ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Delegação colombiana vem ao Brasil para estreitar relações

Da redação

Após a bem sucedida união entre representantes brasileiros e colombianos que colaborou para eleger José Sette como presidente da Organização Internacional do Café (OIC), a delegação colombiana visitou o Brasil. No último dia 7 de abril, o Conselho Nacional do Café (CNC) recebeu, conforme acertado durante a rodada de reuniões da OIC, em Londres (ING), os colombianos para uma reunião técnica e de ajuste de posicionamento entre as duas maiores nações produtoras de café arábica do mundo.

A Colômbia veio representada pelo gerente geral da Federación Nacional de Cafeteros (FNC), Roberto Vélez; pelo diretor executivo da Federação em Nova Iorque, Juan Esteban Orduz; e por Hernando Duque e Alvaro Gaitan, gerente técnico e diretor do Centro Nacional de Investigaciones de Café (Cenicafé), respectivamente.

Foto: Divulgação/ CNC


Vélez destacou que a parceria entre Brasil e Colômbia é fundamental para a produção cafeeira internacional e para suprir o abastecimento. Entretanto, algumas ameaças futuras também são vistas pelos países, como as mudanças climáticas, a volatilidade de preços, a concentração da indústria e a sucessão familiar.

Para debater essas questões, criando uma agenda dos países produtores de café, será realizado o I Fórum Mundial de Produtores de Café, em Medellín, na Colômbia, de 10 a 12 de julho deste ano. Além de fomentar a união de esforços entre os países produtores, esta também será uma oportunidade para acompanhar o primeiro pronunciamento do novo diretor executivo da OIC, José Sette.

DEBATES
A respeito das reuniões internacionais, Juan Esteban Orduz destacou que se discute a sustentabilidade social e ambiental, mas nunca a econômica. Nesses fóruns, a indústria sempre está unida e presente, mas não há a participação de representantes de todas as regiões produtoras. Além disso, a agenda discutida é sempre a do setor industrial. E é nesse sentido que surgiu a ideia do Fórum, que pretende tratar exclusivamente da agenda do produtor.

Justificando a necessidade de debate sobre a sustentabilidade econômica, o diretor executivo da FNC em Nova Iorque anotou, ainda, que as cotações do Contrato C, negociado na Bolsa de Nova York, deveriam estar em torno de US$ 3,50 por libra peso se fossem corrigidas pela inflação dos Estados Unidos, que é muito baixa. Porém, embora em muitos países o câmbio desvalorizado contribua para uma melhor remuneração dos cafeicultores na moeda nacional, os preços diminuíram nas últimas décadas, situando-se, em 2016, no mesmo valor nominal da década de 80 (entre US$ 1,20 e US$ 1,40 por libra-peso). Ele também criticou que, dos US$ 173 bilhões de valor agregado na cadeia café até o consumidor final, em média os países produtores recebem apenas US$ 11,3 bilhões.

O presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro (PMDB), ressaltou a iniciativa dos colombianos na organização de um Fórum, o qual se volte ao debate da sustentabilidade econômica entre representantes de todas as regiões produtoras do planeta, mas que também terá a participação dos industriais de Europa, Estados Unidos e Japão.

Na programação do Fórum, o presidente executivo do CNC será um dos participantes do painel “Sustentabilidade Econômica do Produtor de Café”. Também serão realizados painéis para a discussão sobre “Desenvolvimento Rural e Indicadores Socioeconômicos no Mundo do Café” e “Adaptação a Alterações Climáticas na Produção de Café”, que contará com a participação de Vanusia Nogueira, diretora da nossa associada BSCA.

Cada painel contará com um representante das maiores empresas de café, que possuem projetos de apoio ao fomento da sustentabilidade. O setor financeiro também estará representado por meio de bancos e agências que fornecem crédito ao setor cafeeiro (Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Rabobank, agências para o fomento da África e da Ásia; UBS, entre outros).

O I Fórum Mundial de Produtores de Café contará, ainda, com quatro grupos de trabalho, que fomentarão o debate sobre:
- Produção e produtividade;
- Volatilidade de preços;
- Trabalho e sucessão familiar;
- Mudanças climáticas.

As conclusões desses GTs serão agregadas no documento “Declaração do Fórum dos Produtores de Café”, que apresentará os problemas levantados e proporá suas soluções. O CNC coordenará, junto às cooperativas e à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a composição e a participação da delegação do Brasil no Fórum.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.