só já se explica, uma vez que estes são elementos essenciais para a nutrição adequada das plantas.

A calagem, ou seja, a aplicação de calcário, se realizada corretamente, pode corrigir ou atenuar esses efeitos negativos, elevando o potencial agrícola dos solos e, conseqüentemente, aumentando a produtividade das lavouras.


Fonte: Malavolta, 1989

Figura 1 - Efeito do pH na disponibilidade dos nutrientes e do alumínio em sua forma tóxica (Al3+).

Corretivo da acidez do solo

Um composto só pode ser denominado como corretivo da acidez se é capaz de fornecer grupamentos OH- para o meio, no caso, o solo. Esses grupamentos ligam-se aos íons H+ presentes no solo, responsáveis pela acidez, formando água (H2O), que é neutra, elevando o pH. Assim, deve-se considerar o calcário como um corretivo da acidez do solo, pois é composto, principalmente, por quantidades variáveis de carbonato de cálcio e de magnésio.

A dissociação dos carbonatos libera OH- para o meio, corrigindo a acidez, além de neutralizar o Al3+ e fornecer cálcio e magnésio. O Gesso, apesar de ser fundamental para alcançar elevadas produtividades na cafeicultura, não pode ser considerado um corretivo da acidez, pois não fornece OH- e, conseqüentemente, não eleva o pH do solo.

Determinação da necessidade de calagem

A necessidade de calagem não está somente relacionada com o pH do solo, mas, também, com sua capacidade tampão e sua capacidade de troca de cátions. A capacidade tampão pode ser definida como a capacidade do solo em manter inalterada a concentração de H+ em solução quando adicionadas doses crescentes de corretivo.

Solos mais tamponados (maior capacidade tampão), necessitam de mais calcário para elevar seu pH do que solos menos tamponados (menor capacidade tampão). A capacidade tampão relaciona-se diretamente com os teores de argila e de matéria orgânica do solo, assim como com o tipo de argila.

Quanto maiores os teores de argila e de matéria orgânica do solo, maior quantidade de calcário deve ser utilizada para corrigi-lo. Em nossos solos a qualidade da argila não é muito relevante, pois a grande maioria destes apresenta argila de baixa atividade.

Os objetivos, as características do solo avaliadas e os próprios conceitos dos critérios utilizados para a recomendação de calagem são variáveis. Basicamente existem dois importantes métodos para o calculo da necessidade de calagem, que visam atingir objetivos distintos e geram recomendações de diferentes quantidades de corretivo.

Entretanto, dependendo da situação, um dos dois métodos é mais adequado para se determinar a necessidade de calagem, cabendo aos responsáveis pela nutrição das lavouras cafeeiras selecionar as informações disponíveis, definir o método a ser utilizado e até que ponto a calagem é adequada à cultura.

Para se estimar a necessidade de calagem (NC) são utilizados dois métodos amplamente aceitos e difundidos: O "Método da neutralização do Al3+ e da elevação dos teores de Ca e Mg trocáveis" e o "Método da saturação por bases".

Método da neutralização do Al3+ e da elevação dos teores de Ca e Mg trocáveis

Nesse método, procura-se, ao mesmo tempo, neutralizar o alumínio do solo e suprir a necessidade da cultura em Ca e Mg. Sua fórmula para cálculo é simples e necessita-se de quatro informações fornecidas pela análise de solo: o teor de Al3+ (em cmolc/dm3), os teores de Ca e Mg trocáveis (em cmolc/dm3) e uma característica do solo que estime sua capacidade tampão da acidez.

Existem duas características que estimam a capacidade tampão da acidez: o teor de argila e o fósforo remanescente (P-rem). O P-rem é um estimador da capacidade tampão mais adequado do que o teor de argila, pois informa, indiretamente, sobre a qualidade dessa argila, ou seja, sobre a capacidade da argila em promover reações químicas no solo.

Por esse método, a necessidade de calagem (NC, em t/ha) é assim calculada:

NC = Y x Al3+ + [X - (Ca2+ + Mg2+)], (Eq. 1), em que:

NC = Necessidade de calagem, em t/ha.

Al3+ = teor de alumínio trocável do solo, em cmolc/dm3.

Ca2+ = teor de cálcio trocável do solo, em cmolc/dm3.

Mg2+ = teor de magnésio trocável do solo, em cmolc/dm3.

X = valor variável em função dos requerimentos de Ca e Mg pela cultura (para o cafeeiro, o valor definido por inúmeras pesquisas e publicações é de 3,5).

