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Boletim Carvalhaes: Produtores se atentam aos trabalhos finais de colheita

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/08/2019

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A semana apresentou-se calma para o mercado de café. As cotações do café oscilaram menos em Nova Iorque, quase sempre reagindo ao movimento do dólar no cenário internacional e brasileiro. Os contratos de café com vencimento em setembro próximo na ICE Futures US acumularam perdas de 85 pontos na semana.

O dólar oscilou bastante com o aumento da tensão na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, EUA e China. Cresce o receio de uma desaceleração maior no comércio e na economia mundial. No Brasil, a pressão sobre nossa moeda foi agravada pelo início dos trabalhos do segundo semestre no congresso brasileiro com as negociações para a aprovação em segundo turno da reforma da previdência. A reforma acabou sendo aprovada na madrugada de ontem com tranquilidade e por ampla margem de votos, como já havia ocorrido no primeiro turno de votação.

O mercado físico permaneceu calmo, pouco ativo. É verão no hemisfério norte, época de calor e férias, quando o consumo de café é menor, além de muitos traders e operadores de mercado entrarem em férias. No Brasil, o mercado é comprador e os interessados fazem ofertas para todos os lotes postos a venda, mas, nas bases de preço que oferecem, encontram poucos vendedores dispostos a fechar negócio. Para o café arábica de boa qualidade a fino, os negócios são fechados quando o comprador se dispõe a pagar um valor acima do calculado com base na cotação dos contratos de café negociados na ICE, referência usual (e a cada dia mais contestada) para a formação dos preços no mercado físico.

Enquanto os preços não reagem, os produtores voltam suas atenções para os trabalhos finais de colheita. A colheita da safra atual no Brasil já passou dos noventa por cento, já tendo terminado em muitas propriedades. Grande parte dos trabalhos ainda em curso é de varrição dos frutos que caíram, portanto cafés mais fracos.

A esta altura dos trabalhos, os produtores já sabem o tamanho de sua produção e da qualidade do que produziram. É consenso entre eles que o volume colhido ficou abaixo do inicialmente estimado, a qualidade média é inferior à do ano passado, a porcentagem de peneiras 17 e 18 menor e a queda na produção de CDs deixa os cafeicultores preocupados. Já há relatos de produtores que não conseguiram produzir o volume necessário de café de boa qualidade para atender suas vendas antecipadas para entrega agora nos meses de agosto e setembro.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que no último mês de julho foram embarcadas 3.160.274 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 28% (694.756 sacas) a mais do que no mesmo mês de 2018, e 3% (87.185 sacas) a mais do que no último mês de junho. Foram 2.257.700 sacas de café arábica e 575.052 sacas de café conilon, totalizando 2.832.752 sacas de café verde, que somadas as 326.815 sacas de solúvel e 707 sacas de torrado, totalizaram 3.160.274 sacas de café embarcadas.

Até dia 7, os embarques de agosto estavam em 102.472 sacas de café arábica, 39.240 sacas de café conilon, mais 7.741 sacas de café solúvel, totalizando 149.453 sacas embarcadas, contra 340.692 sacas no mesmo dia de julho. Até o mesmo dia 7, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 811.444 sacas, contra 1.219.258 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque (ICE) do fechamento do dia 2, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 9, caiu, nos contratos para entrega em setembro próximo, 85 pontos ou US$ 1,12 (R$ 4,41) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam, no dia 2, a R$ 505,18 por saca, e hoje, dia 9, a R$ 507,11. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 10 pontos. No mercado calmo de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2019/2020, condição porta de armazém:

R$460/500,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$420/440,00 - FINOS A EXTRA FINOS – MOGIANA E MINAS.
R$410/420,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$370/390,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$360/370,00 - RIADOS.
R$350/360,00 - RIO.
R$360/370,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$350/360,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS.

OS CAFÉS DA SAFRA ANTERIOR (2018/2019) ESTÃO SENDO COMERCIALIZADOS NA MESMA BASE DA NOVA SAFRA (2019/2020).

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 3,9400 PARA COMPRA.

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