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Fórum traça roteiro para enfrentar problemas comuns da cafeicultura

postado em 14/07/2017

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O Primeiro Fórum Mundial de Produtores de Café, que reuniu representantes de toda a cadeia de valor do grão, concluiu na última quinta-feira (13) uma Declaração Final que inclui um Plano de Ação para enfrentar os problemas da cafeicultura das diversas regiões do mundo, como: baixos níveis de preço ao produtor e volatilidade excessiva, adaptação à mudança climática, escassez de mão-de-obra, dificuldade de sucessão geracional e condições sociais precárias dos produtores.

Foto: Ivan Padovani/Café Editora
                                     Foto: Ivan Padovani/Café Editora

O Plano de Ação terá como ponto de partida um estudo realizado por uma entidade independente para analisar o comportamento dos preços do café nos últimos 40 anos, dos custos de produção no período e a correlação entre ambos. O trabalho analisará se os preços internacionais do café, tanto na bolsa de Nova York como na de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará alternativas de soluções aos problemas levantados no Fórum.

A Declaração Final, lida pela cafeicultora da Costa Rica, Xinia Chaves, também diz que deve ser gerenciado ao mais alto nível, com representantes da indústria, dos doadores, com a cooperação internacional, organizações multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para progredir o Plano de Ação e contar com os recursos financeiros necessários para executá-lo.

Para o desenvolvimento das ações a seguir, será formado um Comitê, que deverá apresentar um relatório dos progressos aproveitando a próxima reunião do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC) em março de 2018. O grupo será formado por dois representantes de associações de produtores de países africanos; dois do México, países da América Central e Caribe; dois sul-americanos e dois asiáticos, e, pelo menos, um representante da indústria de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.

O próximo Fórum de Países Produtores de Café será realizado em 2019 e o Comitê coordenará com os países a sede do mesmo, para o qual, independentemente da resolução, o Brasil se ofereceu.

"Hoje começamos um novo processo da cafeicultura mundial", disse Roberto Vélez, gerente geral da Federação Nacional de Cafeicultores (FNC). "Hoje terminamos uma reflexão, um enquadramento de ideias, um processo de ouvir a nós mesmos, mas é apenas o começo do que nós esperamos que seja uma nova etapa".

Vélez, inclusive, levantou a possibilidade de que essa nova rota de entendimento, colaboração e corresponsabilidade entre produtores e consumidores, este novo relacionamento Norte-Sul entre países desenvolvidos e em desenvolvimento pode marcar o rumo de uma nova história econômica mundial.

Considerações

Entre as considerações que deram origem a estas resoluções destaca-se o fato de que a rentabilidade da cafeicultura em muitos países produtores apresenta uma situação crítica, passando por períodos de perdas devido a fatores como menor preço internacional do grão, que diminuiu dramaticamente os termos do comércio de café (ou seja, a redução do poder aquisitivo do cafeicultor); a baixa produtividade agrícola, o aumento dos custos de produção associados com a mudança climática e variabilidade climática, e o encarecimento da mão-de-obra para os trabalhos de cultivo, como a colheita.

A perda de rentabilidade resultou em uma porcentagem importante de produtores de café do mundo estando na pobreza, com privações em sua qualidade de vida (habitação e acesso a serviços públicos, atraso e baixa assistência educacional, baixo acesso ao sistema saúde, etc.) e redução da capacidade de reinvestir em suas colheitas.

Embora os desenvolvimentos de cafés especiais nas últimas décadas tenham gerado prêmios para os produtores, eles não têm sido suficientes para compensar os custos associados à certificação e a análise de valor da cadeia global de café mostra que a parte que chega aos produtores é muito baixa em contraste com que fica em poder dos comerciantes, da indústria de torrefação e da distribuição aos consumidores finais.

Se não forem empreendidas ações corretivas que visem enfrentar este problema de uma forma coordenada e garantam seu financiamento, o mundo pode ser condenado a médio prazo a uma crise caracterizada por um declínio estrutural da oferta mundial de café, com as consequentes repercussões sobre o nível de vida dos produtores e a estabilidade social de suas regiões, enquanto a demanda mundial continuará crescendo de maneira insatisfeita, o que gerará desequilíbrios indesejáveis no mercado de café que podem por em risco a sustentabilidade da cadeia global.

O espírito da Declaração Final também inclui as principais conclusões e recomendações do Fórum, melhoradas com uma participação ativa dos delegados em mesas temáticas organizadas para sua análise e discussão.

As informações são da FNC/ Tradução Juliana Santin

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