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Bicho-mineiro do cafeeiro ataca mais com poeira

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 05/10/2016

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Por José Braz Matiello – engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, P.R. Reis – pesquisador da Epamig e Acelino Andrade Neto – gerente da Fazenda Rio do Barro

Em cafeeiros sujeitos a poeira, localizados na beira de estradas ou carreadores, tem sido verificado um maior ataque de bicho-mineiro na folhagem. O bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é a praga mais importante da lavoura cafeeira, devido aos danos que provoca, com a redução da área foliar e com a desfolha acentuada das plantas.

Forte ataque de bicho-mineiro em cafeeiros situados ao lado de estrada, com acumulo de poeira na folhagem – Bonito (BA), setembro de 2016 // Foto: Procafé
Forte ataque de bicho-mineiro em cafeeiros situados ao lado de estrada, com acumulo de poeira na folhagem – Bonito (BA), setembro de 2016

As principais condições que favorecem o ataque da praga se relacionam ao clima mais quente e seco, através da ocorrência de períodos de falta de chuvas e, ainda, por desequilíbrios por defensivos e de inimigos naturais.

No campo, um fator localizado pode também influenciar no agravamento do ataque de bicho-mineiro é do empoeiramento da folhagem do cafeeiro. Isso ocorre por efeito de proximidade de estradas de terra ou de carreadores, por onde transitam veículos. Como diz, mais ou menos, a música: “levantam poeira e o bicho-mineiro dá a volta por cima” da folhagem.

Embora não se tenha, ainda, uma comprovação científica desse fato, as observações de campo são muito nítidas em apontar a correlação direta, entre a condição de poeira sobre as folhas e a intensidade do ataque de BM.

Vamos, então, pra parte mais difícil - explicar o porquê disso. Para o caso do ácaro vermelho (O. ilicis) sabe-se, com comprovação experimental, que ocorre a retirada de umidade da folha pela poeira, e essa situação de baixa umidade favorece a reprodução do ácaro. Sendo assim, uma das hipóteses que pode explicar o maior ataque de bicho-mineiro seria, também, essa questão de menor umidade. É conhecido que lavouras mais arejadas e ensolaradas sempre se correlacionam com maior ataque dessa praga, ou seja, ataque mais intenso com baixa umidade.

Pode-se ainda, suspeitar da poeira estar afetando mais os inimigos naturais do bicho mineiro, como fungos e himenópteros, parasitas ou predadores, diminuindo a ação desses inimigos da praga.

A presente nota técnica tem por objetivo alertar os técnicos, que assistem os produtores, a passarem a observar esse aspecto de efeito da poeira sobre as pragas do cafeeiro. Dentro do possível, localizar melhor as lavouras ou constituir barreiras vegetais para reduzir o empoeiramento, ou mesmo caprichar mais no controle nessas áreas mais expostas a poeiras.


Detalhes de folhas empoeiradas e fortemente atacadas pelo bicho mineiro, em Bonito (BA), setembro de 2016 / Foto: Procafé  Detalhes de folhas empoeiradas e fortemente atacadas pelo bicho mineiro, em Bonito (BA), setembro de 2016 // Foto: Procafé

Detalhes de folhas empoeiradas e fortemente atacadas pelo bicho mineiro, em Bonito (BA), setembro de 2016

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JOSÉ ADAUTO DE ALMEIDA

MARUMBI - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/10/2016

Tenho observado aqui na região de Jandaia do Sul / Paraná que os talhões de café da beira da estrada sofrem maior infestação do bicho mineiro do que os mais afastados, conforme você descreve Matiello.