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Cofco prevê risco de escassez de café para o próximo ano

INTERNACIONAL

EM 13/07/2017

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De acordo com o Cofco Internacional Ltd., o mercado de café pode sofrer uma escassez no próximo ano por conta do risco previsto para a safra da Colômbia e o período de baixa do ciclo bianual do Brasil, principal produtor do mundo.

Foto: Paula Rúpulo/Café Editora
                                 Foto: Paula Rúpulo/Café Editora

Na Colômbia, segundo maior produtor de café arábica, as fortes chuvas e quedas de preços estão atrasando a retirada dos grãos da lavoura e as vendas da colheita intermediária. Segundo o diretor global de café do braço de operações da maior empresa de alimentos da China, Joseph Reiner, as chuvas atrasaram a maturação das plantas e causaram uma floração menor e mais dispersa, o que deve reduzir o potencial da próxima colheita. Qualquer diminuição na oferta colombiana se somaria a uma redução da produção no Brasil.

Segundo estimativas da Marex Spectron Group Ltd, a produção global na estação 2017/2018, que começa em outubro na maioria dos países, será 4,4 milhões de sacas abaixo da demanda. A previsão da Cofco está próxima a esses dados, de acordo com Reiner, que não quis dar um número exato.

“Este atraso da colheita intermediária é devido ao excesso de chuvas e aos preços não estarem dando incentivos suficientes aos produtores para vender. Tudo isso estressa as plantas e, ao observar situações semelhantes no passado, vimos que a próxima safra será impactada. Nós levantamos o alarme para a próxima colheita principal”, disse Reiner.

Em Nova York, os futuros do arábica subiram 12% desde que atingiram o menor valor em 15 meses, em junho. Em Londres, o conilon subiu 15% depois de tocar o nível mais baixo em sete meses, em abril.

De acordo com dados da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia (FNC), as fortes chuvas fizeram com que a produção de café colombiana caísse 9% em junho, após uma queda de quase 23% em maio. Normalmente, o país tem uma colheita menor a partir de abril, conhecida como mitaca, e a principal começa em outubro.

Os produtores brasileiros já estão fazendo a colheita para 2017/2018. Por conta das plantas estarem com ciclo produtivo em baixa, a produção será menor. Os operadores antecipam que a produção suba para entre 48 milhões e 52 milhões de sacas, mas, segundo Reiner, a estimativa da Cofco é de cerca de metade dessa faixa. A empresa vai fazer outro estudo da colheita brasileira quando o processo estiver entre 50 e 60% concluído.

Escassez

No mês passado, uma escassez de conilon nessa estação baixou o prêmio dos grãos arábica, em relação ao robusta, para o nível mais baixo desde pelo menos 2008. A diferença menor implica que as torrefadoras em todo o mundo começaram a usar mais café arábica. O conilon é preferivelmente usado para fazer café instantâneo.

A medida que a classe média se expande, a demanda global por café continua aumentando e a Cofco está otimista sobre o consumo na Ásia. A tendência da demanda na China na década que terminou em 2014 é semelhante à do Japão na década até 1973 e hoje o Japão é um grande consumidor. “A China deve em breve ultrapassar o Vietnã e a Índia no consumo. A maioria dos países asiáticos registram crescimento de dois dígitos”, disse Reiner.

As informações são do Bloomberg / Tradução Juliana Santin

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