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Mercado físico e valor de saca que seria importada são referências para leilão do conilon

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 20/03/2017

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Por Thais Fernandes*

A fim de driblar a queda de exportação do setor de café solúvel, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) coordena junto com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) leilões de café conilon, nos próximos dias. A iniciativa já gera debate no setor de café e divide representantes da indústria e do campo. Segundo o deputado Evair de Melo (PV/ES) “Apesar de inúmeras tentativas, não fomos contemplados nos pleitos sugeridos e o resultado desse texto não é consensual. É um absurdo a forma com que foi construído”.

Em entrevista exclusiva ao CaféPoint, Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, confirmou que não ocorreram reuniões presenciais com lideranças do setor produtivo (segundo ele, as datas não convergiram com a agenda de parlamentares, como Melo), mas houve troca de e-mails entre os envolvidos. “Foram atendidas praticamente todas as reinvindicações. Apenas no pedido de 30 dias de prazo para entregar o café não chegamos a um acordo”, afirma Lima. Segundo ele, inicialmente o prazo estabelecido para entrega estava em três dias e, após pedido dos representantes produtores, foi estendido para sete dias. “Se eles alegam que temos uma safra colhida e estocada, qual a necessidade de 30 dias de prazo para entrega em armazéns do próprio estado?”, questionou.

PREÇOS
Segundo os editais: Será divulgado o preço de aceitação para abertura do objeto de compra pelo comprador do produto no ato do pregão, quando da abertura do lote, em R$/sc 60kg sem ICMS. Na prática, os preços mínimos para início do leilão serão definidos apenas na data de cada um.

“O preço vai acompanhar o mercado físico, fazendo paridade com o preço do café do Vietnã colocado no Porto de Santos. O padrão que chegaria aqui é equivalente ao tipo 7/8 no Brasil”, afirma Aguinaldo Lima. O valor da saca importada seria cotada de acordo com o valor atualizado na Bolsa de Londres, somando-se a logística até o Brasil. Segundo Lima, essa será a referência, mas cada arremate dependerá da empresa interessada em adquiri os lotes.

Em estudo realizado no início deste ano, a OCB/ES apontou que o robusta importado custaria mais caro do que o brasileiro. Veja aqui quais custos recairiam sob a operação.

A alternativa busca conseguir o café conilon enquanto não se resolve a liberação das importações em regime de drawback – quando a matéria-prima é importada com a obrigação de ser processada e exportada. “Os preços vão orbitar ao redor desse parâmetro. Queremos mostrar transparência. A gente concorre com as indústrias lá fora e queremos mostrar coerência de que está em dificuldade. A gente vai fazer todo esforço para comprar dentro da lógica do mercado”, concluiu Lima.

ENTREGA
De acordo com a Abics, para a realização desse leilão via plataforma da estatal Conab, foram alteradas as formas tradicionais de comercialização de café. “Na via normal, o produto é negociado pela maioria das indústrias, posto em sua fábrica com todos os impostos recolhidos. Em um esforço de alteração de procedimentos operacionais, as indústrias concordaram em receber cafés nos armazéns credenciados da Conab no Espírito Santo, à escolha do produtor, cooperativa ou empresa comercial que negociar no leilão”, esclarece.

Apesar do leilão não estar submetido a Conab, as indústrias optaram por realizar as entregas apenas nos armazéns credenciados do órgão. A entrega apenas no estado capixaba também gerou dúvidas. “Sobre Bahia e Rondônia na verdade eles estão contemplados, mas não tem local de entrega específico ali. A nossa ideia é continuar com os leilões uma vez por mês, pelo menos. Estamos começando com esse modelo de negócio e entendendo ainda”, pontua ele sobre a possibilidade de abrir novos locais de entrega para os próximos editais. A indústria de solúvel compra cerca de 60% de sua matéria-prima do Espírito Santo, hoje. “Já estamos nos empenhando, junto à estatal, para que credencie armazéns nessas importantes unidades da Federação, para que os mesmos possam participar em certames futuros”, complementa Lima.

Os editais englobam a possibilidade de oferta de 213,5 mil sacas até o momento, que serão lançados nesta quarta-feira (22/3), pela Conab e toda sua rede credenciada de Bolsas de Mercadorias e/ou Cereais e seus respectivos corretores, os quais, em parceria, atingem todo o Brasil. “Será uma experiência nova, na qual todos irão aprender. É quebra de paradigma para indústrias e produtores. Uma nova opção para negociar, aberta, transparente, segura e moderna. A expectativa é que o leilão seja bem sucedido e, assim, traga ao mercado o café que os industriais não têm encontrado”, finaliza.

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