Y = valor variável em função da capacidade tampão da acidez do solo e que pode ser definido de acordo com a textura do solo ou com o teor de P-rem do mesmo, como mostrado nos quadros abaixo:


Ou

* O P-rem é determinado com solução de CaCl2 10 mmol/L, contendo 60 mg/L de P, na relação solo:solução de 1:10.

OBS: Se na análise de solo não for determinado o teor de argila, nem o valor de P-rem, deve-se utilizar os valores de Y correspondentes à textura do solo. Neste caso, caberá ao profissional responsável pela recomendação estimar o teor de argila. Portanto, não há justificativa para não se utilizar esse importante método de determinação da NC.

Método da saturação por bases

Nesse método considera-se a relação existente entre o pH e a saturação por bases do solo (V). Procura-se, por meio da calagem, atingir determinado valor de saturação por bases, o que corrige, indiretamente, a acidez do solo. Quanto maior a saturação por bases, maior o pH do solo e vice-versa. A fórmula para cálculo é ainda mais simples do que a do método anterior, necessitando de apenas duas informações fornecidas pela análise de solo: A CTC a pH 7 (T), em cmolc/dm3, e a saturação por bases (V), em %.

Por esse método, a necessidade de calagem (NC, em t/ha) é assim calculada:

NC = T(Ve - Va)/100, (Eq. 2), em que:

NC = Necessidade de calagem, em t/ha.

T = CTC a pH 7, em cmolc/dm3.

Ve = Saturação por bases desejada ou esperada (para o cafeeiro a saturação por bases mais aceita atualmente é de 60 %).

Va = Saturação atual do solo, em %.

Quantidade de calcário a ser aplicada

A NC calculada por qualquer das fórmulas apresentadas anteriormente indica a quantidade de calcário com PRNT = 100 % a ser incorporado por hectare, na camada de 0 a 20 cm de profundidade. Portanto, é uma dose de calcário teórica. Na realidade, a determinação da quantidade de calcário a ser aplicada deve levar em consideração:

a) A percentagem da superfície do terreno a ser coberta pela calagem (SC, em %).

b) Até que profundidade será incorporado o calcário (PF, em cm).

c) O poder relativo de neutralização total do calcário a ser utilizado (PRNT, em %).

Assim, a quantidade de calcário a ser aplicada (QC, em t/ha) será:

QC = NC x (SC/100) x (PF/20) x (100/PRNT) (Eq. 3)

- Para aplicação de calcário em faixas, na linha de plantio, utiliza-se SC = 75 %.

- Para aplicação de calcário em cobertura, sem incorporação, utiliza-se PF = 7 cm.

- Para aplicação de calcário em covas de 40 x 40 x 40 cm, utilizar a seguinte equação:

QC = NC x 32 x (100/PRNT) (Eq. 4);

nesse caso o resultado será dado em g/cova de calcário.

Decisão sobre qual método utilizar para determinar a NC

A decisão sobre qual método utilizar cabe unicamente ao responsável pela nutrição da lavoura de café. Este deve considerar todas as informações disponíveis, mas, principalmente, os resultados da análise química do solo. Além disso, o profissional deve estar ciente dos detalhes técnicos que envolvem cada método de determinação.

O método da saturação por bases é um bom método, pois geralmente propicia as menores doses. Entretanto, quando a CTC do solo é baixa, como em solo arenoso, este método tende a gerar uma dose de calcário insuficiente para suprir a necessidade das plantas de café em Ca e Mg. Portanto, não seria adequado para esse tipo de situação.

O método da neutralização do Al3+ e elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+, por outro lado, pode, em algumas situações, originar doses que ultrapassem o valor da CTC total do solo (T), o que certamente elevaria o pH do solo a valores muito próximos ou maiores a sete, fato completamente indesejável.

Assim, é necessário considerar todos esses fatores, para que a recomendação de calagem seja a mais correta possível. De posse dessas informações, o profissional calcula a NC pelas duas fórmulas apresentadas (Eq. 1 e Eq. 2) e segue os seguintes passos para decidir sobre qual resultado utilizar:

Passo 1) utilizar a menor dose (NC, em t/ha) calculada por qualquer um dos métodos, geralmente a dose calculada pelo método da saturação por bases é a menor (Eq. 2).

Passo 2)

- Se a dose definida no Passo 1 é maior do que a necessidade da cultura em cálcio e magnésio [X - (Ca2+ + Mg2+)], esta é a dose indicada.

