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Chuvas atrasam os trabalhos de colheita, diz Escritório Carvalhaes

postado em 19/06/2017

7 comentários
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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 84 - n° 24
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 16 de junho de 2017

A primeira frente fria mais forte – no último final de semana - sobre os cafezais do sudeste brasileiro em 2017 não prejudicou as lavouras apesar de a temperatura ter se aproximado de zero em regiões mais altas. Além do início do período de frio, o que tem preocupado cafeicultores e operadores de mercado é o fato de estarmos enfrentando mais uma entrada de safra com chuvas fora de hora atrasando os trabalhos de colheita e prejudicando a qualidade de nosso arábica.

Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
                                Foto: Felipe Gombossy/Café Editora

É cedo para termos um quadro da qualidade média de nossa safra 2017/2018, mas é bastante provável que mais uma vez teremos um volume menor que o necessário para suprir nossas exportações de cafés diferenciados. Fora o problema das chuvas em período que precisamos de tempo seco para termos cafés de qualidade, este ano nossa safra de arábica é de ciclo baixo.
O consumo interno brasileiro de cafés especiais também está crescendo com força. Para 2017, a expectativa é de que haja um aumento de até 7% no consumo interno dessas bebidas, de acordo com estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), elevando o consumo para 800 mil sacas anuais. O mercado brasileiro de cápsulas deve crescer 24,4% este ano, conforme pesquisa da Euromonitor.
O prejuizo com a queda de qualidade e volume de nossos cafés finos (CDs e naturais) com as chuvas que tivemos em maio e junho de 2016, no início da colheita da atual safra 2016/2017, começa a aparecer e ser quantificado agora. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou que entre janeiro e maio deste ano, as exportações de café diferenciado do Brasil ficaram em 1,797 milhão de sacas de 60 quilos, queda de 35,89% em relação ao mesmo período de 2016. O consumo desses cafés cresce em todo o mundo.
Entre os principais destinos do café diferenciado brasileiro, os Estados Unidos mantêm a liderança, com 19% de participação. Alemanha (15%) e Bélgica (14%) aparecem logo em seguida. Os países asiáticos começaram a aparecer no ranking agora, com Japão e Coreia do Sul à frente (fonte: Cecafé).

Mostrando a força do consumo interno brasileiro, o preço da saca de café conilon subiu R$ 30 em um mês. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mesmo com a colheita e o aumento da oferta, a cotação do conilon no Espírito Santo está em R$ 420, alta de 7% em 30 dias.

Esta semana as cotações do café em Nova Iorque oscilaram menos, mas fecham a semana acumulando uma perda de 300 pontos nos contratos para entrega no próximo mês de julho. Em plena entressafra e prejudicado pelo feriado de Corpus Christi na última quinta-feira (15), o mercado físico brasileiro permaneceu calmo e desinteressado. Os cafeicultores estão voltados para os trabalhos de colheita da nova safra e os que ainda possuem lotes da safra corrente 2016 não mostram disposição em vender nas bases oferecidas pelos compradores. Os lotes da nova safra 2017 que chegam ao mercado ainda são pequenos, com muitos verdes e quebra grande no preparo.

A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 7.114.523 em 1 de maio de 2017. Uma alta de 224.169 sacas em relação às 6.890.354 sacas existentes em 1 de abril de 2017.

Até o dia 14, os embarques de junho estavam em 536.873 sacas de café arábica, 1.278 sacas de café conilon, mais 40.526 sacas de café solúvel, totalizando 578.677 sacas embarcadas, contra 548.267 sacas no mesmo dia de maio. Até o mesmo dia 14, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 1.058.070 sacas, contra 985.911 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 9, sexta-feira, até o fechamento da sexta-feira (16), caiu nos contratos para entrega em julho próximo 300 pontos ou US$ 3,97 (R$ 13,05) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 9 a R$ 549,24 por saca, e hoje dia 16, a R$ 537,04 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 225 pontos.

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Comentários

Antonio Fernando Baccetti

Guaxupé - Minas Gerais - CONSULTOR EM ARMAZENAGEM
postado em 30/09/2016

Prezado Nelson;
Uma consideração sobre armazéns cheios ao final da safra!
Ao longo dos últimos 5 anos o armazenamento de café deixou de ser exclusivamente em sacas de 60 quilos e passou a ser em big bags, em sua maioria, e ou a granel.
Este ano podemos dizer que a maioria dos armazéns utilizou big bags, cuja consequência imediata foi a redução de capacidade em aproximadamente 60%.
Esta redução foi em razão da falta de planejamento de todos os operadores, que substituíram pilhas de café que chegavam a ter 8 metros de altura, por pilhas de big bags que possuem no máximo 3,8 metros de altura.
Fica assim explicado a falta de espaço e os armazéns cheios!!
Grande abraço

Baccetti

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 13/12/2016

Parabéns ao Escritório Carvalhaes, que está brigando junto com alguns outros grupos contra esse famigerado Drawback, parabéns também ao deputado Evair Melo, que junto com outros deputados e senadores lutam incansavelmente contra a indústria, que sem pensarem em um futuro próximo estão querendo matar a galinha de ovos deles

Tarcísio Americano Barcelos

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 25/04/2017

Para o mero especulador é altamente interessante a volatilidade dos preços

Elder G. Baldon

Nova Venécia - Espírito Santo - Produção de café
postado em 25/04/2017

Sabe o que não entendo, esses caras, produzem café, Torrance café, só focam jogando de lá para cá papel.nós somos bobão mesmo, não conseguimos cortar essa dependência Via de escrava.

Paulo Peccini

OUTRA - Espírito Santo - Produção de café
postado em 31/05/2017

Imagino que o senhor Ministro Blairo Maggi não deve entender de produção de café, muito menos quanto aos riscos que essa importação pode trazer. Está dando declarações visando somente a indústria e esquecendo os produtores. Precisamos que as forças políticas favoráveis fiquem atentas pois o cargo de ministro é passageiro e a cafeicultura não.

willian trevizan

Araguari - Minas Gerais - Produção de café
postado em 01/06/2017

Já não chega o bicho mineiro que não dá sossego, agora estes políticos que não existe combate além do tempo para esta praga...lástimável...

LUIZ ANTONIO GOBEL

OUTRA - OUTRO - produtor, administrador de cooperativa, dentista
postado em 02/06/2017

Temos  que levar em conta o momento político do pais, que é totalmente desfavorável. Segundo: não existe uma política séria para a cafeicultura. Está em andamento, mas ainda sem resultados, apesar de estarmos em começo de safra . O que não podemos deixar é que os especuladores mandem neste mercado. O agricultor deve estar mais unido  agora e só vender quando o preçofor favorável e cobrar dos nossos políticos ações mais imedatas ao nosso favor. 


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