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Boletim Carvalhaes: semana seca no sudeste com recorde de temperaturas em algumas regiões

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/10/2020

4 MIN DE LEITURA

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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 87- n° 41
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 09 de outubro de 2020

A semana apresentou-se calma no mercado de café. Compradores e vendedores aguardam a chegada e regularização das chuvas sobre os cafezais do sudeste brasileiro, para então tentar dimensionar a extensão dos estragos.

A segunda edição do Fórum Técnico "Café e Clima", realizado na última terça-feira (6) pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), maior cooperativa de café do Brasil e do mundo, com a participação de especialistas e pesquisadores da Esalq/USP e da Ufla, que apresentaram os cenários e interferências das variações climáticas nas safras de café em 2020 e 2021, deixou clara a delicada situação dos cafezais brasileiros com a prolongada estiagem deste ano e preocupou ainda mais cafeicultores e o mercado como um todo.

Tivemos mais uma semana seca no sudeste brasileiro, com temperaturas bastante altas que bateram recordes históricos em algumas regiões. Como exemplo, o estado de São Paulo registrou, no último dia 7, a maior temperatura de sua história, com base oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A estação automática em Lins, cidade situada a pouco mais de 430 quilômetros da capital, marcou 43,5ºC, superando o recorde anterior, de 43ºC, verificados na cidade de Iguape, em 1933 (UOL Notícias).

Em nossos cafezais, esgotados pela produção da safra deste ano, de ciclo alto, e pela intensa seca, com temperaturas anormalmente altas e baixa umidade relativa do ar, a florada de café neste ano se abriu entre o fim de setembro e início de outubro, sob condições de baixa reserva de água no solo. Ontem, nuvens carregadas avançaram pelo nordeste do Paraná, levando chuva às áreas de café. O acumulado alcançou pouco mais de 15 mm em Cornélio Procópio. Para os próximos dias, a chuva se espalha por todas as áreas produtoras (Somar Meteorologia).

Agora teremos de aguardar para saber o volume e duração dessas chuvas. Só então nossos técnicos poderão tentar dimensionar a extensão das perdas para a próxima safra 2021/2022. Recebemos diariamente relatos de cafeicultores das mais importantes regiões produtoras dando como certo perdas grandes para a próxima safra 2021/2022.

Diante desse cenário, o mercado físico brasileiro permaneceu calmo, com poucos negócios fechados. Comportou-se assim por toda a semana. Os produtores, em sua maioria, querem aguardar a regularização das chuvas antes de decidirem o que farão com seus lotes de café. Os compradores mostram interesse comprador e fazem ofertas acompanhando o sobe e desce de

NY e do dólar frente ao real. Os embarques continuam fortes, um pouco atrasados devido à dificuldade para conseguir containers na quantidade necessária. As exportações do agronegócio brasileiro como um todo estão fortes e as importações brasileiras caíram bastante com a combinação de recessão, Covid-19 e dólar valorizado. Saem mais containers do que entram.

Até dia 5, os embarques de setembro estavam em 2.338.880 sacas de café arábica, 685.585 sacas de café conilon, mais 261.101 sacas de café solúvel, totalizando 3.285.566 sacas embarcadas, contra 2.558.241 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 5, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro totalizavam 4.199.788 sacas, contra 3.493.465 sacas no mesmo dia do mês anterior.

Até dia 7, os embarques de outubro estavam em 127.467 sacas de café arábica, 35.691 sacas de café conilon, mais 13.370 sacas de café solúvel, totalizando 176.528 sacas embarcadas, contra 64.069 sacas no mesmo dia de setembro. Até o mesmo dia 7, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em outubro totalizavam 745.560 sacas, contra 688.095 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque (ICE) do fechamento do dia 2, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 9, subiu, nos contratos para entrega em dezembro próximo, 260 pontos ou US$ 3,44 (R$ 19,00) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam, no dia 2, a R$ 816,58 por saca, e hoje, dia 9, a R$ 815,26. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 130 pontos. No mercado calmo de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2020/2021, condição porta de armazém:

R$580/620,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$540/580,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$510/540,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$460/490,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$430/460,00 - RIADOS.
R$380/390,00 - RIO.
R$390/410,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$380/390,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 5,5250 PARA COMPRA.

Devido ao feriado nacional do dia 12, Nossa Senhora da Aparecida, Padroeira do Brasil, não haverá expediente no Escritório Carvalhaes. Retornaremos normalmente nossas atividades na terça-feira, dia 13.

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