- Se a dose definida no Passo 1 é menor do que a necessidade da cultura em cálcio e magnésio [X -(Ca2+ + Mg2+)], utilizar o método da neutralização do Al3+ e elevação dos teores de Ca2+ + Mg2+ (Eq. 1).

Passo 3)

- Se a dose definida no Passo 2 for menor que o valor da CTC a pH 7 (T), esta é a dose indicada.

- Se a dose definida no Passo 2 for maior que o valor da CTC a pH 7 (T), utilizar como NC o próprio valor da CTC a pH 7 (T), em t/ha.

Seguindo os passos acima descritos, será determinada a melhor dose da NC para o solo de qualquer lavoura de café. Com essa informação em mãos (NC, em t/ha), basta calcular a quantidade de calcário a ser aplicada, utilizando-se as Equações 3 ou 4.

Algumas pessoas, no entanto, dirão que esse tipo de cálculo para a NC é difícil e complicado. Realmente, é um pouco mais difícil e um pouco mais complicado do que a utilização de apenas uma das fórmulas.

Mas, difícil e complicado, mesmo, é ver a produção de uma lavoura de café comprometida por erros cometidos em um detalhe irrisório como o cálculo da necessidade de calagem, ou, pior ainda, mais difícil, e muito caro, é reverter o efeito nocivo de uma supercalagem sobre o potencial agrícola de um solo.

Bilbiografia citada:

MALAVOLTA, E. ABC da adubação. Editora Agronômica CERES, São Paulo, 1989.

ANDRÉ GUARÇONI M.

D.Sc. em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa-MG. Pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper)

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WANDERLEI FERREIRA DA SILVA

SIMONÉSIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 19/07/2021

Ola eu preciso calcario i adubo meu zap
ANDRÉ GUARÇONI M.

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/07/2016

Prezado Luiz Henrique,



Essa é uma questão que em teoria levanta boa discussão. Entretanto, na prática, não há muito o que discutir. 10 cm parece ser o mais adequado, pois seria aplicada 1/2 da dose. Menos do que isso pode levar à deficiência de Ca e Mg.



Atenciosamente,



André Guarçoni
LUIS HENRIQUE PIROLA

COROMANDEL - MINAS GERAIS

EM 25/07/2016

boa tarde

para quem for aplicar o calcario superficial, qual PF mais adequado? 5, 7 ou 10?
JAIR VALADARES FILHO

CORONEL FABRICIANO - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 21/02/2016

muito bom este artigo sobre incampatibilidade,parabens.utilizo calcario com frequencia na chacara,coloco o calcario no fundo da cova ,a seguir o esterco e finalmente o super simles ,na parte superior da cova ,este procedimento ameniza a incompatibilidade.se nao o que devo fazer?nao tenho area aravel. grato jair
FABRICIO

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 08/12/2015

Boa tarde a todos,



Eu desenvolvi o AppGrow que realiza os cálculos para Calagem, Gessagem, Adubação para o Plantio da Soja e muito mais.

Disponível no site: https://itunes.apple.com/us/app/appgrow/id1030900144?mt=8



Obrigado a todos.
MAURI

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 26/08/2015

Parabenizo ao nosso amigo Dr. André Guarçoni Martins pela brilhante matéria sobre o tema aplicação de calcário  na lavoura de café, além da clareza e objetividade.



Mauri
SIRLEY

SÃO DOMINGOS DO NORTE - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 17/07/2015

Boa tarde, tenho uma lavoura de cafe de 8 meses, depois de tds os procedimentos de adubaçao para o plantio, ja realizei outras adubacoes, FTE,  CALAGEM COM ADUBO ORGANICO, UREIA, e por utimo 190419, respectivamente, indicaria algo mais? uma vez q esta lavou esta com aproximadamente 80cm de altura, e aparentemente com folhas muito vicosas. Indicaria ainda algum foliar?

desde ja agradeco!!

Sirley ES
VINICIUS MORIBE PEREIRA

LAVRAS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 13/09/2014

Prezado André,



Estou fazendo os cálculos com as duas equações, porém aprendi com uma outra fórmula. As duas fórmulas chegam ao mesmo resultado?



NC = Y x [Al3+ - (mt x t/100)] + [X - (Ca2+ + Mg2+)], nesta fórmula posso utilizar o p-rem?



