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Produtores da América Latina apostam no café robusta

POR EQUIPE CAFÉPOINT

INTERNACIONAL

EM 09/02/2018

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Cada vez mais produtores nos países latino-americanos, reconhecidos pelos cafés premium arábica, estão decidindo plantar o café robusta, um grão mais barato ao qual muitos ainda se opõem e que até mesmo são proibidos em alguns pontos da região.

Em países como Colômbia e Costa Rica, existe o temor de que este grão arruíne sua reputação como fornecedores do melhor café do mundo. A Costa Rica proíbe completamente o cultivo de robusta, enquanto os comerciantes de café na Colômbia e outras regiões desestimularam sua produção por décadas.

No entanto, um número crescente de produtores está se preparando para extrair um rendimento doce do café mais amargo. “Foi excelente para mim. Boa produtividade e bom preço”, relatou Evelio Matamoros, cafeicultor da Nicarágua que começou a plantar robusta em 2010. “Com a variedade, a produção  rende mais e não precisa de sombra. Isso é importante”, completou.

O café robusta, que cresce melhor em baixas altitudes, é tipicamente usado para café instantâneo como um ingrediente barato para adicionar aos cafés mistos e também para gerar espuma em alguns espressos. Produtores da Colômbia à Guatemala estão dedicando mais terras à espécie. O grão chegou, inclusive, ao Panamá, país conhecido por sua produção escassa, mas excelente, de cafés arábica de alta qualidade premiados.

Na Nicarágua e na Guatemala, a indústria estabeleceu o objetivo de uma expansão que multiplicaria sua coleta conjunta de robusta  por cinco, totalizando 540 mil sacas de 60 quilos. Isso representaria quase 1% da produção total e aproximaria a oferta das empresas de café na América do Norte, reduzindo os custos de transporte e os tempos comparados aos principais produtores do Vietnã e do Brasil.

A expansão da variedade em países com tradição de produção de arábica parece vir no momento apropriado. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usad), a demanda mundial de café marca um novo recorde este ano, depois que o fornecimento de robusta tocou um mínimo de seis anos no ano passado, dificultado pela seca que danificou a colheita brasileira.

Em novembro, a Olam International Ltd., conglomerado multinacional de agronegócios e alimentos, previu que a safra de robusta 2017/2018 não irá satisfazer a demanda, causando um déficit de cerca de oito milhões de sacas pelo segundo ano consecutivo. As mudanças climáticas também tornam os grãos mais atraentes. A cultura é melhor adaptada às temperaturas quentes e sua alta concentração de cafeína torna o arbusto mais resistente a algumas doenças e pragas.

Em 2012, os produtores da arábica na América Central sofreram uma praga devastadora do fungo de ferrugem. Em áreas baixas, mais suscetíveis a esporos de ferrugem que são disseminados pelo ar, alguns produtores veem o robusta como uma cultura alternativa por suas variedades resistentes ao fungo e menores custos de produção em comparação com o arábica.

As informações são da Reuters / Tradução Juliana Santin

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