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Broca-do-café: produtores precisam redobrar os cuidados nas lavouras

PRODUÇÃO

EM 25/07/2017

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Da redação 

Cafeicultores estão precisando redobrar os cuidados nas lavouras por conta da broca, um inseto que se alimenta do fruto do café, destruindo a parte interna do grão e trazendo perdas quantitativas e qualitativas ao agricultor. 

Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
                                Foto: Felipe Gombossy/Café Editora

Recentemente, um vídeo circulou na internet mostrando uma infestação da praga em um armazém de café. Segundo o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, André Luís Alvarenga, o cenário é comum quando há falta de cuidado. "A broca vem da lavoura, mas se você guardar o café por muito tempo, com brocas vivas, a capacidade de aumento e reprodução é muito grande", explicou.

Para a safra 2017/2018 foi observado que a broca está fazendo aproximadamente 3 ciclos, destruindo uma quantidade muito grande de frutos. Estudos realizados na Fundação Procafé em Varginha, município brasileiro localizado na região do Sul de Minas Gerais, apontaram mais de 90% de grãos brocados em algumas lavouras da fazenda.

"Hoje a broca é uma realidade de dificuldade. No Brasil, a praga tem uma tendência de evoluir na monocultura do café. Em colheitas onde a mecanização é mal feita, deixando frutos para trás, aumenta muito a quantidade de insetos", diz Alvarenga. 

Com a proibição do Endosulfan no mercado, inseticida bastante tóxico, os produtores tiveram que ter mais cuidado com a proliferação da praga. De acordo com o engenheiro agrônomo, a doença pode ser combatida com manejo integrado de qualidade, desde que realizado entre 90 e 120 dias da florada principal.

"A partir de agora o produtor deve se conscientizar que ele tem que se adequar a nova realidade. Ele tem que buscar um manejo integrado, que seja em uma colheita mais eficiente, tentando retirar o máximo possível os frutos da sua lavoura. Deve também utilizar podas, com manejo racional e adequado de inseticidas, de maneira a não ter excesso e ter sucesso na aplicação", finaliza. 

Abaixo, assista a entrevista na íntegra:

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JOÃO BATISTA VIVARELLI

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/07/2017

Bom dia!

Como sempre os técnicos da Fundação Procafé estão transmitindo informações muito importantes.
WALCI NUNES LEITAO

SANTO ANTÔNIO DO AMPARO - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/07/2017

Só vender veneno não basta. O mais importante é o monitoramento nas fases corretas. Só maquinários novos não adianta.
MATEUS DE OLIVEIRA

ESPÍRITO SANTO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 27/07/2017

Gostaria de saber como é realizado o manejo de controle biológico e se a Beauveria é eficiente no controle da praga?
MARCOS BIANCONCINI TEIXEIRA MENDES

SERRA NEGRA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2017

Já visitei, consultei, periciei e auditei lavouras de café em 5 estados brasileiros, de 0,5 a mais de 3.000ha de café e infelizmente em mais de 90% dos casos encontrei grãos não colhidos nas lavouras, ou não varridos.

E o uso do MIPD nem sempre é bem feito, naqueles que utilizam a técnica.

A assistência de um profissional qualificado faz a diferença nesse caso, pois até a época de aplicação muitas vezes é errada.
LUIZ ANTONIO GOBEL

NOVA RESENDE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/07/2017

Isto é o resultado da desinformação e do pouco caso das autoridades, que deveriam valorizar quem vem sustentando o Brasil. Ao invés disso escondem dados ou super avultam os produtores com fixação de preços mínimos irrisórios do café dentro do país para ser usado como parâmetro internacional...


MURILO DE FREITAS FERRACIN

MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2017

Não existe um produto eficaz contra esta praga. Em pouco tempo estaremos colhendo lavouras com altíssimas "catações" em suas classificações. O mais seguro é tentar fazer uma colheita e varreção muitíssima bem feita. Nenhum dos produtos existentes funciona.

O que está acontecendo é um desespero total dos produtores, utilizando dosagens de produtos altíssimas e causando um desequilíbrio ao meio ambiente.

Temos que torcer para as autoridades competentes tomarem alguma providência, o restante é só comercial.