NC = Y x Al3+ + [X - (Ca2+ + Mg2+)], (Eq. 1)



Desde já agradeço
ANTONIO

MONTANHA - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE

EM 01/08/2014

estou fazendo curso técnico auxiliar em agropecuária e eu gostaria de saber ou seja de uma explicação  de como descobrir os valores para a necessidade de calcário. dês de já  Antonio De Pádua Tiburtino agradece o amigo.
FABRICIO REZENDE

ITAJUBÁ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 25/10/2013





Boa noite meu irmão,



Vou aplicar calcário para 417 plantas/ha em numa cova de 80 x 80 x 80. O PRNT será de 80% e saturação de bases da cultura para 70%. O meu T: 10,46 e o V%: 15,91



--> Pela fórmula da saturação por bases encontrei a necessidade de 5.657 t/ha.



--> Usei também um outro cálculo que leva em consideração o PRNT, profundidade e % na area de plantio referente ao ha. Qc=(sc/100) x (pf/20) x (100/prnt) por esta formula achei a necessidade de calagem de 943,5 kg por ha. Dividindo este número por plantas em um ha temos 2,26 kg de calcário por cova (80x80x80).



Estou certo?
SOLOS@IAC.SP.GOV.BR

AGUDOS - SÃO PAULO

EM 26/04/2013

IAC não recomenda uso de fertilizantes minerais fluidos (comercializados como "calcário líquido") para corrigir acidez do solo



O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, vem a público comunicar que, com base em resultados de pesquisas científicas, não aprova ouso de fertilizantes minerais fluidos, que vêm sendo comercializados como "calcário líquido", visando à correção da acidez do solo. Portanto, o IAC não autoriza a associação de seu nome com qualquer recomendação de correção de acidez do solo por meio de fertilizantes minerais fluidos ("calcário líquido"). O IAC somente recomenda o uso de materiais corretivos de acidez que atendam às exigências legais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, contidas na Instrução Normativa Nº 35/2006.

O Instituto trabalha há muitos anos no desenvolvimento de recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Essas recomendações são permanentemente atualizadas em função da evolução das práticas de manejo do solo e das culturas estudadas. Além de trabalhos em laboratório, para elaborar estas recomendações são realizados muitos  ensaios em campo, sob diferentes condições edafoclimáticas e sistemas de manejo.

Orientações oficiais do IAC para correção de problemas associados à acidez do solo podem ser consultadas nas seguintes publicações: Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Boletim técnico n.° 100. Editores: Bernardo van Raij, Heitor Cantarella, José Antonio Quaggio e Ângela Maria Cangiani Furlani. Campinas, IAC, 1997.

Acidez e calagem em solos tropicais. Autor: José Antonio Quaggio. Campinas, IAC, 2000.

Gesso na agricultura. Autor: Bernardo van Raij. Campinas, IAC, 2008.

Dúvidas em relação ao uso de fertilizantes minerais fluidos devem ser endereçadas ao Centro de Solos e Recursos Ambientais do IAC, pelo e-mail solos@iac.sp.gov.br, ou para Instituto Agronômico, Centro de Solos e Recursos Ambientais, Caixa Postal 28, CEP: 13012-970 Campinas, SP.
LUIZ YOKIMASA

CURITIBA - PARANÁ

EM 07/03/2013

Caro Andrè Guarçoni,



Sou consultor tecnico/comercial ná  área de Calcarios  a 28  anos, procuro estabelecer parcerias com meus clientes e assim sendo,  obtive  muito êxito com diversos produtores de batatas especialmente  no Pr, e alguns em Minas  e até  da  Bahia. Isto ocorre porque fornecço  os melhores  Calcarios tanto Dolomitico, como o Calcitico, nestes especialmente  os  finos (filler). Fui criado  na  Lavoura de café e teria a maior satisfação de poder levar  aos  produtores de café os meus conhecimentos para levar os melhores  calcarios,  para atendê-los., estou em Curitiba Cel 41-9909 5775 Luiz  Yokimasa.

Parabenizo você  pelo exelente trabalho nesta  área e por  esclarecer tantas dúvidas a leigos  como eu. Gostaria que  me enviasse em meu email:calfimasa@gmail.com orientações de  como posso ter   acesso   ao  seu trabalho referente a cafeicultura e outros.

Parabéns !!  Muito obrigado!!



Luiz  Yokimasa/ Ctba  Pr
ANDRÉ GUARÇONI M.

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PESQUISA/ENSINO

EM 08/01/2013

Prezado Sérgio Grupioni,

Nada como a observação minuciosa das evidências, certo?

Sucesso.

André Guarçoni M.

