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Produtores de café poderão restringir vendas no mundo

POR EQUIPE CAFÉPOINT

PRODUÇÃO

EM 14/12/2017

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Foto: Felipe Gombossy/Café Editora 
Hoang Thi Thom, proprietária de uma plantação de café em Dak Lak, província de maior produção no Vietnã – segundo maior produtor de robusta, ficando atrás apenas do Brasil – não está entusiasmada em vender sua safra deste ano.

Com a queda de 18% dos preços do grão em 2017, Thom vendeu apenas uma pequena parte das sete toneladas que espera obter nesta temporada: “nós sofreríamos uma grande perda se vendêssemos as sacas a este preço”, disse. A produtora planeja guardar o resto para depois do TET, celebração do ano novo lunar que acontece em meados de fevereiro.

Ela não está sozinha. A mais de 17 mil quilômetros de distância, no Brasil, o produtor João Luís Carneiro Vianna está reservando metade de sua colheita, 30% a mais do que costuma guardar. Os preços dos grãos arábica que ele produz tiveram uma queda de 8% este ano.

Essa relutância dos produtores em vender a preços muito baixos poderia frustrar as apostas dos especuladores, que esperam que um excesso de oferta enfraqueça ainda mais o mercado. Perspectivas como os maiores cultivos no Vietnã este ano, colheita abundante no Brasil em 2018 e o excedente resultante, reduziram os preços.

Segundo Erick Llull, chefe de pesquisa de café da empresa suíça Export Trading Group (TSG), é previsto um excedente de 5,5 milhões de sacas em 2018-2019. José Sette, diretor executivo da Organização Internacional do Café, disse em uma entrevista na cidade de Ho Chi Minh, principal centro financeiro do Vietnã: “estes são dois países onde os produtores são mais sofisticados. Os preços atuais não são atraentes para os produtores. Não há entusiasmo para vender rapidamente”.

De acordo com o Intimex Group, maior exportador do país, a produção vietnamita deverá aumentar entre 5% e 10% após os produtores se recuperarem das chuvas fortes que afetaram as lavouras no ano passado. No Brasil, os operadores esperam que a produção aumente, já que os arbustos de arábica irão entrar em sua maior produção em um ciclo de dois anos. Alguns até apostam em uma safra excepcional, com um recorde de produção.

Embora os aumentos em ambos os países possam reverter a escassez de 3,1 milhões de sacas – estimada pelo TSG – na estação que começou em alguns países no dia 1º de outubro, o acúmulo poderia remover temporariamente um excedente no mercado. Uma parte também seria usada para repor os estoques reduzidos, tanto no Brasil quanto no Vietnã.

Segundo o exportador Comexim LTDA, no Brasil, os estoques de café cairão em 61%, chegando a 1,04 milhões de sacas até junho de 2018, na cidade brasileira de Santos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que, no Vietnã, na última estação, os estoques caíram 69%, chegando a 1,81 milhão de sacas. Este é o nível mais baixo desde 2011-2012.

As informações são do Bloomberg / Tradução Juliana Santin

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ELDER G. BALDON

NOVA VENÉCIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/12/2017

Preste atenção produtores se vcs estocarem 30% do seu café, não em cooperativas e sim em seus armazéns próprios , terão preços firmes. Pois os especuladores fazem a conta como se vcs estão desesperados para vender e entregarão fácil seu produto. Lembrete, o café em seu armazém é seu, vc vende se quiser.