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Boletim Carvalhaes: sem chuvas intensas, situação nos cafezais brasileiros é preocupante

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 16/10/2020

4 MIN DE LEITURA

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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 87- n° 42
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Esta semana as chuvas retornaram de forma dispersa às regiões produtoras de café no Brasil. Nos últimos dias, alguns acumulados elevados foram registrados em áreas da Mogiana e Minas Gerais, mas isso não implicou em precipitações intensas, abrangentes, em todos os municípios produtores.

As pancadas de chuva prosseguirão no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia, mas sempre de forma dispersa. Os maiores acumulados acontecerão sobre o Cerrado e Alta Mogiana nos próximos sete dias. Apenas na virada de outubro para novembro deveremos ter chuvas mais abrangentes. A demora na regularização da chuva em períodos de La Niña é comum e uma situação semelhante foi observada em 2007 (fonte: SOMAR Meteorologia).

Muitos cafeicultores, em importantes regiões produtoras, informam que até agora seus cafezais receberam quantidades insignificantes de chuvas, as temperaturas continuam altas, acima da média, e a umidade relativa do ar muito baixa.

A situação de nossos cafezais é preocupante. Continuamos recebendo, diariamente, relatos de cafeicultores dando como certo perdas grandes para a próxima safra 2021/2022. Agrônomos e produtores são unânimes, as chuvas que caíram até agora não resolvem o déficit hídrico, chegam tarde e o prejuízo está feito. A regularização do regime de chuvas a partir do final deste mês, ou início de novembro, se ocorrer, poderá impedir perdas ainda maiores, mas não será possível uma recuperação do que já foi perdido com a seca e as altas temperaturas.

As cotações dos contratos de café em Nova Iorque oscilaram bastante no dia a dia e, no balanço da semana, os contratos com vencimento em dezembro próximo perderam 430 pontos. Na semana passada subiram 260 pontos. No mercado cambial brasileiro, o dólar subiu todos os dias frente ao real e compensou parte da queda na ICE Futures US. Em nossa moeda por saca, os contratos de café para dezembro próximo fecharam, hoje, valendo R$ 800,57. Ontem, fecharam a R$ 814,76 e, na sexta-feira passada, encerraram a semana valendo R$ 815,26.

O mercado físico brasileiro não se modificou, permaneceu calmo, com poucos negócios fechados. Trabalhou assim por toda a semana. Os produtores, em sua maioria, continuam aguardando a regularização das chuvas antes de decidirem o que farão com seus lotes de café. O mercado foi comprador por toda a semana, principalmente para lotes de boa qualidade a finos. No entanto, as bases de preço oferecidas pelos compradores apenas acompanharam o sobe e desce diário das cotações em Nova Iorque e do dólar frente ao real no Brasil, não conseguindo motivar os vendedores. Como sempre, saem alguns negócios de produtores precisando fazer “caixa” para despesas mais próximas.

Como esperado, em setembro, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de café - considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa a maior quantidade de café brasileiro já exportado para o mês e um aumento de 8,6% em relação a setembro de 2019. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o volume embarcado poderia ter sido 10 a 15% maior se não enfrentássemos os atuais problemas logísticos. Como já informamos em nosso último boletim, os embarques estão atrasando devido à dificuldade para conseguirem containers na quantidade necessária e também por falta de espaço nos navios. As exportações do agronegócio brasileiro, como um todo, estão fortes e as importações brasileiras caíram bastante com a combinação de recessão, Covid e dólar valorizado. Saem mais containers do que entram.

Mesmo assim, como os embarques continuam fortes e as entregas de café verde para as torrefações brasileiras, responsáveis pelo abastecimento do segundo maior consumo mundial, estão no ritmo usual, o fluxo de entrada e saída de café nos armazéns brasileiros está se normalizando.

A Green Coffee Association divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 6.402.065, em 31 de setembro de 2020. Uma baixa de 343.271 sacas em relação às 6.745.336 sacas existentes em 31 de agosto de 2020.

O Cecafé informou que no último mês de setembro foram embarcadas 3.794.510 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 8,5% (299.004 sacas) a mais do que no mesmo mês de 2019 e 7,9% (279.146 sacas) a mais do que no último mês de agosto. Foram 2.838.102 sacas de café arábica e 672.465 sacas de café conilon, totalizando 3.510.567 sacas de café verde, que somadas as 283.082 sacas de solúvel e 861 sacas de torrado, totalizaram 3.794.510 sacas exportadas em setembro último.

Até dia 15, os embarques de outubro estavam em 546.816 sacas de café arábica, 186.544 sacas de café conilon, mais 33.137 sacas de café solúvel, totalizando 766.497 sacas embarcadas, contra 952.307 sacas no mesmo dia de setembro. Até o mesmo dia 15, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em outubro totalizavam 1.911.949 sacas, contra 2.234.164 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE do fechamento do dia 9, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 16, caiu, nos contratos para entrega em dezembro próximo, 430 pontos ou US$ 5,69 (R$ 32,11) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam, no dia 9, a R$ 815,26 por saca, e hoje, dia 15, a R$ 800,57. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 225 pontos. No mercado calmo de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2020/2021, condição porta de armazém:

R$580/620,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$540/580,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$510/540,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$460/490,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$430/460,00 - RIADOS.
R$380/390,00 - RIO.
R$390/410,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$380/390,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 5,6430 PARA COMPRA.

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