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Boletim Carvalhaes: Setor cafeeiro segue instável com falta de estoques e quebra na produção

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 06/05/2022

5 MIN DE LEITURA

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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 89 - n° 18
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 06 de abril de 2022

Esta semana, de muito nervosismo, incertezas e oscilações nos mercados globais, também foi ruim para as cotações do café na ICE  Futures US em Nova Iorque. Hoje, em mais um dia de alta forte do dólar frente ao real, os contratos de café na bolsa americana foram  bastante pressionados. Os para julho próximo bateram em US$ 2,1650 na máxima do dia, mas fecharam em queda de 680 pontos, a US$  2,1045 por libra peso. Ontem recuaram 355 pontos, encerrando o dia a US$ 2,1725 por libra peso. Anteontem fecharam em alta de 285  pontos, na terça-feira subiram 205 pontos e na segunda-feira caíram 620 pontos. No balanço da semana, a queda foi de 1.165 pontos! Na  sexta-feira passada, dia 29, esses contratos fecharam em alta de 450 pontos, a US$ 2,2210 por libra peso. No balanço da semana passada, os contratos para julho perderam 505 pontos.  

As análises de que a guerra no leste europeu - que já está em seu terceiro mês - pode levar a uma inflação mais alta na economia global, com a diminuição do poder de compra dos consumidores, levando a uma queda no consumo de café, e a continuação das severas restrições à circulação da população em Xangai e Pequim, que mantêm restaurantes e cafés fechados, vão continuar trazendo muita instabilidade às cotações do café na ICE. Nesta semana, a forte valorização do dólar frente ao real, de 2,69%, também contribuiu com a queda  das cotações do café nas bolsas de futuro. A falta de estoques e a quebra na produção de café nos principais países produtores com as  mudanças climáticas, turvam ainda mais o quadro. No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a aproximação do inverno com suas frentes frias também trará muito nervosismo aos operadores.  

A forte oscilação das cotações vai continuar. No mês de abril último, depois de todo o sobe e desce diário das cotações do café em Nova Iorque e do dólar frente ao real, que dificultaram bastante a formação de preços no mercado físico brasileiro e o fechamento de  negócios, no balanço do mês, as cotações do café na bolsa americana recuaram 435 pontos. Os contratos para julho próximo fecharam, em 31  de março, a US$ 2,2645 e o dólar a R$ 4,7610. Em 29 de abril, uma sexta-feira, esses contratos fecharam valendo US$ 2,2210 e o dólar a R$ 4,9420. Portanto, em reais por saca, os preços subiram em Nova Iorque. Valiam, em 31 de março, R$ 1.426,15, e, em 29 de abril, R$ 1.451,93.  

Esses rápidos movimentos de sobe e desce na bolsa americana refletem interesses de curto prazo de fundos e especuladores. Nesse cenário confuso e incerto, com a inflação e custos de produção em alta no Brasil, dificultando ainda mais as decisões dos  cafeicultores, não é de se estranhar a ausência de vendedores no mercado físico brasileiro. Sem estoques e no final do período de entressafra no Brasil, em um ano de produção pequena, 2021, deveremos ter uma queda maior nos embarques brasileiros de café, em abril e nos  próximos meses. Os dados de abril devem ser divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) na próxima semana. Ontem, não houve variação nos estoques de café certificado na ICE, em Nova Iorque. Eles permaneceram em 1.121.597 sacas. Há um ano, eram de 1.984.253 sacas, caindo, neste período, 862.656 sacas.  

Hoje, no mercado cambial brasileiro, o dólar bateu em R$ 5,1150 na máxima do dia. Depois recuou e fechou o dia e a semana a R$  5,0750, em alta de 1,18%. Ontem subiu 2,26%. Na sexta-feira passada, fechou a R$ 4,9420. Nesta semana, o dólar subiu 2,69% frente ao  real.  

Em reais por saca, os contratos para maio próximo na ICE terminaram o dia e a semana valendo R$ 1.412,80. Ontem, fecharam a  R$ 1.441,49. Na sexta-feira passada fecharam valendo R$ 1.451,93.  

No mercado físico brasileiro, o valor das ofertas permaneceu praticamente estável no decorrer da semana. Os preços oferecidos atraíram poucos vendedores. Hoje o dia foi perdido em nosso mercado físico.  

Os cafeicultores continuam preocupados com o forte e contínuo crescimento dos custos de produção e, quando podem, recusam as bases de preços oferecidas pelos compradores.  

Até dia 6, os embarques de abril estavam em 2.347.611 sacas de café arábica, 133.213 sacas de café conilon, mais 217.127 sacas de café solúvel, totalizando 2.697.951 sacas embarcadas, contra 3.264.739 sacas no mesmo dia de março. Até o mesmo dia 6, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 2.920.117 sacas, contra 3.845.924 sacas no mesmo dia do mês anterior.  

Até dia 6, os embarques de maio estavam em 116.235 sacas de café arábica, 4.033 sacas de café conilon, mais 11.249 sacas de café  solúvel, totalizando 131.517 sacas embarcadas, contra 90.221 sacas no mesmo dia de abril. Até o mesmo dia 6, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 249.991 sacas, contra 307.683 sacas no mesmo dia do mês anterior.  

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 29, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 6, caiu, nos contratos para entrega em julho próximo, 1.165 pontos ou US$ 15,41 (R$ 78,21) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE  fecharam, no dia 29, a R$ 1.451,93 por saca, e hoje, sexta-feira, dia 6, a R$ 1.412,80. Hoje, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova  Iorque fechou com baixa de 680 pontos. No mercado paralisado de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2021/2022, condição porta de armazém:  

R$ 1320/1360,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$ 1300/1320,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.  
R$ 1270/1290,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.  
R$ 1230/1260,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.  
R$ 1200/1230,00 - RIADOS.  
R$ 1180/1200,00 - RIO.  
R$ 1180/1220,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.  
R$ 1180/1200,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA. 

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 5,0750 PARA COMPRA.

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