SERGIO GRUPIONI

MANTENA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/11/2012

Esse calcáreo líquido está sendo vendido como uma verdadeira revolução tecnológica. Do jeito que está sendo feito é uma enganação aos produtores.


A quantidade recomendada pelos vendedores, além de ser muito mais cara que o calcáreo, deixa "traços" de Ca e Mg no solo, e nem corrige acidez, nem fornece estes elementos em quantidades necessárias às plantas.


Se utilizam de fotografias e folders bem produzidos e  velhas técnicas de como enganar aos incautos.


Merece averiguação das autoridades e do MAPA.
RODRIGO SOUSA

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 22/11/2012

Prezados senhores:


Tenho visto alguns cafeicultores substituirem o calcário em pó pelo chamado "calcário líquido". Alguem tem experiência de longo prazo com esse calcário líquido? Gostaria de saber se o calcário líquido tem o mesmo efeito residual do calcário em pó e se essa substituição é compensadora em termos de custo.


Obrigado pela atenção.
CLAYTON RIBEIRO ALEGRE

SÃO JERÔNIMO DA SERRA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 13/11/2012

Prezado André..

Venho agradecer a sua gentileza em me sanar a duvída pertinente a minha pergunta..

O cálculo foi feito para uma área total..Com incorporação do mesmo..

Abraços..
ANDRÉ GUARÇONI M.

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PESQUISA/ENSINO

EM 13/11/2012

Prezado Clayton Ribeiro Alegre,

Você pode aplicar a Quantidade de Calcário (QC) que calculou. A Necessidade de Calagem (NC) é relativa à aplicação num hectare inteiro, com o calcário incorporado até 20 cm de profundidade com arado e grade. Se você fará aplicação em faixas, em 50 % da área, deve aplicar a metade da NC. Portanto, você está correto.

Mas tenho uma dúvida. Não ficou claro na sua pergunta se você vai aplicar o calcário em superfície, sem incorporação. Se assim for, você deve utilizar a PF de 10 cm, ou seja, vai reduzir ainda mais a QC. Muita gente ainda erra quanto à aplicação de calcário, mas vejo que não é o seu caso.

Você está certo, o que importa é a Quantidade de Calcário (QC). Em um caso apenas a QC é igual a NC: aplicação de calcário em área total, com incorporação até 20 cm de profundidade via aração e gradagem.

Abraços.

André Guarçoni M.
CLAYTON RIBEIRO ALEGRE

SÃO JERÔNIMO DA SERRA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 21/10/2012

Ola André.

Tenho uma duvida pertinente a este assunto. Tenho uma análise que a sat. de base está em 23,4%. Fazendo os calculos pede 6,09 ton/ha pela saturação de base pelo ponto de vista é uma grande quantidade e teria que realizar em 2 vezes, e não quero jogar este tanto. Usando este dados na formula que vç menciona, usando Sc: 50, PF: 20cm, PRNT: 80%. Me dá um resultado de 3,80 ton/ha. Minha dúvida é: de 6,09 ton/ha, para 3,80 ton/ha, os resultados são os mesmos pois não a importa a nessecidade de calagem e sim a quantidade de calcario? Pois visando em economizar no custo final de produção..Posso usar está formula para o paraná ?

grato..
DIMAS MARQUES DE SOUSA

ITAMOGI - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/10/2008

Ola André,

Sou técnico agrícola e trabalho na região de Itamogi/MG. Gostaria de saber se é viável fazer uma pulverização com fungicida nesse período juntamente com os micro nutrientes Ca, B e também P30. Obrigado.
ANDRÉ GUARÇONI M.

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/01/2008

<b>Prezado Allan de Oliveira Barbosa,</b>

A Soma de bases (Ca2+ + Mg2+ + K+) nem sempre é menor do que o valor de Al3+. Isso ocorre em solos muito intemperizados, ácidos e pobres em nutrientes, ou seja, nos solos que mais necessitam de calagem.

Fazer a média entre os resultados das duas fórmulas não é adequado, pois, nesse caso, você estaria misturando dois conceitos diferentes, sem saber, exatamente, onde quer chegar.

A minha sugestão simplificada é a seguinte: em solo argiloso (elevada CTC pH 7; T) utilize qualquer um dos métodos. Em solo arenoso (baixa CTC pH 7; T) utilize o método da neutralização do Al3+ e elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+, mas sempre de olho em T. Se o resultado for maior do que T, utilize o valor de T, em t/ha, como a necessidade de calagem.

Qualquer dúvida volte a escrever para o CaféPoint.

André Guarçoni Martins.
CaféPoint AgriPoint