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100 propriedades cafeeiras de MG devem receber o selo de certificação UTZ

PRODUÇÃO

EM 06/11/2017

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Da redação

Em Minas Gerais, a parceria firmada entre o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a organização holandesa UTZ tem despertado cada vez mais o interesse dos produtores. Até o final de 2017 cerca de 100 propriedades cafeeiras do estado devem receber o selo de certificação UTZ, um dos mais reconhecidos mundialmente, que atesta que a fazenda atende parâmetros sociais, garante o trabalho remunerado, respeita o meio ambiente e adota boas práticas de fabricação.

Foto: Café Editora
                                                 Foto: Café Editora

Segundo a certificadora holandesa, para obter o selo os cafeicultores mineiros precisam adaptar as propriedades para atendimento de 28 normas obrigatórias em cinco áreas: lavoura, rastreabilidade, responsabilidade ambiental e social, capacitação e gestão da propriedade. De acordo com o diretor geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães, a UTZ reconhece que a certificação do Sistema de Agricultura de Minas Gerais, feita pela Emater e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária, tem as mesmas características e qualidades da certificação deles. 

"Houve uma equivalência, de forma que, hoje, as propriedades da agricultura familiar certificadas pelo IMA podem receber o selo da UTZ sem novas auditorias ou custos. As fazendas de maior porte que possuem a certificação estadual também podem requerer o selo e a taxa cobrada custa cerca de 20% do valor praticado fora da parceria. É uma certificação internacional que abre mercados”, explica Magalhães. 

O ganho da certificação está na gestão da propriedade, na agregação de valor no ponto de vista ambiental e da responsabilidade social. Em Minas Gerais, mais de 50 propriedades têm o selo UTZ: "temos 1,2 mil propriedades certificadas pelo IMA que podem solicitar a certificação UTZ. O número de unidades com os dois selos tende a aumentar porque os produtores não conheciam a certificação da UTZ", disse o diretor. 

O café vem aumentando o status de alimento gourmet, sendo assim, a certificação agrega valor ao produto, fazendo com que o cafeicultor invista cada vez mais em melhorias na lavoura: "estamos recebendo diversas missões internacionais. Os compradores vêm em busca de cafés de qualidade e certificados que garantam as boas práticas de produção, o uso correto de produtos químicos, a não utilização de mão de obra escrava e a adoção de práticas que não agridam o meio ambiente", finaliza Magalhães.

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