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Falta de informação do produtor é o principal motivo para a não aderência ao Programa ABC

MERCADO

EM 24/04/2012

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Em março de 2012 os Portais da Agripoint lançaram uma enquete aos seus leitores: "Você já aderiu ao Programa Agricultura de Baixo Carbono?".

O intuito da enquete era entender quais são os interesses e as dificuldades que produtores de todo país tem em relação ao Programa ABC - Agricultura de Baixo Carbono. O Programa ABC foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e apresenta como ideia principal que a produção agrícola e pecuária garanta mais renda ao produtor, mais alimentos para a população e aumente a proteção ao meio ambiente. Para isso o produtor pode utilizar recursos para investimentos que estão contemplados no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012. Os produtores rurais e cooperativas poderão contar com limite de financiamento de R$ 1 milhão e taxas de juros de 5,5% ao ano e o prazo para pagamento é de 5 a 15 anos.

Os resultados obtidos baseiam-se nas respostas das participações em cada site CaféPoint (25,23%), FarmPoint (19,63%) e MilkPoint (55,14%), tendo a colaboração de mais de 100 pessoas de diversos estados brasileiros.

Os produtores apontaram maior preferência pela iniciativa de Integração lavoura-pecuária-floresta (21%), seguida da Recuperação de áreas degradadas e Tratamento de resíduos animais (19%).



A falta de informação é o motivo principal pela não aderência ao Programa ABC até o momento, com 54% das respostas, ou seja, o produtor desconhece o programa e quais são os passos para obter o financiamento. Em segundo lugar vem a falta de profissional habilitado para auxílio na elaboração dos projetos (21%). Outros motivos como a não garantia do retorno do projeto, falta de recursos financeiros e falta de iniciativa do próprio produtor foram apontados como obstáculos na montagem do projeto.



Das 107 participações, apenas 8 produtores (7,5%) disseram ter montado o projeto, mas nenhum deles conseguiu o financiamento por motivos diversos, como problemas com prazos, restrições cadastrais e dificuldades de obter informações pelo próprio banco.

Dentre os leitores participantes da enquete, os mineiros tiveram maior participação (24%), seguido dos paulistas (16%) e dos goianos e paranaenses (11%).

Participação dos Estados


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CaféPoint

O Portal CaféPoint contou com a colaboração de 27 participantes na pesquisa, sendo que a produção média dos produtores é de 900 sacas/safra. A maior preferência das iniciativas do Programa ABC é pela Fixação Biológica do Nitrogênio (21,91%) seguida de Recuperação de áreas degradadas (20,55%). Como apresentado no resultado geral dos três portais, a falta de informação do produtor é o principal motivo pela não aderência ao Programa, com 36% das respostas.

Quer saber mais sobre o programa, acesse o site do MAPA: www.agricultura.gov.br/abc/.

Equipe AgriPoint

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JOSÉ ANTÔNIO DOS REIS

VIÇOSA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/05/2012

Meu caro Carlos Eduardo:

Na minha visão, o problema é outro e muito conhecido do produtor e do povo brasileiro: "BURROCRACIA".
CARLOS EDUARDO COSTA MARIA

ANHEMBI - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 24/04/2012

O governo deveria incorporar no programa da Emater de todos os estados um serviço de divulgação e esclarecimento aos agricultores e agentes de crédito rurais.
TERCIO LUIZ TAVARES PASCOAL

VILA VELHA - ESPÍRITO SANTO

EM 24/04/2012

Permitam-me tecer alguns comentários sobre a pesquisa:

O universo de respostas (107 produtores ) permite uma avaliação pouco precisa sobre a realidade. Oito produtores (7,5%) do total protocolaram de alguma forma a proposta em bancos e 100% deles não obtiveram êxito.

Onde tenho oportunidade tenho insistido em alguns pontos com relação ao ABC:

- Trata-se de um programa com objetivos nobres, taxas de juros confortáveis, prazos e carência que atendem perfeitamente aos investimentos ( enfim, uma linha de crédito perfeita), com recursos abundantes e demanda instalada.

Assim sendo, porque a dificuldades de emprestar???? Pelo que se noticia, os bancos não conseguiram colocar no mercado nem 20% dos valores disponibilizados e, já estamos findando o ano safra. Não há que se debruçar sobre o assunto e verificar o que realmente ocorre???? Dizer que é desconhecimento do produtor, é uma avaliação muito simplista.

Penso que o teto ( R$1.000.000 ) é muito baixo para as atividades deixando médios e grandes produtores sem incentivo para buscar o financiamento. As normas com interpretações dúbias sobre o que financiar, deixam os tecnicos dos bancos totalmente inseguros e, receosos por uma interpretação equivocada e se sujeitar a penalidades futuras.

Onde existem abundância de recursos, programas de excelência, linha de crédito favoráveis, prazos, taxas, demanda , produtores sérios, etc....e os recursos não conseguem chegar, algo de errado está acontecendo.

As autoridades têm que ouvir mais os produtores e, redirecionar as ações para que os recursos cheguem e provoquem o efeito positivo que se espera.