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Boletim Carvalhaes: Clima e avanço da vacinação levam à 5ª semana de alta consecutiva do café em NY

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 07/05/2021

4 MIN DE LEITURA

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As cotações do café tiveram uma semana de fortes altas na ICE Futures US. Foi a quinta semana seguida com os contratos de café subindo em Nova Iorque. No balanço da semana, os contratos com vencimento em julho próximo subiram explosivos 8,1%, somando 1145 pontos de alta. Esses contratos fecharam hoje valendo US$ 1,5290 por libra peso. Todos os meses de vencimento subiram com força e os para maio de 2022 fecharam a US$ 1,6015 por libra peso.

As razões da alta na semana são as mesmas das semanas anteriores: clima seco, quente e com chuvas insuficientes, bem abaixo das médias históricas nestes primeiros meses de 2021 nas regiões produtoras de café no Brasil, que já teriam naturalmente um ano de safra baixa nas produções de arábica devido à bianualidade negativa da produção brasileira; a perspectiva de alta no consumo fora do lar no hemisfério norte no segundo semestre, com o rápido avanço da vacinação contra a Covid 19; as incertezas climáticas e a queda na produção também nos demais países produtores de café; a revisão para baixo pela Organização Internacional de Café (OIC) da produção mundial no atual ano-safra 2020/2021; o dólar em queda frente ao real; e por fim, nesta semana, os problemas políticos na Colômbia.

No mercado cambial brasileiro, o dólar comercial trabalhou novamente em baixa acentuada frente ao real. Fechou o dia, hoje, com perdas de 0,93%, valendo R$ 5,2280. O dólar caiu forte frente ao real por toda a semana, acumulando, no período, 3,76% de queda. Foi a sexta semana consecutiva de baixa contra o real. Recuou 8,96% desde a penúltima semana de março, quando encerrou em R$ 5,7416 (fonte: Valor Econômico).

Em reais por saca, os contratos de café para julho próximo em Nova Iorque fecharam hoje valendo R$ 1057,39. Na sexta-feira passada fecharam valendo R$ 1016, 38. Portanto, em reais, com o recuo forte do dólar frente ao real na semana, a alta do café foi de 4%, bem menor que os 8,1% de alta nos contratos de café na ICE Futures US.

No mercado físico brasileiro, as ofertas dos compradores subiram todos os dias. O dólar em queda forte impediu altas mais expressivas em reais no decorrer da semana. Como tem acontecido neste período de entressafra, o volume de negócios fechados não foi grande frente às necessidades de nosso consumo interno e dos exportadores. Houve diferenças importantes entre os valores ofertados pelos diversos compradores. Alguns compradores mantiveram um posicionamento mais cauteloso, subiram menos suas bases de preços, não conseguindo acompanhar o ritmo vertiginoso do mercado. O mercado apresentou-se firme e comprador por toda a semana para todos os padrões de café.

Os fundamentos do mercado físico continuam sólidos. O tempo seco, com chuvas fracas e esporádicas, bem abaixo das médias para estes primeiros meses do ano, continua preocupando bastante os cafeicultores. As previsões climáticas para as próximas semanas são desanimadoras. O tempo continuará seco por pelo menos 15 dias na maior parte das áreas de café. A ausência de chuva na maior parte das áreas de café nesta época do ano é normal, mas a questão é que o verão passado foi mais seco que o normal e há dúvidas se a quantidade de água nos reservatórios será suficiente para irrigação dos cafezais até o retorno das precipitações na primavera. É possível que as áreas irrigadas diminuam gradativamente nos próximos meses (fonte: SOMAR Meteorologia).

Até dia 5, os embarques de abril estavam em 2.445.583 sacas de café arábica, 321.847 sacas de café conilon, mais 253.253 sacas de café solúvel, totalizando 3.020.683 sacas embarcadas, contra 2.647.245 sacas no mesmo dia de março. Até o mesmo dia 5, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 3.620.962 sacas, contra 3.617.302 sacas no mesmo dia do mês anterior.

Até dia 6, os embarques de maio estavam em 54.713 sacas de café arábica, 10.149 sacas de café conilon, totalizando 64.862 sacas embarcadas, contra 104.097 sacas no mesmo dia de abril. Até o mesmo dia 6, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 405.139 sacas, contra 482.355 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE do fechamento do dia 30, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 7, subiu, nos contratos para entrega em julho próximo, 1.145 pontos ou US$ 15,15 (R$ 79,20) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam, no dia 30, a R$ 1.016,38 por saca, e hoje, dia 7, a R$ 1.057,39. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 140 pontos. No mercado firme de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2020/2021, condição porta de armazém:

R$ 870/900,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$ 850/880,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$ 800/850,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$ 760/780,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$ 700/740,00 - RIADOS.
R$ 610/660,00 - RIO.
R$ 650/680,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$ 630/650,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 5,2280 PARA COMPRA.

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