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Boletim Carvalhaes: Irregularidade do clima nas regiões produtoras preocupa operadores

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 13/09/2019

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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 86- n° 37
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Ao cenário de uma safra brasileira de café 2019/2020 de ciclo baixo, que o final dos trabalhos de colheita confirmou ser menor e de pior qualidade do que o inicialmente projetado pelo mercado, soma-se a cada semana uma certeza maior de que nossa próxima colheita, a 2020/2021, de ciclo alto, não fará um novo recorde e seu volume ficará abaixo do total produzido em 2018.

Preocupa ainda mais os operadores a irregularidade do clima nas regiões produtoras de café do sudeste brasileiro. Falta de chuvas suficientes no último verão; chuvas inesperadas no início dos trabalhos de colheita; geadas “de capote” que atingiram cafezais desde o Paraná até o cerrado mineiro no início de junho; chuvas fora de hora neste inverno, que induziram pequenas floradas nos meses de julho e agosto; o calor anormal nesta semana, em plena estação de inverno (a primavera só começa no próximo dia 23), provocando a abertura precoce de floradas significativas em regiões que receberam um volume maior de chuvas (também uma anormalidade) no final de agosto. Após a abertura da florada, esses cafezais enfrentam agora temperaturas acima de 35º centigrados (com picos de 37/38º graus) em plena estação de inverno.

As regiões cafeeiras que não receberam chuvas, situadas principalmente no estado de Minas Gerais, responsável por mais de 50% da produção brasileira de arábica, também estão enfrentando essa onda de calor. Segundo a SOMAR Meteorologia, ao longo dos próximos 15 dias, dificilmente irá chover nas áreas de café do Brasil.

Na última terça-feira, dia 10, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou as exportações brasileiras de café no último mês de agosto. O volume embarcado (3,2 milhões de sacas) é um bom resultado em volume para um mês de agosto de uma safra de ciclo baixo. Esse volume é 9,5% menor do que o exportado no mesmo mês de 2018, quando o Brasil colheu a maior safra de sua história como produtor de café. É também 5% menor que no mês de julho último, comprovando a resistência dos cafeicultores brasileiros em vender sua safra nos baixos preços oferecidos pelos compradores. Tradicionalmente, o volume de nossas exportações em agosto é maior do que em julho.

A receita cambial gerada pelas exportações de café no mês de agosto último foi de US$ 398,4 milhões, apresentando queda de 19,2% em relação a agosto de 2018. O preço médio por saca foi de US$ 124,2/saca, com queda de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2018. Vendemos por preços mais baixos em ano de safra menor. Essa queda no valor médio por saca vai de encontro às reclamações dos cafeicultores brasileiros. Estamos vendendo mais barato em ano de safra menor. O cafeicultor colheu menos sacas, pagou mais caro por fertilizantes, defensivos, combustíveis, energia elétrica e mão de obra, e está recebendo um valor mais baixo por saca produzida.

O total de café exportado no ano civil (janeiro a agosto de 2019) é o maior dos últimos cinco anos para o período, com o embarque de 27 milhões de sacas. O volume representa crescimento de 30,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Os cinco principais países compradores apresentaram aumento de 30% no volume importado no acumulado de janeiro a agosto. Esse crescimento indica que o café brasileiro vem ampliando sua participação no consumo mundial e reforçando sua imagem como café de alta qualidade.

O mercado físico brasileiro de café apresentou-se firme esta semana. Os contratos de café na ICE Futures US, em Nova Iorque, subiram nos quatro pregões até ontem. Hoje, aparentemente em um movimento de ajuste e realização de lucros depois de cinco pregões consecutivos em alta, as cotações recuaram um pouco. Os contratos com vencimento em dezembro próximo acumularam alta de 570 pontos na semana. Com Nova Iorque em alta, os preços oferecidos no mercado brasileiro pelos compradores subiram e os cafeicultores que precisavam fechar negócio para fazer “caixa” aproveitaram. Até a quarta-feira foi fechado um bom volume de lotes. Ontem e hoje, os vendedores, aparentemente satisfeitos com os negócios que realizaram, subiram suas bases. Os novos lotes que chegaram ao mercado já vieram com preços mais altos. Com a queda de hoje na ICE, os compradores diminuíram um pouco o valor das ofertas e o mercado físico acalmou.

O Cecafé informou que no último mês de agosto foram embarcadas 3.208.282 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 9% (336.207 sacas) a menos do que no mesmo mês de 2018 e 5% (174.724 sacas) a menos do que no último mês de julho. Foram 2.431.962 sacas de café arábica e 461.683 sacas de café conilon, totalizando 2.893.645 sacas de café verde, que somadas as 313.807 sacas de solúvel e 830 sacas de torrado, totalizaram 3.208.282 sacas de café embarcadas.

Até dia 12, os embarques de setembro estavam em 551.091 sacas de café arábica, 12.852 sacas de café conilon, mais 20.721 sacas de café solúvel, totalizando 584.664 sacas embarcadas, contra 516.440 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 12, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro totalizavam 1.277.100 sacas, contra 1.721.764 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque (ICE) do fechamento do dia 6, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 13, subiu, nos contratos para entrega em dezembro próximo, 570 pontos ou US$ 7,54 (R$ 30,81) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam, no dia 6, a R$ 523,78 por saca, e hoje, dia 13, a R$ 555,36. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 85 pontos. No mercado estável de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2019/2020, condição porta de armazém:

R$480/520,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$430/460,00 - FINOS A EXTRA FINOS – MOGIANA E MINAS.
R$420/430,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$380/400,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$360/370,00 - RIADOS.
R$350/360,00 - RIO.
R$360/370,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$350/360,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 4,0860 PARA COMPRA.

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